Antônio do Lázaro fez declaração na Tribuna da Câmara, mas afirma que não quis ofender ninguém

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), está sendo processado por uma declaração polêmica feita no Plenário da Câmara Presidente Tancredo Neves, no dia 19 de fevereiro deste ano. Vinte e três servidores, entre secretários, funcionários de carreira, contratados e que ocupam cargos de confiança na atual Administração, se sentiram ofendidos quando Antônio do Lázaro, no Pequeno Expediente afirmou que os servidores são cachorrinhos de coleira do prefeito Paulo Luis Rabello e que todos são puxas sacos. Alguns funcionários que semanalmente acompanham as sessões da Câmara repudiaram as declarações, que desta vez foram além do habitual dele.

O advogado Dr. Crisley Gregório Freitas já acionou a justiça e afirma que ele irá responder a 23 processos, independentes, e não a uma ação conjunta. Em entrevista, Crisley disse que entende que o vereador detém imunidade, mas que ela não pode servir de escudo para atacar cidadãos e servidores de bem que prestam seus serviços à população.

“Desta forma, as palavras do vereador em nada contribuiu para o crescimento da cidade, da mesma forma acredito que os eleitores que votaram nele [Antônio do Lázaro], não querem um representante que ofende a todos  gratuitamente.

Antônio em todas as sessões faz questão de criticar de forma veemente a Administração, chama o prefeito de coronel, ditador, perseguidor e outros adjetivos. Em determinada reunião, chegou a oferecer ao prefeito Paulo Luis, à secretária de Administração Evânia Rocha Moreno e à primeira dama e secretária de Assistência Social, Maria de Fátima Carvalho Mendonça Rabello, os nódulos que a esposa dele havia contraído nos seios.

“Ele detém imunidade é sobre discussões que engrandecem a cidade. Denegrir as pessoas não está elencado como imunidade, mais sim como grosseria contra os servidores e contra as pessoas. Suas palavras apenas servem para deixar os pares deste vereador envergonhados diante da situação que se criou. Nos dias atuais, não existe espaço para grosserias sem fundamentos e jogadas ao vento. O Poder Legislativo tem a obrigação de ter credibilidade e o povo de Três Pontas merece respeito. Não se trata de fazer oposição, mas sim de se portar como representante do povo obedecendo o decoro que lhe é imposto”, esclareceu Crisley Freitas, os motivos que levaram a ação.

Na avaliação do advogado, o Plenário da Câmara virou palco para insultos contra os servidores da prefeitura. Ele acrescentou que o ódio que Antônio ostenta contra o prefeito e contra a atual Administração, não lhe dá o direito de denegrir a imagem de pessoas corretas e de famílias honestas,  pois o valor principal que tem hoje em dia é a educação, valor este que se encontrou ausente na fala de Antônio.

Os servidores buscam com este processo um pedido de retratação e como prescreve a legislação, informa o advogado dos processantes, que ainda cabe uma ação de danos morais, pois Antônio do Lázaro, denegriu a imagem não apenas dos servidores comissionados mais de todos os servidores do Município frente ao Poder Legislativo e toda a sociedade trespontana. Os funcionários pedem uma indenização calculada em torno de R$950 mil.

Vereador diz que não quis ofender

Procurado por nossa reportagem, o vereador Antônio Carlos de Lima, não quis falar muito sobre o caso. Afirmou apenas que falou sem querer e que não quis ofender ninguém ou prejudicar alguém.

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