*Testemunhas de defesa foram ouvidas durante o período da manhã

Se Alessandro for condenado ele pode pegar de 12 a 30 anos de prisão

O Juri popular de Alessandro Pereira dos Reis, de 46 anos começou com 40 minutos de atraso. Ele é acusado de matar com um tiro na cabeça, o motoboy Renato Batista de 28 anos, em julho de 2016, no bairro Bom Pastor em Três Pontas, por causa de som alto. Os dois eram vizinhos.

O Salão do Tribunal do Juri do Fórum Dr. Carvalho de Mendonça ficou pequeno para tanta gente. Para entrar as pessoas precisaram desligar os aparelhos celulares e as bolsas foram revistadas por agentes penitenciários. Amigos da vítima e familiares do acusado acompanharam a sessão durante toda a manhã. No período da manhã foram cinco testemunhas de defesa ouvidas. A mais demorada e esperada foi da esposa dele, Franciane Parreira Reis. Ela contou que mora no local desde que casou, a 16 anos e cerca de um ano antes do crime já vinha tendo problemas por causa das festas com algazarras que eram feitas não apenas nos fins de semanas, mas todos os dias. Franciane revelou que no dia do crime, o marido havia chegado cansado já tarde da noite, depois de participar do velório e sepultamento de seu tio e que não conseguia dormir, por causa do barulho.

A esposa dele falou que se levantou e foi mais uma vez até a casa de Renato pedir que ele abaixasse o som. Quando a vítima chegou até ela, Franciane afirma que levou um soco no rosto e percebeu que o marido estava do seu lado, foi quando Alessandro sacou a arma. O motoboy bateu a mão no revólver e houve o disparo. Ela nega que a mãe de Renato estivesse com ele no momento do crime e diz que tudo foi um acidente, que o marido não tinha a intenção de matá-lo. O acusado foi orientado pela própria esposa a fugir. Ele foi para um sítio da familia e depois se mudou para São Paulo (SP), onde estava trabalhando – primeiro de manobrista, depois foi promovido a gerente de um estacionamento.

Alessandro foi preso pela Polícia Civil de Três Pontas, em dezembro de 2017. Não se entregou com medo de permanecer preso e a esposa não conseguir manter o padrão de vida da família, contou a mulher. Ela chegou a dizer, que durante este período, o marido tentou se entregar, mas o delegado da Comarca não aceitou.

Apesar das festas serem constantes, de Renato ter ameaçado Franciane de morte e dos vizinhos terem reclamado para Renato e o dono da casa que ele alugava, eles nunca fizeram um boletim de ocorrências sobre o fato. Ela alegou que chamou a Polícia Militar diversas vezes, mas sempre não tinha viatura disponível para atendê-los.

No final ela chorou e disse que o marido é muito querido pelos filhos.

Não há previsão de quando o Juri popular termine, do crime que chocou a cidade de Três Pontas na época. Se for condenado, Alessandro Pereira pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. A segurança no Fórum foi reforçada.

Na entrada do Salão do Juri muita gente querendo acompanhar a sessão que não tem previsão de término
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