O Comandante da 151ª Companhia de Polícia Militar de Três Pontas Tenente Bruno Neves Tavares, reuniu sua tropa no início da tarde desta terça-feira (30), para recepcionar o comandante do 24º Batalhão de Varginha, o Tenente Coronel Hudson Abner Pinto.

O encontro com os militares, foi segundo ele para trazer uma mensagem de otimismo aos profissionais da área Três Pontas e Boa Esperança, que recebeu também a visita do comandante. “É muito importante o comandante estar sempre falando com os policiais, pois formamos uma equipe, e precisamos ter o termômetro dela, trazendo apoio, oferecendo recursos para potencializar as ações, principalmente aquelas que são voltadas ao policiamento preventivo, pois o foco maior é proteger e socorrer o cidadão de bem”.

Sobre os homicídios “A gente preocupa sim, porque depois que ocorre um homicídio, não adianta ninguém colocar a culpa no morto”. TENENTE CORONEL HUDSON
Sobre os homicídios “A gente preocupa sim, porque depois que ocorre um homicídio, não adianta ninguém colocar a culpa no morto”. TENENTE CORONEL HUDSON

Na entrevista, o comandante Hudson também ressaltou que a imprensa tem um papel fundamental na segurança pública, não só de noticiar os fatos e os crimes, mas também destacando as boas práticas da polícia de socorrer e atender o cidadão.

Ele divulgou que até agora, no fechamento do primeiro semestre, a Polícia Militar comemora as reduções dos indicadores, principalmente nos que se refere a crimes violentos, como homicídio, roubo, extorsão mediante sequestro e estupro. Estes são crimes que tem um impacto maior no seio da comunidade.

Falando em números, os do 24º Batalhão de Varginha não são diferentes dos de Três Pontas, que estão com tendência inversa de Minas Gerais e do Brasil. Os indicadores são de crescimento, porém, na região, se comemora a redução resultado de uma boa gestão operacional e uma participação ativa da população. “A redução está sendo em quase 10%, quando se poderia crescer na mesma porcentagem que ainda estaria dentro do esperado”, confirma o Tenente Coronel Hudson. Mesmo assim, ele tratou com os militares onde é possível melhorar.

Sendo transparente e mostrando a realidade, uma preocupação que tem sido o foco, é a questão dos furtos que tem aumentado, adiantou o comandante. As ações da PM, tem sido realinhadas em parceria com a comunidade para conter este crescimento. Neste caso, o fomento às redes de Vizinhos, Comerciantes e Produtores Protegidos, causa um impacto positivo muito grande, porque é um trabalho de aproximação da comunidade com a instituição. “É este contato que faz com que a PM de maneira conjunta possa resolver as questões que afetam não só a segurança pública, mas outros da área social, resolvendo de forma serena” opina.

O comandante Tenente Coronel Hudson comentou que os dois casos de homicídios registrados em Três Pontas no último mês preocupam sim a polícia. Depois que a cidade passou 10 anos sem registrar este tipo de crime provocado por arma de fogo e foi destaque nacional na Revista Exame, dois homens foram mortos a tiros de forma bastante parecidas, por causa de desavenças com vizinhos, em menos de um mês.

Tenente Coronel Hudson se encontrou com os militares de Três Pontas
Tenente Coronel Hudson se encontrou com os militares de Três Pontas

De acordo com o comandante, o que mais preocupa é a questão da liquidez das relações, o que tem provocado o estudo de sociólogos. Um dos motivos pode ser o envolvimento das pessoas com a tecnologia, as redes sociais, o aparelho celular, o computador, tablet, o que pode estar prejudicando as relações pessoais. “A gente preocupa sim, porque depois que ocorre um homicídio, não adianta ninguém colocar a culpa no morto”, declarou.

Porém, quando a polícia debruça sobre o problema, conhece que foram todos os casos provocados por questões de relacionamento e não é nenhum fato relacionado ao tráfico de drogas, o que preocuparia mais, porque estaria voltado ao crime organizado e uma guerra de gangues. Ele lembra que os casos aconteceram com pessoas até então de pessoas de boa índole.

O que sempre é orientação é que se houver algum problema como ameaça, um crime de menor potencial, sempre acionar a PM, que não atua apenas no direito de ir e vir das pessoas, mas também no auxilio da resolução dos conflitos. Para isto, os órgãos como a Polícia Civil, o Poder Judiciário e o Ministério Publico, também papel fundamental.

Tenente Coronel Hudson admite que fatos como estes são lamentáveis, mas os números deixam a corporação tranquila por serem baixos. Estes foram crimes tratados de forma isolada, relacionados a relação entre vizinhos.

Homicídios assim podem ser comparados aos crimes passionais, difíceis de serem prevenidos pela polícia, que não tinha nenhuma notícia de desavença, como neste último caso, da morte do comerciante Ademar Barbosa de 41 anos. Apesar da demanda judicial não havia nenhuma ocorrência registrada relacionada a qualquer discussão.

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