Desde que a lei que exige diploma a partir de 2017, para ocupar os cargos de secretários na Prefeitura de Três Pontas foi aprovada na Câmara Municipal, os comentários de que o vereador José Henrique Portugal (PMDB) teria negociado com o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), um cargo para sua filha só crescem. É que em seguida, o Poder Executivo enviou um projeto de lei para o Legislativo pedindo o aumento do número de vagas, de 11 para 16 de Farmácia e Bioquímica.

A justificativa usada é que é para equacionar a demanda e número de profissionais para atender as necessidades no Laboratório e Farmácia Municipal, Vigilância Sanitária e especialmente no Pronto Atendimento Municipal.

O projeto acabou sendo rejeitado a duas semanas e foi classificado como eleitoreiro pela oposição, que tripudiou.

Na sessão da Câmara desta semana, Portugal se defendeu dos boatos, afirmou que sua filhaportugal mais nova passou no Concurso e vai tomar posse, mas negou veementemente que tenha feito conluio com o Executivo e demonstrou claramente sua insatisfação àqueles, que segundo o peemedebista, estão tendo postura leviana em alfinetar sem dizer seu nome. Portugal terminou lembrando que o Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais autuou o Município por falta de um farmacêutico diretor técnico no Pronto Atendimento.

A Equipe Positiva teve acesso com exclusividade ao auto de infração assinado em 18 de novembro. Nas irregularidades encontradas, o órgão afirma que o PAM distribui medicamentos sujeitos a prescrição médica e que são oriundos do depósito da Prefeitura, funcionando 24 horas e a dispensação é feita por técnicos de enfermagem. São aproximadamente 200 pacientes atendidos diariamente e no relatório de visita do serviço de fiscalização, é solicitado a regularização da situação perante o CRF-MG quanto a assistência profissional. O Município tem cinco dias para apresentar defesa.

Em ofício aos vereadores, o Poder Executivo rememorou a rejeição do projeto e os discursos inflamados que foram feitos apontando que a proposta de lei seria para pagar favores políticos. Mais uma vez, o prefeito Paulo Luis Rabello acrescentou que é necessária a presença de um profissional farmacêutico bioquímico em estabelecimentos de saúde em que há o manejo de medicamentos. Terminou alertando que existem outros estabelecimentos que estão sem estes profissionais que certamente serão objetos de autuação do Conselho de Farmácia e que a maior prejudicada é a população trespontana e não ele que deixará a Administração.

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