O movimento foi tranquilo em todas as unidades básicas de saúde de Três Pontas, neste sábado (16), quando o Ministério da Saúde determinou aos municípios de todo o Brasil que abrissem os postos de saúde e oferecer 19 vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas Lara Miranda da Silva, a procura maior foi dos adolescentes que precisam se imunizar contra o HPV. Meninos de 11 a 14 anos e meninas de 9 a 14, receberam a dose que foi estendida para homens e mulheres até 26 anos. Muitas pessoas ainda não sabem das alterações no calendário de vacinas e da grande quantidade de novas vacinas que estão sendo oferecidas. “Como é uma campanha para atualizar o cartão, as pessoas acham que precisar ir aos postos somente se estiver em atraso, mas desconhecem as doses que foram inclusas”, alertou.

Sem falar nas doses que foram ampliadas, deixou de ser dose única e precisa de duas aplicações. A triviral que imuniza contra caxumba, sarampo e rubéola é uma delas. As crianças até 4 anos tomam duas doses, os adultos até 29 anos precisam ser imunizadas duas vezes e quem tem de 30 a 49 anos é dose única, mas os adultos passaram a receber a triviral não tem muito tempo.

A procura pela vacina da febre amarela foi enorme quando a cidade viveu um surto este ano, depois de dois macacos encontrados na cidade estavam com o vírus. A busca descontrolada nos postos foi até abril e como parou de falar dos riscos de não se imunizar a procura caiu. Foram cerca de 10 mil doses distribuídas, mas de acordo com as estatísticas do Governo do Estado, ainda faltam cerca de 7 mil pessoas que não tomaram a dose única. A doença preocupa as autoridades de saúde e 50% das pessoas infectadas pode evoluir para a morte. O vírus é circulante, não saiu da região e a prevenção é o melhor remédio.

É comum também as pessoas que não tem cartão de vacinas. Não adianta lembrar que tomou determinada vacina se não tem a comprovação, como acontece com pessoas que vem de outros estados e não tem o cartão preenchido. Se não há o registro, é preciso começar tudo de novo, “do zero”, independente da idade, garantindo a imunização com segurança. Hoje tudo é informatizado e facilita a vida dos usuários e dos funcionários. É preciso preencher vários dados como o lote da vacina, a data e até o vencimento dela, servindo como documento.

O trabalhador rural Reginaldo Rodrigues dos Santos de 43 anos (foto), aproveitou a campanha para levar os filhos de 11 e 12 anos para tomar a vacina contra o HPV. A dificuldade para manter o cartão em dia é sempre o mesmo – a falta de tempo. “Para eu vir aqui preciso faltar do serviço e nunca posso fazer isto”. Reginaldo aproveitou que estava de folga para colocar o cartão de todos da família em dia.

Reginaldo Antônio Abraão, o filho mais velho foi tomar a segunda dose e o menor, Rian Rodrigues dos Santos a primeira. O pai também descobriu que estava com vacinas em atraso, se preveniu tomando algumas doses e já agendou para março de 2020 a nova ida a sala de vacinação no Posto de Saúde do bairro Catumbi.

Catapora. Época é de aumento de casos

A época é de aumento no número de casos de catapora. A doença é altamente contagiosa, se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera. Segundo Lara Miranda, toda criança toma a vacina em uma única dose, com um ano e três meses, mas, o governo federal estendeu a faixa para etária para até 4 anos, depois de alteração no calendário de rotina do Ministério da Saúde. Em Três Pontas já foram notificados 8 casos, mas como a imunização já acontece a cerca de 4 anos, a tendência é uma diminuição dos casos. “A gente acredita que já vamos colher os resultados. As crianças que forem imunizadas de acordo, provavelmente não vai contrair a doença que pode causar até a morte”, divulgou a coordenadora Lara Miranda.

 

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