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Um grupo de caminhoneiros resolveu também protestar, contra a defasagem do valor que estão pagando pelos combustíveis em relação ao que estão recebendo pelos fretes.

Em Três Pontas a manifestação foi pacífica e bastante rápida. A paralisação durou cerca de 5 minutos, mas capaz de causar fila. Desde de manhã, caminhoneiros começaram a estacionar próximo a Central de Distribuição da Giro Forte, localizada as margens da MG 167, na saída para Santana da Vargem. Um caminhão foi colocado atravessado na pista, mas retirado quando a Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) chegou. De forma bastante cordial, caminhoneiros chamavam quem passava a aderir a paralisação no trecho. A PRE organizou o movimento a fim de garantir que a situação não saísse do normal.

DESTAQUEO jovem de 23 anos, Plínio Henrique Corrêa, afirma que a intenção é chamar atenção do governo, diante do descaso, que segundo ele a categoria vem sendo tratada. Os gastos estão muito altos e o preço do frete defasado. Plínio transporte de tudo e faz os cálculos para continuar na profissão. Com a manutenção do veículo e óleo diesel, ele acredita que 70% do valor do frete fica no investimento.

O empresário Daniel Oliveira da Silva já viveu muitos anos na estada, hoje é empresário, possui uma loja de acessórios para caminhão e sente os reflexos do momento difícil que os companheiros passam. “Hoje eles não tem condições de investir. Como que ele vai colocar por exemplo, um climatizador no seu veículo se precisa manter seu caminhão em dia e gastar tanto com combustível”, afirma Daniel.

A Polícia Militar Rodoviária Estadual permaneceu durante todo o tempo no local. De acordo com o capitão da PM Francisco José Lyra, a presença da PM é para garantindo o direito da classe de motoristas de reivindicar seus direitos, desde que não prejudique ninguém, garantir às pessoas o direito de ir e vir dos usuários da via. Veículos de passeio, que transportam pacientes e ambulâncias passaram normalmente.

A classe estava impedindo o trânsito parcialmente em várias rodovias do país desde o último domingo (22), mas uma decisão da Justiça Federal determinou que seria aplicada uma multa de R$ 50 mil por hora, além de R$5 mil por pessoa física ou veículo, aos sindicatos e entidades que lideram as manifestações em todo o Estado.

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