A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) foi habilitada este mês para ter o Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II), de média complexidade, que é um ponto de atenção ambulatorial especializada em reabilitação que realiza diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, nas modalidades de reabilitação (Auditiva, Física, Intelectual e/ou Visual), constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território. A entidade de Três Pontas vai atender pacientes das cidades também de Santana da Vargem, Coqueiral, Boa Esperança e Ilicínea. Com isto, a instituição irá ampliar os atendimentos e precisa qualificar seus profissionais sobre a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segundo a coordenadora do Projeto, Aline Aparecida Batista, a CIF proporciona uma linguagem unificada e padronizada do sistema de descrição da saúde. “A classificação descreve o que a pessoa com deficiência necessita e como se aplica isso na avaliação multidimensional e nos usuários da Apae”, explicou Aline Aparecida.

Em outro projeto do Ministério da Saúde, a Apae está remodelando sua infraestrutura, criou o Centro de Estudos que ainda não está pronto e instalou um elevador em sua clínica. A área da piscina está sendo reformada e vai se transformar em um espaço aquático para o atendimento hidroterápico, como contou o coordenador de Comunicação e do SUS da Apae de Três Pontas e Conselheiro Regional Sul II das Apaes, Nuno Augusto Alves.

O professor e fisioterapeuta Eduardo Santana Cordeiro trabalha com a CIF desde 2004 e veio de São Paulo para trazer o assunto aos profissionais das 14 Apaes da região. O curso realizado durante todo o sábado (17), preparou os profissionais a construir os formulários baseados na Classificação para normatizar a forma de notificação das informações das pessoas que são atendidas, de forma a esclarecer o perfil de funcionalidade e incapacidade de cada um.

Dr. Eduardo reforça que a normativa da OMS vem sendo adotada aos poucos, desde 2009, com algumas portarias que trata do assunto – do INSS, do Ministério do Desenvolvimento, uma Portaria Interministerial e uma Resolução do Conselho Nacional da Saúde adotando a CIF para o SUS e o Sistema Suplementar.

“Os profissionais inicialmente conhecem a complexidade da ferramenta, que é maior do que a habitual e o impacto inicial pode ser assustador. Com o passar do tempo e com o conhecimento adquirido, eles reconhecem a importância e entendem que a complexidade é necessária o suficiente para tratar dos seres humanos e a classificação destas condições”, detalhou Dr. Eduardo.

Estas condições estão ganhando importância, já que as políticas públicas, ainda são baseadas em ferramentas que não dão a integralidade das informações. Só se sabe a doença que as pessoas tem, mas desconhecem a vida que elas vivem e as formas para viverem melhor. A CIF detalha isto com muito cuidado, por isto é complexa e na visão dele, embasa melhor as políticas públicas.

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