Cada um defendendo as suas bandeiras, oposição e situação fizeram as manifestações no Pequeno Expediente da Câmara na sessão desta segunda-feira (23). Educação e esportes foram os principais temas que eles gastaram os cinco minutos que cada um tem direito.

Primeiro, José Henrique Portugal (PMDB), está questionando o pedido que fez sobre o estacionamento na Travessa 25 de Dezembro que está com todas as vagas em frente ao Fórum Dr. Carvalho de Mendonça, como área de segurança. Portugal havia oficiado a Prefeitura que respondeu que a responsabilidade, neste caso é da Delegacia de Policia Civil. A ideia do vereador é que apenas quatro vagas sejam reservadas a Área de Segurança e o restante seja destinado a juízes, advogados e funcionários do Poder Judiciário, o que é um reclame geral na cidade.

Geraldo Messias Cabral (PDT), comentou a entrega do material didático que está sendo feita às crianças atendidas na rede municipal de ensino. A distribuição começou na sexta-feira (20) e vai chegar a todos os estabelecimentos educacionais de ensino. Ele também falou que o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), está vendo a possibilidade de distribuir os uniformes escolares em 2016 e do material escolar que será doado a todos através de um cartão. Ele relacionou no tempo que restava, as obras, melhorias e investimentos que estão sendo feitos na área da Educação. “Só através da educação é que vamos formar cidadãos melhores”.

Paulo Vitor da Silva (PPS), veio em seguida rebater, mas disse que não seria em resposta ao que disse Geraldo. Paulinho novamente falou sobre o transporte dos estudantes na zona urbana que a Secretaria de Educação cortou, mantendo apenas aos moradores da zona rural. Como já foi secretário de Educação, o vereador reconhece que o recurso que vem do FUNDEB não é para transportar as crianças na cidade, porém, isto sempre foi feito, com recursos da própria Secretaria.  Além deles, os professores não tem mais ônibus e precisam se deslocar até a Praça Cônego Vitor para pegar a condução. “Precisa de tanta economia assim?”, questiona.

Francisco Botrel Azarias (PT) também seguiu a opinião da oposição e protocolou na Prefeitura um pedido de moradores dos bairros Cidade Jardim, Santa Marta e Eucaliptos. Nestas localidades estão 26 alunos que segundo Botrel ficaram prejudicados. Pais e responsáveis precisam acompanhar sem poder, seus filhos até a Escola Cônego Vitor, pois nem todos tem condições de contratar o serviço particular. “Esperamos que a Secretaria resolva este problema. Neste caso é só passar em uma rua, sem mudar a rota do ônibus, que em um ponto só pega todos os estudantes”, explica Chico Botrel.

O vereador também explanou sobre uma proposta que protocolou na Câmara criando a Comissão Permanente de Legislação Participativa. Ela vai atender a sociedade, sindicatos, associações, órgãos de classe, dando espaço a receber propostas de iniciativas de lei da população. A Comissão terá a missão de analisar e transformá-las em leis.

Alessandra Vitar Sudério (PPS) saiu em defesa novamente do Executivo.  Disse que há muito a ser feito, mas que a Administração tem trabalho muito e os méritos precisam ser dados e reconhecidos. Especificamente falou das áreas de educação e esportes e listou as obras.

PROJETOS

A pauta foi tranquila. O que foi manifestado foram apenas elogios nos projetos que homenageiam cidadãos com nome de vias na cidade. O primeiro item foi alterações em leis para abertura de crédito adicional especial na Secretaria de Saúde para a compra de veículo para o transporte coletivo de pacientes para o tratamento fora do domicílio, o chamado TFD.

Com elogios aos autores e reconhecimento do trabalho que eles desempenharam a favor de Três Pontas, os vereadores também aprovaram por unanimidade, homenagens a Haroldo de Souza Figueiredo Júnior “Haroldinho” e Orestes Miari que agora dão nomes as ruas dos bairros Jardim das Esmeraldas e Residencial Santa Tereza. O vereador Antônio do Lázaro não votou o segundo projeto porque estava o tempo todo no telefone celular

O último projeto foi também alterações em leis também para abrir crédito especial nas dotações da Secretaria Municipal de Assistência Social, no Programa do Fundo de Arrendamento Assistencial (FAR), para a execução do Programa Minha Casa Minha Vida, no Residencial Esmeraldas, totalizando R$284 mil.

02Denúncia contra administradora hospitalar da Santa Casa

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), continua fazendo denúncias na Câmara. Apesar de todas terem sido apuradas e nenhuma proceder, ele usou a Tribuna no Pequeno e no Grande Expediente para falar sobre a direção do Hospital São Francisco de Assis. O caso agora é que Antônio teria recebido na Câmara uma carta anônima informando que a nova administradora da Santa Casa Keila Maria de Lima estaria maltratando os funcionários.

A denúncia parte de uma servidora que trabalha na área de enfermagem. Ela relatou no texto escrito no computador que Keila a humilhou, a chamando de “raça de gentinha”, porque ela é negra. Segundo as informações, isto vem acontecendo com vários profissionais. A denunciante pede providências, que seria a demissão da administradora do cargo e explica que não colocou seu nome com medo de ser mandada embora.

No Grande Expediente é sempre a mesma história. Os primeiros inscritos falam e vão embora, e são sempre os mesmos. O presidente da Casa Luis Carlos da Silva ouviu um pedido do vereador Paulinho que sabe que nenhum vereador é obrigado a ficar no último expediente, mas que seria mais cordial criar uma forma de fazer com que aqueles que se inscreveram permanecer até o final. Paulinho não citou nomes mas falou diretamente ao seu colega de oposição Antônio do Lázaro. A situação sempre reclama que ele fala o que quer e vai embora. Luis Carlos concordou e também fez um desabafo para terminar a sessão. Luisinho teve que pedir para ser ouvido diante de tanta conversa enquanto falava. Disse que independente de situação ou oposição, os vereadores não devem apenas criticar ou só elogiar, na visão dele como presidente.

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