Denis Pereira – A Voz da Notícia

A Secretaria Municipal de Assistência Social juntamente com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) lançou na manhã desta quinta-feira (24), uma ação de mobilização e conscientização da população trespontana acerca do ato de dar esmolas, devido à condição em que se encontram as pessoas em situação de rua do município. O órgão acredita que é necessário abordar o tema com a população em geral, mostrando que se pode exercer a caridade e a benemerência de outras formas, sem dar esmolas.

O movimento dos profissionais da Prefeitura, foi no local em que mais se encontram pessoas pedindo dinheiro. Foi lá que a equipe do CREAS, a Guarda Civil Municipal e outros setores da Prefeitura, distribuíram panfletos e conversaram com motoristas e pedestres. Cartazes e faixas foram afixados em locais de destaque pela cidade. Até o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS) e alguns secretários da Administração passaram por lá e fizeram sua parte.

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A Praça Cláudio Manoel, bem no semáforo da Rua Frei Caneca é ponto onde mais gente embriagada que dorme pelas ruas se encontram. É lá que pessoas são abordadas de carro ou a pé, causando constrangimento aos comerciantes e principalmente quando são pessoas de fora da cidade que são cercadas pelos pedintes. Marco Antônio Amâncio é proprietário de uma escola de formação de profissionais que fica bem em frente aos bancos que abrigam os moradores de rua. Na opinião dele este é um caso social, já que as pessoas para se verem livres dos pedintes, que os incomodam, acabam dando dinheiro e mantendo estas pessoas nas ruas. Por isto, a ação é válida para conscientizar as pessoas, que dando dinheiro os mantém nesta situação degradante.

Pode parecer que não, mas a presença deles já causou prejuízo ao estabelecimento de Marco Antônio, já que pais de alunos deixaram de matricular seus filhos na escola para não ver as crianças a situação vivenciada por ele, brigas, confusões entre homens e mulheres e outras situações que ele não quis descrever.

A coordenadora do CREAS Sara Silva Souza reconheceu que a situação incomoda as pessoas ao serem abordadas. Eles são insistentes, chegam a exigir dinheiro e causam medo nas mulheres. Porém, ela lembra que todos tem o direito de estar nas ruas, usarem os bancos e a praça como qualquer cidadão. “Não tem como pegarmos eles força. Nem a Prefeitura, Polícia Militar ou Guarda Civil Municipal podem tirá-los destes lugares se não estão cometendo crimes. Não podemos nem mesmo levá-los para internação contra a vontade deles e a Prefeitura não tem um albergue”, afirmou.

O movimento iniciado nesta quinta-feira, foi liderado pelo CREAS e a Assistência Social que atendem pessoas que vivem nas ruas. O Centro de Referência Especializado observou que estas pessoas, em sua grande maioria possuem residências fixas e familiares. Muitos vão em casa e voltam. Estão nas ruas por causa do vício ao álcool e as drogas.

A coordenadora do CREAS Sara Silva Souza destaca que a ação chama a atenção, pois o Centro de Referência Especializado atende pessoas que vivem nas ruas e observou-se que as pessoas em sua grande maioria, possuem residências fixas e familiares. Muitos vão em casa e voltam, mas estão nas ruas por causa do alcoolismo e das drogas. “O que foi identificado é que eles ficam nas ruas, pois conseguem assim sustentarem seus vícios, através da esmola, da comida e de tudo que ganham. Eles juntam e compram bebidas e drogas e vão sempre ficando”, enfatiza Sara Silva.

Os banquinhos da Praça Cláudio Manoel são os preferidos de uma turma, mas não há um ponto específico. Outros locais também são usados para consumir cachaça. Em dois pontos da Avenida Ipiranga; próximo da Nova Era e do trevo da Fiat; na Avenida Oswaldo Cruz e na Rua Barão da Boa Esperança.

Estudos apontam que não há uma faixa etária para ficar nas ruas, mas o CREAS percebe que são pessoas após os 30 anos de idade. Os mais novos são exceção e a maioria homens. Quase todos são de Três Pontas, mas quando aparecem pessoas de outras cidades que demonstram vontade de ir embora, a Secretaria de Assistência Social custeia a passagem de ônibus para retornarem para casa. Para os que moram na cidade são oferecidos cestas básicas, a inserção no Cadastro Único e tratamento médico necessário quando eles aceitam, além de outros benefícios.

O prefeito Paulo Luis também distribuiu panfletos de conscientização a não dar esmolas
O prefeito Paulo Luis também distribuiu panfletos de conscientização a não dar esmolas

Panfletagem foi feita na Rua Frei Caneca, onde se concentra diariamente o maior número de pedintes que embriagados intimidam as pessoas pedindo dinheiro no semáforo

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