O problema dos moradores em situação de rua, que passam dias e noites na Avenida Oswaldo Cruz, voltou a ser discutido dos vereadores na sessão ordinária desta segunda-feira (13).

O assunto começou no Pequeno Expediente, por causa da fala do vereador José Henrique Portugal (PMDB), que disse que com a chegada do frio esteve na Avenida Oswaldo Cruz e ficou triste de ver que mesmo depois de ofícios enviados ao Poder Executivo, as providências ainda são aguardadas. Na opinião de Portugal, aquelas são pessoas doentes, que estão em desalento com a própria vida.

O vice presidente da Câmara Geraldo Messias Cabral (PDT), concordou que as pessoas que estão vivendo na Avenida, próximo ao cruzamento com a Avenida Ipiranga, estão em condições sub humanas e são prisioneiras dos vícios do álcool e da drogas. A situação neste tempo de frio intenso, a situação é preocupante. Segundo Geraldo, por duas vezes nos últimos dias, a Secretaria Municipal de Assistência Social tentou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) ajuda-los. Igrejas evangélicas e a Renovação Carismática Católica também tentaram, mas não conseguiram.

O líder do prefeito na Câmara Sérgio Eugênio Silva (PPS), concordou com a situação que as pessoas vivem, mas defendeu a atuação da Assistência Social. Lembrou que foi alugada uma residência no bairro Cidade Jardim para abrigar estes moradores, mas o problema é convencer eles a ficar lá. “Eles preferem ficar lá. Não aceitam ficar no abrigo que oferece condições básicas e nem voltar para casa”, enfatizou Sérgio. O vereador quer saber se há alguma forma judicial para o Município atuar.

Problema e tentativa de resolver são antigos

Avenida problema 1
Foto: Arquivo Equipe Positiva

Os problemas dos pedintes que ficavam no semáforo da Rua Frei Caneca e dos moradores em situação de Rua na Avenida Oswaldo Cruz é antigo, já geraram grandes debates na Câmara Municipal e uma insatisfação enorme dos funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social.

As reclamações ficaram mais evidentes em julho de 2014, quando motoristas estavam sendo abordados no semáforo da Praça Cláudio Manoel no Centro por pedintes.

Depois, o problema mudou de lugar e foi parar na Avenida Oswaldo Cruz. Em maio de 2015, depois de novas críticas, a Prefeitura mostrou que os moradores não aceitam assistência da Prefeitura, apesar da insistência de vários das equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em julho, A Guarda Civil Municipal (GCM), montou uma Operação denominada “Cidadania” com a Secretaria Municipal de Assistência Social e conseguiu retirar dois homens que insistiam viver ao relento. Nela, as equipes conseguiram convencer a dois homens que insistiam viver ao relento a morarem de forma digna. Mas isto demorou pouco. Alguns dias depois, eles começaram a voltar.

A presença destas pessoas já é registrada bem antes de 2013, na Rua Barão da Boa Esperança e ao lado do Hospital São Francisco de Assis.

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