Segundo a Secretaria de Saúde, nenhum caso de Zika foi confirmado até agora. Dengue são apenas 5 casos

O prefeito de Três Pontas Paulo Luis Rabello (PPS), não quer fazer alarde quanto a questão do mosquito Aedes aegypti, como segundo ele, foi feito no ano passado, quando a Cidade viveu uma epidemia de Dengue.

O gestor justificou que todas as medidas de prevenção estão sendo tomadas, desde o ano passado, a fim de evitar uma nova explosão de casos confirmados. Mas reconhece que o Município, não deve ficar de fora do grave problema que o Brasil inteiro está enfrentando, já que o mosquito transmite os vírus da Dengue, febre Chikungunya e da Zika. Em 2015, só na Cidade foram 1953 casos entre confirmados, descartados e suspeitos.

Este ano, de acordo com a Secretaria de Saúde, são 145 casos notificados, apenas 5 confirmados, 21 já foram descartados e 119 sendo investigados de Dengue. O Zika Vírus tem 31 casos notificados, nenhum ainda foi confirmado em 2016 e três estão sendo investigados.

A situação é claro que preocupa, mas ele alerta que é preciso esperar o resultado do exame laboratorial para confirmar os casos. Na opinião de Paulo Luis, o número não é alto e nenhum profissional de saúde pode confirmar ou descartar, apenas com exame clínico. “Existe um formulário do Ministério da Saúde que é preenchido e nele levantado várias hipóteses, inclusive quando a pessoa viaja para outras cidades ou estados”, acrescentou.

O prefeito também acredita que aumentar o número de agentes não é a solução, já que todo cidadão deve combater diariamente em sua casa o mosquito transmissor das doenças, com as recomendações básicas. Atualmente são 10 profissionais atuando nas ruas. Ele garante que o setor público tem feito a sua parte, limpando terrenos baldios que ficam abandonados pelos proprietários, em várias partes da zona urbana e principalmente as áreas públicas.

Prefeitura vai promover mutirões de limpeza, começando pela Vila Marilena

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A partir deste próximo sábado (27), a Prefeitura vai fazer uma força tarefa, percorrendo vários bairros, alertando moradores e limpando os quintais das residências. O movimento vai começar as 9 horas da manhã, na Praça José de Anchieta no bairro Vila Marilena. De lá, vai até o Ponte Alta II e Jardim Primavera. A ação vai contar com a participação do Grupo de Escoteiros Boa Vista da Associação Trespontana de Catadores de Materiais Recicláveis (Atremar) e de cargos comissionados da Prefeitura. Os demais servidores não irão trabalhar por conta de gastos com pagamento de horas extras. Os agentes de endemias que já conhecem a realidade dos bairros, irão coordenar para que os locais com mais focos do mosquito sejam visitados. Os moradores devem retirar para a rua todo o lixo e entulho que tiver no quintal de casa. No fim de semana, a Prefeitura irá disponibilizar caçambas para quem não conseguir retirar a sujeira a tempo do mutirão. Carros de som estarão percorrendo o bairro e avisando as famílias. Panfletos serão distribuídos nos dias seguintes alertando que a limpeza precisa continuar.

Durante a semana, o mutirão vai continuar com os servidores nos bairros Aristides Vieira, Vila Marília, Santa Mônica e Jardim Boa Vista. No próximo sábado (05), o mutirão será na região do bairro Santa Edwirges.

Três pessoas da mesma família são suspeitos de terem Zika

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Ana Paula, Noemi e Luis Henrique estão na lista de casos suspeitos de Zika investigados

Uma família que mora no bairro Peret está assustada. Das cinco pessoas quem moram na residência, três delas estão com sintomas do Vírus Zika. Eles fazem a sua parte, mas o problema são alguns vizinhos, que estão acomodados e não tomam os devidos cuidados acumulando água. E ai, as visitas dos agentes de endemias seriam fundamentais, mas a técnica de enfermagem Ana Paula Figueiredo Nepomuceno (40), disse que faz tempo que ninguém passa por lá. Ela, sua mãe de 67 anos e seu filho de 18 anos, estão com os mesmos sintomas – com uma vermelhidão por todo o corpo que irrita e apavora e segundo os médicos que os atenderam no Pronto Atendimento Municipal (PAM) a suspeita é Zika.

Ana Paula contou que há uma semana começou a ter dores no corpo. Ela diminuiu e a técnica de enfermagem pensou ser apenas um resfriado. Depois ficou com o corpo todo vermelho e sentindo um calor insuportável, mas sem febre. Um desses dias, foi trabalhar e quando voltou o filho dela, Luis Henrique Figueiredo Seixas, também se queixava da vermelhidão. Porém, ele teve febre e dor de cabeça. No Pronto Socorro, o jovem tomou soro e o médico já informou que a suspeita é o Virus Zika. Ela mesma por conta própria se medicou com Paracetamol e também teve diarreia. Com tanta coceira, durante o dia toma vários banhos e está sem condições de ir trabalhar.

A dona de casa, Noemi Figueiredo Nepomuceno mãe de Ana Paula começou com as manchas e coceira no corpo e pensou ser alguma alergia. Quando foi no PAM teve apenas orientação médica e foi medicada como se fosse uma alergia. Os sintomas persistiram e ele voltou ao médico. Desta vez, tomou soro para se reidratar e não entrou na lista de notificados de casos suspeitos. Só depois que a filha foi até a Secretaria de Saúde, e contou o que havia acontecido com a família é que eles foram procurados para serem inseridos nos casos investigados. O material já foi colhido e o resultado é aguardado, porém, ele demora cerca de 30 dias para ficar pronto.

Quem escapou foi apenas o aposentado João Dário Nepomuceno de 69 anos e sua neta Ana Clara Figueiredo Lima de 8.

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