Em uma reunião a portas fechadas na sede da Associação Comercial e Agro Industrial de Três Pontas (Acai-TP), nesta quinta-feira (13) a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis fez uma nova proposta aos profissionais médicos. Participaram do Poder Executivo, o prefeito Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias seu vice Marcelo Chaves Garcia, o procurador geral do Município Dr. Yves Duarte Tavares e o secretário municipal de Educação Paulo Vitor da Silva, os médicos cirurgiões Geovanni de Barros Pereira e Eduardo Vasconcelos (diretor clínico), entre outros e membros da direção da Santa Casa.

A proposta não foi apresentada à Equipe Positiva e será divulgada somente nesta sexta-feira (14), quando os médicos se comprometeram a dar uma resposta, segundo o provedor Michel Renan Simão Castro. Não foi estabelecido um horário para este retorno, mas os profissionais disseram que será o quanto antes. Ele acredita que os médicos acatem a proposta, que deve atender aos anseios e necessidades e não suspendam os atendimentos aos pacientes, já que o prazo de 72 horas para atender apenas casos de urgência e emergência começa a valer nesta sexta-feira. “Os médicos mais uma vez demonstraram que estão abertos ao diálogo e nós enquanto diretoria, estamos cumprindo o nosso papel de encontrar caminhos para mantermos as portas abertas”, refletiu.

Fotos: Equipe Positiva

Na avaliação do provedor, a reunião foi bastante produtiva, sugestões foram dadas a fim de encontrar uma saída para a crise, que se acentua diante da falta dos recursos que não estão sendo repassados pelo Governo do Estado de Minas Gerais.

Dr. Geovanni Pereira disse que a nova proposta foi baseada na que a provedoria apresentou inicialmente e na contraproposta que eles apresentaram à Santa Casa. “Foi feita uma reciclagem das duas que vamos levar aos colegas ainda esta noite”, divulgou.

Ele reconhece o trabalho da direção em manter os serviços funcionando pensando no bem da população, mas não soube responder se com esta nova negociação aberta, a classe irá manter a decisão de suspender os atendimentos. “Nós temos que fazer toda uma avaliação. A suspensão ainda não foi cancelada e continua valendo”, definiu o cirurgião.

O Hospital não está contando para cumprir o acordo, se for aceito, com nenhuma ajuda externa, inclusive da Prefeitura, mas Michel antecipou que o Município terá que sinalizar algo para cobrir o déficit no extrapolamento que só este ano já atinge R$250 mil. Em termos de valores, a gestão compartilhada precisa ser revisto.

Alunos juntam moedinhas para o Hospital

O provedor Michel Renan tem ido diariamente a empresas, estabelecimentos comerciais e instituições que estão fazendo das mais variadas formas doações ao Hospital. Em todas as visitas, ele sai ainda mais fortalecido da importância que o trabalho de toda sua diretoria está fazendo. Mas, especialmente nesta quinta-feira, ao ser chamado na Escola Estadual Cônego José Maria, Michel se emocionou e por pouco não chorou. Um aluno chegou até ele e disse para não deixar a Santa Casa fechar. Surpreso, respondeu que a decisão não depende só dele, mas que não tem medido esforços para que isto não aconteça.

O provedor recebeu um álbum de desenhos que na capa continha uma frase “nós fizemos a nossa parte”. Um pote com R$438,40 em dinheiro, a maioria moedas doados pelas crianças é a materialidade de que por menor que seja a colaboração, todos ajudaram.

Os desenhos formarão um mural que será afixado na entrada da portaria principal do prédio da Santa Casa.

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