* Expectativa é de queda considerável na produção de café em Três Pontas

O número de agricultores familiares em Três Pontas é grande. Famílias que cuidam e trabalham em suas próprias lavouras de café é cada vez mais comum. Neste período eles já estão colhendo os frutos, resultado de um ano inteiro de dedicação e ao longo dos anos, de persistência por conta de um mercado instável.

Acompanhados do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Município de Três Pontas, Vicente José da Silva percorremos alguns pequenos sítios localizados na região do Campo da Onça, Painico e Morro Vermelho, onde estão concentrados cerca de 70 destes, que juntam o marido, esposa, filhos e irmãos para apanhar café.

Um exemplo disso é Sérgio Vitor Mendonça e Eliane de Jesus Misael (foto). Eles tem 4 hectares de café. O casal pai de duas crianças, mantém a tradição que vem de família, mas este ano, a queda na produção será enorme. De 206 casas colhidas em 2014, serão apenas 60 nestes meses. O principal motivo é a falta de chuva ano passado. “Tem café maduro, café verde efeito da florada tardia”, conta Sérgio e Eliane. Eles ainda contam que quem vive na roça, depende do clima, da chuva e o sol no tempo certo. A seca foi tanta que uma mina que abastecia a propriedade secou e foi preciso construir um poço artesiano. Tanto é que nos anos anteriores, eles contratavam o serviço das colheitadeiras, mas desta vez não será preciso.

No Sítio Gordura, a beira da estrada nos deparamos com Adalton de Paula Cougo com outros dois irmãos que trabalham juntos em uma das propriedades da família. Nesta são três hectares e nem 10% do que era esperado será colhido de café. Foram 150 em 2014 e agora apenas 15 serão apanhados. Com a seca foi preciso esqueletar e prejudicou muito a qualidade dos grãos. Eles também só trabalham com a derriçadeira, usando claro todos os equipamentos de segurança que são obrigatórios.

As famosas mãozinhas são bastante utilizadas pelos agricultores familiares

ESTRADAS – serviços deixaram de ser paliativo

Nestes e em outros sítios e pequenas propriedades que visitamos, encontramos moradores satisfeitos com a situação das estradas vicinais e máquinas e caminhões trabalhando. Retirando curvas sinuosas, cascalhando e abrindo as vias. O agricultor familiar, Antônio Galdino Alves do Sítio Painico, a 18 km da zona urbana, disse que nunca viu a estrada boa assim. Quem mora na roça, diz Galdino, só quer estrada boa e agora o serviço não é mais paliativo. “Agora virou rodovia”, brinca o rapaz que também revela exagero na velocidade.

que os motoristas tem exagerado na velocidade.

Na propriedade Sérgio e Eliane a estrada não é das principais e só agora é que a manutenção foi feita, com aterramento e cascalhamento. Antes, as colheitadeiras não conseguiam entrar no café. A estrada que liga Três Pontas a Campos Gerais está em perfeitas condições. Mata-burros foram retirados e substituídas por pontes garantindo mais segurança. No dia uma parte do maquinários estava no Morro Vermelho.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Vicente José da Silva, elogia o trabalho que a Prefeitura está fazendo nas estradas da região. “Isso é muito importante para os nossos produtores e agricultores familiares escoarem a produção. Agora com as estradas em boas condições chegamos até a cidade rapidamente”, disse.

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