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A situação crítica da Associação Brasileira Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abraço) foi o tema de uma reunião realizada nesta quarta-feira (09), no Plenário da Câmara Municipal de Três Pontas. A associação que trata de dependentes químicos e seus familiares, está prestes a fechar as portas por falta de apoio. A diretoria convocou a cerca de 15 dias a empresa para fazer um comunicado.

Sérgio Eugênio Silva (PPS), fez as honras da Casa e chamou a diretoria da Associação para ocupar as cadeiras do Poder Legislativo, dentro do Plenário Presidente Tancredo Neves. O presidente da Abraço Mário Reis Oliveira (foto) ocupou a cadeira maior, ao lado do vice Jos20140409_201917-001é Lúcio da Silva e do prefeito Paulo Luis Rabello (PPS). Apesar do convite feito a vários setores da comunidade, apenas autoridades participaram o causou frustração nos diretores e conselheiros.

Eles começaram contando a trajetória da entidade que está completando 14 anos, dando assistência aos dependentes de álcool e drogas e seus familiares. A metodologia diferente de unidade terapêutica, o serviço é de nível ambulatorial, com médicos, psicológicos, assistente social, para usuários/dependentes e seus familiares. A direção contabiliza mais de 600 pessoas, sem falar em mais de 3 mil que foram assistidas através de palestras em eventos e empresas.

A entidade que sobrevive de ajuda, teve muitos contribuintes que ao longo do tempo foram desistindo de ajudar. Hoje, a situação é critica que nem mesmo as despesas básicas estão sendo fáceis paga-las. A arrecadação é de cerca de R$1 mil, porém, só o aluguel custa R$700 e não há dinheiro para pagar o deste mês.  

Quando o espaço foi aberto para propostas e sugestões, quase todos os vereadores falaram. A secretária da Abraço Amália Provenzani Nery que é assistente social contou que ficou fazendo a triagem dos pacientes durante dois anos, para ajudar. O prefeito na medida do possível tem ajudado, tanto que cedeu dois psicólogos para atender e paga a conta de telefone. Mas, como a associação não é governamental, a sociedade precisa participar. Ao longo dos anos, tudo foi se acabando, declarou Amália, se referindo a oficina terapêutica que está parada, e a presença de uma assistente social, essenciais na recuperação. Apesar da sede ser boa, ela deveria estar mais centralizada, melhorando a estrutura.

O vice da Associação Comercial Agro Industrial de Três Pontas Bruno Dixini, se espantou quando ouviu que o comércio não está se importando. Para o líder da ACAI, são os diretores que precisam mostrar o caminho para serem ajudados. Ele também disse que nunca foram solicitados, talvez, comerciantes individualmente, mas tudo que a entidade tem recebido de pedido de ajuda, sempre são atendidos.

O vereador Paulo Vitor da Silva (PP), disse que existe duas formas do Município contribuir, através de subvenção, como é feito, ou através de contribuição. Esta última, seria a forma mais rápida e urgente da Prefeitura ajudar a Abraço a não fechar as portas, o que cairia no ‘colo’ do próprio a responsabilidade de cuidar dos pacientes. Assim, a instituição pode pagar suas despesas com os recursos públicos, até encontrar outras formas de arrecadar.

O prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), afirmou que por falta de dinheiro a Abraço não será fechada. Ele enfatizou que as dificuldades que o Município enfrenta é para pagar a folha de pagamento por causa do índice exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A sugestão dele é que empresas que podem fazer doações através do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), sejam contactadas. Outra também do prefeito é a realização de um show em benefício a Abraço, em parceria com a LM Produções, por exemplo.

Para Paulo Luis, o Poder Judiciário que determina que a Abraço acolha um paciente, precisa também ajudar. Depois, cutucou dizendo que não adianta ficar nas esquinas falando é preciso colocar a mão no bolso e ajudar. Ele se lembrou da fundação da Abraço que foi durante o mandato da ex-prefeita Adriene Andrade que cuidou muito do social. Terminou se comprometendo a ajudar como prefeito e como cidadão, por reconhece o que as pessoas que estão na direção da associação fazem por Três Pontas, que trabalham voluntariamente, por ideal e não para levar vantagens.

O presidente da Abraço Mário Oliveira disse que as sugestões dadas serão analisadas e que ficou satisfeito com a preocupação que os poucos que participaram tiveram em manter a Abraço de portas abertas.

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