*Exame preventivo só pode ser realizado em neonatos nascidos na Maternidade do Hospital de Três Pontas

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Três Pontas, é conveniada com o  Sistema Único de Saúde (SUS), e oferece entre tantos serviços, o “Teste da Orelhinha”. São realizados mensalmente 80 procedimentos, obedecendo critérios do Município, de acordo com a lei federal 12.303 de 02 de agosto de 2010 do Ministério da Saúde. Um dos critérios que causam transtornos é que a entidade só pode atender os neonatos nascidos na Maternidade Nossa Senhora de Fátima do Hospital São Francisco de Assis, em Três Pontas. A regra recentemente gerou críticas em uma rede social e o Coordenador de Comunicação e do SUS da Apae Nuno Augusto Alves esclareceu que apenas segue as determinações. Quem nasce em outras maternidades e em outras localidades, precisam procurar o serviço nestes municípios. “Quem impõe esta regra é o Município que obedece uma lei federal”, reintera.

O Ministério da Saúde recebe um pacote financeiro que paga os exames preventivos que precisam ser realizados nos recém-nascidos, como os Testes do Pezinho, Orelhinha e do Olhinho, que em breve deve ser realizado em Três Pontas.

A Apae só pode atender quem nasceu fora, nos casos de problemas de intervenções na hora do parto, ou se o bebê precisou de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Se o neonato por qualquer outro motivo não veio ao mundo no Hospital da cidade, ou se foi escolhido que a mãe desse a luz em outra localidade, os pais precisam procurar a maternidade onde foi feito o parto.

A Prefeitura recebe e paga a Apae por estes exames. Portanto, somente os nascidos na maternidade do Hospital São Francisco de Assis podem agendar o exame da orelhinha por aqui mesmo, com exceção dos casos citados anteriormente.

 

 

Exame é gratuito e indolor

Exame da Orelhinha que detecta precocemente problemas de audição é realizado em uma cabine isolada do som externo

A fonoaudióloga Elisiane Ferreira Eliazar Pereira, é a responsável pelos exames e explica que o Teste da Orelhinha é realizado prioritariamente de 0 a 3 meses de vida. A triagem auditiva neonatal é dividida em duas etapas, a emissão otoacústica e a audiometria infantil comportamental, que visa detectar precocemente qualquer problema auditivo. Tudo é realizado dentro de uma cabine, isolada do som externo.

Na primeira etapa é inserida uma sonda na orelhinha do bebê ela emite um som fraco, que passa pelo ouvido médio e chega até a cóclea ouvido interno, ao receber o som , as células ciliares externas da cóclea se movimentam, as ondas sonoras fazem o caminho de volta e são registradas pelo aparelho. A segunda é a audiometria infantil comportamental, onde são utilizados instrumentos musicais de várias intensidades tais como guizo, chocalho, pandeiro e agogô. Os neonatos devem apresentar respostas reflexas aos sons apresentados. Segundo a Elisiane Ferreira, para cada tipo de som espera-se que o neonato apresente uma resposta diferente. Guizo instrumento de fraca intensidade espera-se que preste atenção ao som, chocalho instrumento de média intensidade espera-se que apresente reflexo de moro e pandeiro e agogô instrumentos de forte intensidade espera-se que apresente reflexo cócleo palpebral.

O exame é indolor, rápido e não invasivo. Quando detectada ausência nas emissões otoacústicas por três vezes consecutivas, é realizada a orientação aos familiares para que o neonato realize a avaliação otorrinolaringológica, através do encaminhamento realizado pela própria fonoaudióloga da instituição, para avaliação e conduta do caso.

Os testes são realizados de graça, de segunda as sextas-feiras, das 07:30 às 17:00 horas, com carga horária distribuída neste período, de acordo com a disponibilidade do agendamento eletrônico.

 

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