Uma dupla assaltou um salão de cabeleireiro e levou uma moto no bairro Antônio de Brito no início da manhã desta quarta-feira (27), em Três Pontas.

O dono do salão de 18 anos, estava atendendo um cliente, um motoboy de 27 anos, quando dois rapazes chegaram em uma moto. As imagens do circuito de segurança mostram que pouco antes eles subiram a rua Amadeu Aliprandi e o rapaz que está na garupa observa o salão e param na esquina, onde há um supermercado.

Talvez planejando a ação, cerca de três minutos depois eles descem. O garupa chega a pé usando capacete e o motociclista o dá cobertura do lado de fora. O que entra, aponta o revólver e exige dinheiro. O dono do salão é obrigado a se deitar no chão, obedece, mesmo assim ainda é agredido com um chute.

O motoboy que é atendido permanece na cadeira e não esboça nenhuma reação, mas leva uma coronhada na cabeça. O bandido ameaça que se chamarem a polícia eles iriam morrer e, pede então o celular do cabeleireiro e a chave da moto do cliente, uma motocicleta, Yamaha YBR 125, que estava estacionada na porta. Eles fugiram em seguida sentido a Rua Barão da Boa Esperança e teriam pegado sentido centro.

O jovem que trabalha a seis meses no salão montado anexo a sua casa, conta que os assaltantes estavam bastante nervosos e ele pensou que poderia morrer. A mãe dele ouviu os gritos dos bandidos e chegou para ver o que era e entrou em pânico. O celular dele que a dupla levou, está recordações importantes da namorada e da família e tinha apenas três meses de uso. Custou R$1,2 mil, divididos em 10 prestações e apenas três haviam sido pagas. Como precaução, o cabeleireiro vai usar a garagem de casa para que os clientes possam guardar seus veículos.

O cliente entrega a chave da sua moto ao bandido
O cliente entrega a chave da sua moto ao bandido

O motoboy que teve a moto levada ganhou o veículo de presente da avó. Nunca foi vítima de crime, está com o psicológico muito abalado e não conseguiu dormir esta noite. A motocicleta é de cor roxa, placa GSR 0558 de Três Pontas e está avaliada em cerca de R$3 mil. É o meio de transporte que ele usa para ir trabalhar, mas, agora está indo de bicicleta, mantendo a esperança de que seu veículo seja encontrado.

Até a publicação da reportagem ninguém havia sido preso.

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