O ator, compositor e cantor Almir Sater chegou em Três Pontas na manhã deste sábado (21), para o show da 17ª Festa do Empresário do Ano, no Clube de Campo Catumbi (CCC). O cantor e sua equipe começaram a passar o som por volta das 18 horas e em um intervalo falou com exclusividade à Equipe Positiva. Bastante tietado pelos profissionais do Buffet Samambaia, responsável pelo evento, muito simpático, o cantor falou com todo mundo, distribuiu autógrafos e tirou fotos. Apaixonado por gado, Almir estava acompanhando pela internet um leilão e durante toda a conversa não parou de tomar café.

VEJA ENTREVISTA

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“Eu sou do mato e gosto muito de Minas Gerais” – Almir Sater

EQUIPE POSITIVA – Almir, você disse que já cantou em Três Pontas mas não se lembra quando. Como é fazer este show na terra de Milton Nascimento?

É muito bom cantar na terra que produziu grandes artistas e deve ter um monte de gente talentosa, escondida por aqui. É muita responsabilidade e quero fazer um show lindo para este público.

Observando você passar o som, você afinou várias violas. Você toca quantos instrumentos durante o show?

Eu trouxe quatro instrumentos. Porque cada um é uma afinação. A viola é muito limitada e tem que estar preparado para cada música e quanto mais violas melhor.

Você é ator, compositor, cantor, violeiro de mão cheia e apaixonado por gados. Do que você ainda mais gosta?

Eu gosto de andar por este “Brasilzão”, viajar por ai, de conhecer gente, os costumes, o nosso país. Eu sou do mato e gosto muito de Minas Gerais. É um Estado muito bonito, gosto das barrancas do Rio São Francisco.

Sua história com a música começou aos 12 anos, quando você comprou uma viola. Conte um pouco disso para nós?

Na verdade aos 12 anos era brincadeira de menino que ia cantar na rádio para ganhar sanduíche, brindes… Eu sempre gostei de música, eu nunca me achei em condições de ser um músico profissional, mas tive muita sorte.

Você esperava chegar onde chegou?

Eu não esperava nem ser músico profissional. Eu achei que iria trabalhar como todo mundo. Eu tentei trabalhar para fazer faculdade, mas tudo me levava à música. Ai acabei virando músico.

Almir e seus músicos passavam o som no fim da tarde no CCC
Almir e seus músicos passavam o som no fim da tarde no CCC

Que música sua você mais gosta e qual não pode faltar no show?

A música que não pode faltar é Tocando em Frente, minha e do Renato Teixeira e o Trem do Pantanal são músicas importantes da minha carreira que eu gosto muito.

Como você vê o sertanejo hoje com esta renovação?

Não importa se é primário, ginasial ou universitário, tem que ter a arte que nos emocione. Se emocionar está valendo.

Está faltando muita arte nos estilos musicais?

Este é um problema mundial que eu sinto, porque o conceito e as artes mudaram um pouco. São novos tempos. Eu gosto daquele som antigo ainda.

Você mora em fazenda ou na cidade?

Enquanto deu para morar eu morei na fazenda até meus filhos crescerem e precisar estudar acima do que a gente tinha na fazenda. Hoje eu moro na Serra da Cantareira, mas sempre quando dá tempo eu volto prá lá.

A novela Rei do Gado de 1996 foi reprisada este ano pela TV Globo e de novo foi um sucesso em audiência. Você se assistiu de novo na TV?

Eu vi um pedaço dela, no dia que eu estava cantando na rádio com o Saracura e estávamos Saudade é uma estrada longa. Eu vi por acaso. Naquele horário das 5 horas eu nunca conseguia assistir. A gente tem guardado as novelas e se a gente quiser a gente pode rever.

Você voltou a atuar como ator depois da novela do Rei do Gado?

Depois eu fiz Bicho do Mato e depois parei. Não dá mais. Foi muito bom, mas não consigo mais.

Você não consegue porque gosta mais da música?

Eu gosto mais do palco, da música. Apesar de respeitar o trabalho que eu fiz na TV, foi muito válido e muito bom, mas eu gosto de me dedicar a música. Eu fui fazer um bico na televisão, fiz quatro novelas e já está de bom tamanho.

Antes disso, você foi o Trindade da novela Pantanal e o Sérgio Reis o Tibério. Você tem saudades desta época?

Foi um tempo muito bom. Ficar gravando lá no Pantanal, ao lado de grandes amigos da extinta TV Manchete. Depois eu fiz o Zé Trovão e ai viajei o Brasil inteiro gravando. Foi uma época muito boa.

Você e Sérgio Reis parecem ser grandes amigos.

O Serjão é meu amigo, uma pessoa que me ajudou muito na vida artística, é uma pessoa muito especial e hoje é meu vizinho lá na Cantareira.

Mensagem aos fãs de Minas Gerais

Como violeiro eu devo tudo a Minas Gerais, que é a grande escola da viola caipira. E Três Pontas eu fico feliz porque neste momento, me preparando para fazer o show, já sinto o carinho deste povo maravilhoso, extremamente simpático, neste lugar agradável. Fico feliz por ter sido lembrado e espero fazer um bom show.

Funcionários que vão trabalhar no evento aproveitaram tirar fotos com Almir Sater
Funcionários do buffet que vão trabalhar no evento aproveitaram para tirar fotos com o cantor

O EVENTO

A Festa começa a partir das 22 horas e este ano serão homenageados a Cocatrel como Empresa do Ano e a Terra Café como Revelação. Durante o evento, acontece o lançamento da Revista PRADO, do colunista social Paulo Alberto Prado Ribeiro. Em seguida ao show de Almir Sater, vai ter a dupla Wallace e Rafael.

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