O vice presidente Benício Baldansi ocupou a presidência na sessão ordinária desta segunda-feira (23). Foi ele quem presidiu a reunião por causa da ausência de Luis Carlos da Silva (PPS), que segundo o próprio Benício informou, faltou por problemas de saúde. O vice presidente foi Roberto Cardoso (PP).

Ainda sem prática para comandar uma sessão no Poder Legislativo, o presidente em exercício precisou do auxilio do secretário da Mesa Maycon Machado (PDT) e do vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB). Mesmo assim, algumas gafes de Benício não passaram despercebidas por quem assistia a sessão. Ele falava sem ligar o microfone, mencionou Três Pontas cortando o “s”; abriu a discussão de um projeto falando “discutição”; na hora da votação disse que queria ouvir o voto de cada um e esqueceu que estava na presidência, se levantou para votar, sendo que presidente só vota em caso de empate e terminou já antecipando os votos de bom fim de semana.

E foi justamente nesta segunda-feira que o vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), tentou inserir na pauta dois projetos de leis e acabou gerando embate entre oposição e situação. Em determinado momento, Benício pediu aos colegas para parar de briga.

Eles autorizam licitações de uma área aproximada de 7.950 m², com um galpão de 1.460 m² e outra de 6.433,90 m² de uma área total de 16.832,30 m², ambos no bairro Santana, para atender a fins industriais e ou comerciais. Os projetos foram retirados da pauta por decisão da maioria.

Como se tratam de projetos de incentivo à industrialização e ainda não haviam passado pelas Comissões, por cautela, Sérgio Eugênio Silva (PPS) e Érik dos Reis Roberto (PSDB), alertaram que ainda nem haviam recebido os projetos. Geraldo Prado, o Coelho do Bar (PSD), defendeu que é preciso estar atento aos estudos das propostas de lei, cumprindo o papel confiado pelo povo.

Abrindo a pauta, primeiro o Plenário aprovou o projeto que adequa a quantidade de diretores escolares nos estabelecimentos educacionais de ensino da Prefeitura, de acordo com a necessidade da Secretaria Municipal de Educação. Do vereador Francisco Fabiano Diniz Júnior (PSL), alterando a lei 3.606, de 12 de novembro de 2014, oferecendo até 48 meses para que empresas que tenham sido beneficiadas pelo Município concluam suas obras. O projeto foi aprovado por unanimidade.

O que os vereadores mais falaram, foi sobre a iniciativa do vereador Maycon Machado que homenageia a médica Sahili Rivera Rivera (foto) com o Título de Cidadania Honorária Trespontana, através de um Decreto Legislativo. Ela nasceu em Puerto Padre Las Tunas (Cuba), tem 29 anos, chegou no Brasil através do Programa Mais Médicos do Governo Federal, em março de 2014 e foi trabalhar no Posto de Saúde do bairro Catumbi. Em novembro do mesmo ano, ela foi transferida para um posto de saúde na zona rural.

Com a homenageada ocupando uma das cadeiras do Plenário, Sahili e o legislador ouviram as felicitações dos vereadores.

Marlene Lima (PDT), disse que não conhece a cubana pessoalmente, apenas pelas redes sociais, mas que demonstra ser uma pessoa que cuida bem dos cidadãos trespontanos.

Em nome da população, Sérgio Eugênio Silva (PPS), agradeceu o carinho e dedicação da “futura” trespontana de direito e declarou seu voto favorável.

Érik dos Reis Roberto (PSDB) parabenizou Maycon pela iniciativa e agradeceu por ela ter deixado família e o seu convívio social, para vir para o Brasil, país de uma cultura totalmente diferente. O líder da oposição na Câmara, comentou que os doutores cubanos são um dos melhores profissionais do mundo, superando França, Espanha e Portugal. Talvez seja isto que a fila de espera para fazer medicina em terra cubana seja gigantesca.

O autor da proposta foi o último a falar. Maycon agradeceu o reconhecimento e falou à sua amiga Sahili que ela tem feito muito pelos doentes, principalmente aos menos favorecidos. O projeto também foi aprovado por unanimidade.

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