Vereadores reconheceram trabalho social com crianças e jovens e exaltaram papel de padre Rogério a frente da Paróquia Cristo Redentor

Denis Pereira – A Voz da Notícia

A Associação das Crianças e Adolescentes Aprendizes da Arte com Cristo de Três Pontas, conhecida por Arte Cotidiana, começou em 2012, com o sonho de trespontanos e impulsionada pelo vigor e coragem de padre Rogério Augusto da Silva. O trabalho ganhou status, espaço e principalmente o apoio da comunidade que reconhece e sabe da importância social que ele traz às mais 300 crianças e jovens beneficiados.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), propôs à Câmara Municipal reconhecer publicamente o projeto que começou em uma garagem do bairro São Judas Tadeu. Hoje tem sua sede na Praça Cônego Francisco no Catumbi e atividades desenvolvidas na Rua José Caxambu no Aristides Vieira. Ele tem todos os requisitos para receber o título de Utilidade Pública Municipal, recebendo apoio financeiro e amparo da Prefeitura para manter as atividades sociais.

O projeto de lei nem estava na pauta de votações, mas o próprio autor pediu e conseguiu convencer os demais parlamentares da importância de se votar a proposta na sessão desta segunda-feira (05).

Em um dos poucos momentos, oposição e situação afinaram os discursos. O vereador José Henrique Portugal (PMDB), começou elogiando a dedicação de padre Rogério Augusto da Silva, pároco da Paróquia Cristo Redentor, que abraçou comunidades carentes, onde segundo Portugal, está 90% dos problemas sociais da Cidade.

Francisco Botrel Azarias (PT), se colocou a disposição para que o Arte Cotidiana suba degraus mais altos, conseguindo o título também a nível estadual e consequentemente verbas do Governo de Minas Gerais. Afirmando que o governador Fernando Pimentel é sensível às causas sociais, Chico Botrel pode colocar o grupo em contato com a deputada estadual Geisa Teixeira (PT), que recentemente conseguiu o benefício à entidade do Menor Carente de Três Pontas.

Elogiando a atuação do Arte Cotidiana, mas cutucando o Executivo, Paulo Vitor da Silva afirmou que é preciso render graças a estas pessoas que de uma forma ou de outra fazem o que deveria ser do Poder Público. A causa disso, é a ineficiência pelo lado político. Do outro, pessoas desapegadas, que se abnegam de tempo e até de dinheiro para ajudar o próximo. Para Paulinho, é preciso inserir a Associação na lista das entidades beneficiadas com subvenção para que a partir do ano que vem ela seja subsidiada.

Serjão apenas completou ‘que ai’ dos municípios não fosse estas entidades, igrejas e associações que levam atenção, amparo e prestação de serviços. Ele também não deixou de contar o envolvimento de padre Rogério, que além dos trabalhos pastorais, ainda se dedica ao esporte.

O projeto foi aprovado por unanimidade dos presentes. Estavam ausentes – a vereadora Alessandra Sudério (PPS), que está de licença médica e o presidente Luis Carlos da Silva (PPS) que está doente.

Conheça o Arte Cotidiana

O Projeto Arte Cotidiana foi fundado em 09 de dezembro de 2012. Sonhado e planejado por um grupo de 15 pessoas das comunidades São Judas, São Cristóvão e Sagrada Família. Vendo o crescimento desenfreado dos bairros e o número de crianças nas ruas, iniciaram em uma garagem do bairro São Judas, atividade de dança e batuque com 10 crianças e, assim, o sonho que era pequeno foi crescendo e hoje acolhe mais de 300 crianças, com várias atividades, como aulas de violão, dança, jiu jitsu, percussão e futebol. O projeto cresceu muito e há uma lista de espera, porém, não tem condições de integrar mais gente somente com as doações de voluntários.  Com o título de utilidade pública, abre a possibilidade de conseguir recursos públicos.

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