A Equipe Positiva elaborou uma entrevista com todos os pré candidatos a Prefeitura de Três Pontas, nas Eleições de 2016. Demonstrando transparência, todos os nomes que estão sendo tratados pelos partidos políticos foram convidados, através de um ofício endereçado e entregue em mãos aos três.

No documento, Paulo Luis Rabello (PPS), Dr. Luis Roberto Laurindo Dias (PSD) e Wanderley Vitoriano (PSOL) tiveram que assinar se aceitavam ou não o convite. Todos eles aceitaram. O prefeito Paulo Luis foi o primeiro a dizer sim e a gravar a entrevista. O mesmo aconteceu com o jornalista Wanderley Vitoriano que de pronto nos respondeu positivamente. Já o pré candidato Dr. Luis Roberto, respondeu que aceitaria e que aguardava o agendamento do dia e horário. Mas depois de o aguardarmos mais uma semana, o médico disse que não estava com tempo em sua agenda e que a entrevista teria que ser acompanhada pelo seu grupo político.

Os pré candidatos sabatinados, só tiveram conhecimentos das perguntas na hora da entrevista e não teriam acesso as respostas após a gravação. Todos eles responderam a todas as perguntas, que abrange a todos os setores e questões que são levantadas no meio político. Os pré candidatos também foram informados que a entrevista seria veiculada no site da Equipe Positiva, em uma única postagem, na ordem que foram gravadas.

Uma nova série será feita quando forem definidas as chapas após a realização das convenções e o registro das candidaturas.

“80% do nosso Plano de Governo foi cumprido”…

DSC06015PRÉ CANDIDATO – PAULO LUIS RABELLO (PPS)

Paulo Luis Rabello é o atual e deve tentar disputar a reeleição para um terceiro mandato. Já foi prefeito entre 2005/2008. Nas Eleições de 2013, venceu o médico Dr. Luis Roberto Laurindo Dias com uma margem pequeno de votos, 217.

Porque o senhor está colocando o seu nome como pré candidato a Prefeito de Três Pontas?

Nós estamos colocando o nosso nome na convenção do PPS a pré candidato, porque muitas pessoas tem nos procurado e pedido a nossa permanência como prefeito de Três Pontas. Por esta razão, eu resolvi colocar meu nome novamente. Pretendemos como faz parte de um sonho meu, concretizar tudo aquilo que nós iniciamos no dia 1º de janeiro de 2013. Logicamente que existem ainda 20% das nossas propostas de governo deste nosso mandato a serem ainda concretizadas.

Comentasse pouco sobre a escolha do seu pré candidato a vice prefeito. Existe um nome preferido?

Não existe um nome preferido. O que estamos fazendo é estudando junto a todos os partidos, que vão compor a nossa coligação a indicação de um nome a vice prefeito. Logicamente aquele que tiver mais indicações nas pesquisas será o nosso vice.

Pelo trabalho que o senhor afirma que o seu atual vice prefeito Érik dos Reis fez na Secretaria de Educação, seria uma forma de fazer justiça repetir esta dobradinha?

Não existe outro secretário de Educação no Estado de Minas Gerais como o Érik. O Érik tem que ser indicado a secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, pela experiência, competência e coragem. Não fosse a coragem do vice prefeito nós não teríamos conseguido fazer o que fizemos em Três Pontas. O Érik é um político democrata. Esta escolha do nome do vice partiu da vontade dele. Ele que pediu que fosse feito estas pesquisas para indicar o vice. A Administração deve muito ao vice prefeito.

Por outro lado, escolher por Tadeu Mendonça seria uma forma de trazer o apoio do deputado estadual Mário Henrique Caixa?

Lógico. Não só o apoio de Mário “Caixa” que hoje é uma pessoa que representa politicamente a cidade de Três Pontas. Como também a forma política que o Tadeu sempre agiu na sua Administração.

Qual deve ser o perfil de seu futuro vice prefeito?

O meu futuro candidato a vice caso eu vença as convenções será de um perfil mais político. O meu perfil não é político e sim administrador.

Quantos partidos o pré candidato deve ter na disputa?

Nós devemos contar com 9 partidos. O PPS, PSDB, DEM, PTB, PDT, PSB, PTN, PR e o PP.

O seu principal adversário é o médico Dr. Luis Roberto que passou quatro anos em contato com a população. Um dos nomes que pode formar chapa com ele é seu irmão Francisco Eustáquio. Isto o preocupa?

Nada me preocupa na vida. Porque eu não tenho adversários, tenho propostas a apresentar ao povo de Três Pontas. Se existem 10, 15 pessoas que vão compor ou concorrer ao mesmo cargo que eu, isto não é adversário para mim. O que temos são propostas de uma ótima administração que vamos fazer para Três Pontas. Não estamos aqui para guerrilhar com ninguém.

O prefeito passou os quatro anos reclamando da falta de dinheiro, mas conseguiu pagar funcionários e fornecedores em dia. O que foi preciso fazer?

Isto foi muito fácil. Nós nos unimos. Não é o prefeito que faz isto, foram os funcionários públicos municipais que fizeram. Foi toda a minha equipe de secretários, de funcionários. Indistintamente todos são responsáveis e nos ajudaram a vencer todas as dificuldades. Por isto eu agradeço, em especial a equipe eficiente que eu escolhi.

Pagamento dos servidores em dia e casa em ordem, serão suas bandeiras de campanha?

Não é que serão minhas bandeiras de campanha, esta é uma obrigação de campanha de qualquer gestor público. Logicamente com as dificuldades que hoje enfrenta o País e o Estado de Minas Gerais, as coisas são muito mais difíceis. Mas com austeridade e com a ajuda que já mencionou dos servidores, mas de toda população, conseguimos vencer estas barreiras.

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“Tenho humildade para aceitar críticas construtivas …”

Quando assumiu a Prefeitura em janeiro de 2013, fez um Decreto de Emergência e anunciou que a Prefeitura estava quebrada. Esta foi uma medida necessária?

Muito necessária. Na casa da gente na onde existe sujeira, você precisa levantar a poeira para poder limpar. Foi o que fizemos, levantamos poeira e limpamos a Prefeitura Municipal de Três Pontas.

Medidas consideradas impopulares tomadas durante o mandato, como criar a Taxa de Vigilância Sanitária, nuclear escolas da zona rural, fechar o posto de saúde da Vila Marilena e criar o recesso no meio do ano nas creches. O senhor acha que isto pode atrapalhar a sua reeleição?

Eu não acredito. Nós não fechamos nada. Nós transferimos. Nós nucleamos três escolas e melhoramos o atendimento. No Posto de Saúde nós transferimos para um bem próximo. Logicamente que vamos retornar e construir um posto no bairro Vila Marilena muito melhor do que aquele que está lá, para dar maior comodidade a todas as pessoas que lá aportam.

A oposição afirma que a Administração não encontrou a Prefeitura tão endividada, tanto é que o Município teria conseguido fazer muitos empréstimos para a compra de máquinas e veículos. O senhor concorda com esta afirmação?

Discordo plenamente. A oposição não deve saber ler e muito menos escrever. É só fazer conta … quem não sabe é só usar a calculadora. Todos eles sabem, onde estava o dinheiro dos postos de saúde, da obra do Pontalete, do 13º salários dos funcionários, do salário de dezembro, será se soverteu? Eu não achei este dinheiro aqui. Logicamente que agora não adianta ficar vivendo do passado, temos que levantar a cabeça e olhar para o futuro.

A oposição também afirma que quase nada do que foi proposto em seu Plano de Governo foi cumprido neste mandato. Como o senhor vai fazer para mostrar aos eleitores que isto não é verdade?

Como eu acabei de dizer. Eles não sabem ler e escrever. Tem pessoas lá que não sabem nem falar. Nós colocamos na cidade informativos do que foi feito na Cidade. Várias e várias ações foram feitas em Três Pontas. 80% do nosso Plano de Governo foi cumprido. Lógico que vão cobrar os 20% e a gente tem que entender que não foi. Reconheço que 20% não foi feito. Um exemplo que vou dar para vocês. Muito questionado a construção de uma piscina de água quente que eu falei que iria construir no Centro dos Idosos. Só que o imóvel pertence ao Governo Federal. A gente não pode entrar lá e fazer obras, isto é proibido. Fizemos o pedido, mas não recebemos a autorização. Assim que eu espero receber esta autorização, nós vamos cumprir porque os idosos merecem uma piscina aquecida e coberta. É necessário que façamos isto. Não somos como certas pessoas que não fizeram nada no passado para pessoas que trabalharam tanto por Três Pontas.

A situação política que o Brasil passa se tratando de escândalos a nível nacional e a crise financeira em centenas de municípios, se comparando com a situação de Três Pontas, é um ponto favorável que vai ajudar na sua campanha?

Isto quem vai ter que julgar são os eleitores. Hoje na mídia nacional se fala que tem várias cidades que não pagaram ainda o 13º do ano passado, hoje nós já pagamos os 50% deste ano. Muitas estão paradas com o transporte escolar, não estão recolhendo lixo, fechando postos de saúde e hospitais e Três Pontas não. Talvez mantendo com certa dificuldade, mas estamos fluindo com honestidade.

O prefeito vai conseguir terminar as obras do Posto de Saúde da Peret e do Centro de Pediatria Catavento no bairro Philadélfia e coloca-las em funcionamento?

As obras já estão concluídas, inclusive o Posto do Morada Nova que já está sendo usado provisoriamente para a transferência do Posto do Vila Marilena. No Posto do bairro Peret, hoje estamos providenciando a ponte para dar acesso a esta Unidade. Fomos nós que adquirimos do dono do terreno para fazermos a rua para passar. Foi construído um imóvel sem acesso. Não podemos desrespeitar o direito de propriedade das pessoas e é o que eu faço. Lá, através da deputada estadual Geisa Teixeira, está sendo alocado recursos para Três Pontas, para que a gente possa comprar os móveis, para o Posto da Vila Marilena, como também do Centro de Pediatria Catavento. Estamos concluindo a compra do mobiliário, para o mais rápido possível colocar tudo em funcionamento.

Quer dizer então que havia dinheiro para as obras, mas não para mobiliar estas unidades?

Não havia dinheiro para obras. Todo mundo sabe e é chato ficar revirando o ossário. Foi feito uma tomada de conta especial da construção destas três unidades de saúde e foi constatado, não pela administração Paulo Luis Rabello, mas pela gestão anterior que aqui estava, esta tomada de conta especial. Foi verificado com provas que houve um desvio, inclusive com nome. Isto foi arremetido ao Ministério Público e a todos os órgãos necessários. Nós tivemos que terminar estes três postos com recursos próprios, do Município, porque foi desviado recursos do Governo do Estado. É por esta razão que o término demorou.

O que o prefeito começou e acha que não terá tempo de terminar, e por isto, precisa de mais um mandato?

Nós precisamos acertar várias áreas. O povo está clamando por segurança, por saúde. Nós precisamos de uma forma inteligente complementar estes dois setores.

O prefeito disse na inauguração do Conjunto Habitacional Jardim das Esmeraldas que já um novo projeto para construir mais residências. Isto seria possível em um segundo mandato?

Eu acredito que sim. O empresário dono da área só pode construir lá casas habitacionais. Isto logicamente vai ter que ser ou através de recursos próprios ou através da Caixa Econômica Federal. Eu tenho certeza que o dono daquela área vai fazer isto. E vamos fazer todas as gestões para junto ao Governo Federal liberar verbas para o remanescente destas casas. A planta já existe, só falta o governo liberar.

As pessoas reclamam da fila nos postos de saúde e na demora do atendimento no PAM. Isto é possível resolver com mais um mandato?

Eu acho que está faltando muito pouco pra gente ajustar isto. No PAM nós temos dois médicos plantonistas, que atende casos de urgência e emergência. Lá não é posto de saúde, mas se atende de tudo, todos os casos. As pessoas com dor de cabeça, resfriado, com unha encravada. Aquele local é para um atendimento rápido e urgente. As pessoas precisam se conscientizar e muitas já entenderam que nós temos que procurar as unidades básicas de saúde. E o atendimento em Três Pontas melhorou demais. Quando iniciamos a nossa Administração em janeiro de 2013, nós estamos reconstruindo Três Pontas em todas as áreas. Antes tínhamos 40 profissionais médicos, hoje são 78. Não havia neurocirurgião e agora temos dois. Demorou mas trouxemos. Conseguimos pouco a pouco a alcançar o sonho de dar um alento às pessoas que necessitam desta especialidade.

Muito se fala da geração de emprego e que Três Pontas não trouxe uma grande empresa que absorvesse a mão de obra. O senhor não acha que o incentivo às empresas através de licitação espanta empresários?

Não é o que diz a realidade. Em Três Pontas foram realizadas 25 licitações para empresas e todas elas tiveram licitantes. Mas é licitação dentro da lei. Nós não saímos dando imóveis às pessoas. Nós não trouxemos para Três Pontas empresários aventureiros, e sim empresários capazes e sérios para investir. É muito fácil criticar, jogar pedras, pois talvez as pessoas não estejam andando pela cidade. Dêem uma volta onde era a antiga Fertibrás e no antigo CDI para ver o que está sendo feito lá, quantas empresas trouxemos e geraram emprego. É lógico que a oposição vai dizer que não foi feito. Mas nós estamos fazendo com seriedade e uma coisa muito importante com honestidade. Tivemos o apoio irrestrito do Ministério Público nesta área, porque assinamos o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que todas as concessões fossem feitas com licitação e é o que estamos fazendo, cumprindo a lei e a recomendação do MP do Estado de Minas Gerais.

De que forma o Município pode contribuir mais com a segurança pública que se tornou prioridade número 1 para a população?

Nós estamos procurando o secretário de Estado de Defesa Social para que venha equipar Três Pontas com mais material humano. Está falando material humano em Três Pontas, não somente na Polícia Militar, mas também na Polícia Civil. É inadmissível a maneira como está sendo tratada a Polícia Civil aqui e todo mundo enxerga isto. Qualquer pessoa que é presa em flagrante delito é transferida para Varginha e os nossos delegados fazem plantão lá, desguarnecendo a nossa cidade. É preciso que a Delegacia tenha fluidez no seu serviço e isto tem nos preocupado muito. Eu já tive por duas vezes com o ex-secretário Santana e com o atual pedindo o apoio e interferência junto ao governador do Estado para que possamos sanar esta falha que existe na Defesa Social.

Na Câmara Municipal, a sua Administração enfrentou muitas críticas da oposição. Algumas delas de alguma forma te ajudaram a administrar ou a tomar decisões no Poder Executivo?

Nenhuma. As criticas que foram feitas por eles foram só destrutivas. Todas as críticas construtivas que chegam ou que são faladas por algum vereador, como foi feito pelo vereador Vitor Bárbara eu a sigo e as aceito. Tenho humildade para aceitar críticas construtivas, pois não sou o dono da verdade. Eu peguei como exemplo o vereador Vitor Bárbara que criticou e deu a solução, isto é o certo. Não é somente falar que está errado e jogar pedras. Recentemente em uma sessão da Câmara foi falado na Tribuna por um dos  vereadores que antes se roubava e se fazei, hoje não se rouba. É lógico hoje não rouba, mas no passado roubava. Isto foram palavras do vereador.

Como o prefeito vai enfrentar as acusações de ter perdido os recursos para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE)?

Nós não perdemos recursos nenhum. A oposição e as pessoas sabem disso. Hoje o ex candidato a vice prefeito da Eleição anterior pediu por escrito e nós enviamos a ele toda as documentações. Isto aqui é transparente e todos eles sabem e tem conhecimento de que o prefeito não perdeu nada. Simplesmente fizeram uma planilha em duplicidade e a Caixa Econômica Federal, através do seu Departamento de Engenharia constatou a duplicidade. A empresa vencedora não sei porque não concordou de cortar esta duplicidade. Isto já faz parte do passado… este jornal já foi lido… esta notícia já foi requentada…Porque não entraram na justiça por conta disso então? Foi formada uma Comissão na Câmara para apurar isto. Foi comunicado ao Ministério Público e até hoje eu não recebi nada. Desejo sim fazer a Estação de Tratamento de Esgoto, mas dentro da legalidade, sem desvios. Querer dizer isto é uma grande besteira. A mesma coisa é a Praça da Juventude. Dizem que perdemos, mas era R$1,8 milhão, mas é mentira. Chegou em Três Pontas R$600 mil. Queriam ainda fazer uma praça em um local onde o projeto não caberia. As pessoas sonham demais, queriam fazer coisas impossíveis. Isto no final para ganhar uma eleição. A gente não faz projeto mirabolante. Vendedores de ilusão são certos vereadores, que são mentirosos, políticos profissionais. A gente não pode enganar o povo como está sendo enganado. Comenta-se muito destas licitações para as empresas. Quantos processos criminais existem contra os ex-vereadores por causa das doações. Isto ninguém levanta e nem diz. O povo quer ouvir a verdade.

O prefeito esperava receber o apoio de algum deputado da base que não veio?

Não. Todos os deputados que tivemos apoio e apoiamos, retribuíram a população trespontana. Recebemos o apoio de todos inclusive do PT.

O prefeito rejeitou alguma verba ou recurso de deputado da oposição?

Não. Teve uma verba que chegou aqui para que eu fizesse para o esporte no valor de R$50 mil, mas repassasse os pedidos para que o vereador distribuísse, isto eu não faço. Quem representa o Poder Público municipal é o Executivo. Isto eu não aceito, não faço e não aceito nenhum tipo de proposta. O dinheiro vem e quem aplica é a Secretaria e não vereador, que seja da oposição ou não.

Durante o mandato o prefeito perdeu dois vereadores para a oposição, o professor Popó e o vereador do PT, Chico Botrel. O que houve entre vocês?

Eu desconheço. Deve ter havido algum mal entendido entre eles mesmos. Comigo não. Deve ter ocorrido algum problema comportamental de algum deles, não da minha parte.

Algumas áreas como o Esporte acabou sendo sacrificada por conta da falta de recursos que o Município recebe do Estado e da União?

Nenhuma área ficou prejudicada. Nós atendemos todas as áreas. Através do esporte muito se foi feito, através do deputado estadual Mário Henrique Caixa que ajudou e ajuda muito Três Pontas e isto não podemos negar. Temos que compreender a situação que o Estado de Minas Gerais passa e o Brasil enfrenta. O Município não tem como arcar com tudo. Temos contrapartida e não adianta o deputado repassar verbas de R$5 milhões, R$10 milhões, R$15 milhões, se a lei exige uma contrapartida e nós não tivermos para complementar. Nenhuma área ficou sem atendimento. Vou dar um exemplo. Podem procurar que através de uma parceria com uma empresa privada estamos realizando o campeonato amador. Porque o preço para o Município pagar ficava simplesmente 10 vezes mais.

O que o pré candidato espera da campanha eleitoral?

Eu espero que a campanha seja limpa. Temos que tratar as pessoas com urbanidade e esperamos que a lei seja igual para todos os candidatos e que não haja distinção para a ou b. 

Mensagem aos trespontanos

A minha mensagem é de agradecimento às pessoas que sempre confiaram em mim. Nós precisamos de confiança e que as pessoas acreditem e eu acredito no povo de Três Pontas.

“Somos a verdadeira terceira via”

13839960_1038322749569995_1898963227_oO jornalista e radialista Wanderley Vitoriano tem 47 anos e já se afastou das suas funções atrás do microfone, conforme determina a legislação eleitoral para se seu nome for aprovado nas convenções do PSOL, disputar o cargo de prefeito em 02 de outubro. Está a mais de 25 anos trabalhando na imprensa.

Porque você está colocando seu nome a disposição do partido para ser candidato a prefeito?

A realidade nos provoca todos os dias. Essa provocação é um convite a combater todos os tipos de injustiça. Primeiro que ser prefeito de Três Pontas é um grande desafio. Na verdade é um grande desafio ser prefeito de qualquer cidade brasileira. Três Pontas é a cidade em que nasci. Todas minhas conquistas pessoais e profissionais foram graças a nossa gente. Decidi colocar meu nome à disposição do partido porque vejo a necessidade de poder contribuir para o desenvolvimento do município. A nossa cidade precisa de uma alternativa real de mudança. A gente precisa de pessoas novas, ideias novas e mais transparência no poder Executivo e Legislativo. As mudanças precisam ser feitas por pessoas que tenham ligações com a comunidade. A população quer renovação, honestidade e transparência. A sociedade clama por novas lideranças e consequentemente novas opções. O jovem está buscando uma coisa diferente está começando a interagir com a política, está querendo ser influente na política. A campanha deverá ser baseada no diálogo. A união faz a força. Estou me disponibilizando para ajudar a comunidade mais quem vai definir isso será o partido. Ainda não foi definida a data para a convenção do partido que provavelmente vai acontecer nos próximos dias.

Existem outros nomes do seu partido que poderia também ser lançado candidato a prefeito?

O partido possui outros nomes importantes que poderão ser apresentados como pré-candidatos a prefeito, vice e a vereador. Pois são pessoas honestas e que tem compromisso com o ideal que a gente vai ter e que está sintonizado no mesmo ideal: o sucesso de Três Pontas

O partido deve fazer coligação?

A agremiação deve disputar as eleições majoritária (prefeito e vice) e proporcional (vereadores), com uma candidatura própria, que inicialmente não deve ter coligações. A partir de agora vamos começar a discutir com nossos filiados os nomes que poderão integrar a chapa para as eleições. Na política tudo muda a toda hora e deveremos ter novidades nos próximos dias.

Você foi locutor de rádio em uma época forte do meio radiofônico. Já foi candidato a vereador na década de 90 e não conseguiu vencer. O que o faz pensar que desta vez, dando um passo mais alto vai conseguir vencer a disputa pela Prefeitura?

Uma campanha eleitoral começa no primeiro dia que a anterior termina. A primeira ação que se deve fazer é uma auto avaliação de como foi a anterior. Vale verificar quais foram os erros e acertos da última campanha. Há de se pensar friamente, sem tentar se influenciar por vitórias ou derrotas. Uma formação de plataforma política com base na opinião das pessoas é um bom caminho para se alcançar êxito. A experiência serviu de aprendizado. Percorrendo os diversos bairros da cidade, e neles encontrando tantas situações e pessoas com as mais variadas necessidades, foi possível fazer um diagnóstico e assim lutar pelo que a população espera dos novos candidatos. 

O PSOL é muito criterioso na questão de coligação. Vocês devem coligar para formar a chapa de prefeito e vice?

Aqui não temos formação constituída no município dos partidos de esquerda como por exemplo: PCB, PSTU, PCO e outros.  O PSOL deve anunciar nos próximos dias a decisão de ir de chapa pura. Quem vai decidir esse assunto são os filiados quando for realizada a convenção partidária que ainda não tem data definida.

O que aconteceu com o PSOL e a sua candidatura nas Eleições de 2012?

O Partido foi criado em 2012 com a possibilidade de ser uma nova opção para os eleitores trespontanos, que há muito tempo presenciam a disputa eleitoral de apenas dois grupos políticos. O grupo estava forte. Fomos procurados por praticamente todos os partidos para tentar compor uma coligação. Seguindo a determinação da Direção Nacional, como aqui em nossa cidade não existia os partidos de esquerda PSTU, PCB e PCO não estávamos autorizados a fazer coligação com outros partidos. Logo depois, alguns integrantes do nosso partido tomaram medidas que não condiziam com nosso estatuto e com isso veio os desentendimentos internos. Na época, durante a realização de nossa convenção, ficou decidido que o PSOL lançaria candidatos a prefeito, vice prefeito e vereadores. Em seguida, alguns integrantes de nossa agremiação fizeram uma reunião sem o meu conhecimento na qual não fui convidado, pois eu estava em Varginha cursando faculdade, e, na oportunidade decidiriam mesmo sem autorização da direção nacional fazer coligação com o grupo do Paulo Luis. Diante dos fatos o PSOL entrou na justiça em Brasília e derrubou a referida coligação. Ficou determinado pela direção nacional que era para lançar uma nova candidatura. Diante dos fatos participamos da eleição sob júdice(com acompanhamento da justiça). Na época não foi possível fazer uma campanha descente.  Não fizemos santinho, não fizemos placas e nem mesmo colocamos carros de som divulgando nossa candidatura. Chegamos até participar dos programas eleitorais gratuitos, mais na véspera da eleição nossa candidatura foi indeferida pelo juiz de nossa comarca.

Quantos votos você teve na eleição passada?

Fiquei assustado com o número de trespontanos que nos confiaram o seu voto. O número exato eu não sei precisar mais o Cartório Eleitoral sim. Só sei que foram milhares.

Você se acha conhecido o suficiente para disputar uma candidatura a Prefeito?

A partir do momento que a gente começar expor mais, nós vamos conseguir um espaço maior. Eu acredito que saem em vantagem os candidatos já conhecidos, como artistas, jogadores de futebol, radialistas, jornalistas entre outros. No atual cenário, marcado pela redução na duração de campanha e nos dias disponíveis para a propaganda eleitoral ter um rosto conhecido já é um diferencial. Obviamente, quem é mais conhecido tem mais condições.

Você se considera uma terceira via em potencial para vencer as Eleições dos pré candidatos Paulo Luis e Dr. Luis Roberto?

Somos a verdadeira terceira via. A gente tem a consciência de que o terreno eleitoral é sempre mais difícil para quem não tem ao seu lado as grandes empreiteiras e os bancos financiando com milhões a campanha eleitoral. Isso cria uma desigualdade muito grande na campanha eleitoral, e o PSOL tem sido vítima disso. Sinto que os eleitores desejam alguém novo na política, jovem, com conhecimentos de administração e gestão, sem vícios políticos. A perspectiva é de uma campanha baseada no diálogo. O PSOL representa hoje um sentimento de mudança.

"Vamos ganhar essa eleição sem gastar um centavo"
“Vamos ganhar essa eleição sem gastar um centavo”

De onde viria os recursos para sua campanha?

Vamos ganhar essa eleição sem gastar um centavo, quem vai patrocinar nossa campanha é o povo, não com dinheiro, mas com seu voto.

Como você vai tentar convencer os eleitores de que conhece a Prefeitura de Três Pontas para administrar?

O PSOL é um partido novo para combater a velha política. É muito fácil fazer política pública sacrificando o contribuinte. Precisamos de mudanças urgentes.

Qual seria o seu perfil de prefeito se chegar a vencer as Eleições?

Eu diria que acredito muito na administração participativa. Tenho consciência de várias necessidades de nosso Município, entretanto, somente ouvindo a comunidade e as lideranças poderão defini-las, por ordem de prioridade. Pretendemos governar com simplicidade. Vamos entrar na disputa na certeza de que nossa campanha será um momento de discutir uma cidade que pensa sobretudo no cidadão, numa cidade que se paute na questão da inclusão social, em uma cidade que pense sobretudo na qualidade de vida nas pessoas.

Você abriria mão da sua pré candidatura?

O partido é democrático. Em função de uma candidatura de esquerda, abriríamos mão sim. Uma unidade de esquerda que represente os movimentos sociais, aceitaríamos, mas se houver uma consulta para saber qual o melhor nome. Nós achamos que o PSOL está mais preparado para a luta, para enfrentar as grandes oligarquias. Somos contra essa forma de governo no qual uma pequena parcela da população controla de forma quase que ditatorial o restante da população.

Você aceitaria ser vice em alguma chapa?
O projeto do nosso partido é lançar um candidato a prefeito, mas não podemos ser vaidosos a ponto de não estudar as propostas. E não vou pensar nessa questão sozinho. Não posso definir precocemente o que o partido ainda não formalizou. 

O PSOL é um partido bastante radical. Como você conseguiria recursos de outras esferas para serem aplicados no município se vencer as Eleições?

Cabe ao prefeito discutir com o governo os projetos de interesse de sua cidade É só apresentar propostas de mudanças de verdade, porque com os recursos que o município possui pode-se fazer muito mais. Os políticos que foram votados em nossa cidade, tem o dever e a obrigação de nos ajudar, pois confiamos a eles o nosso voto.

Você acha que com o Orçamento do Município é capaz de melhorar mais a cidade do que é feito atualmente?

Sim. Basta fazer um planejamento estratégico, debater com a comunidade e agir. É preciso estar atento ao desperdício que muitas vezes acaba jogando dinheiro no ralo. A população pode esperar por ações que integrem toda a cidade.

O que você acha das obras iniciadas do mandato da ex-prefeita Luciana Mendonça que ainda não foram entregues?

Indignação. Isso é uma demonstração da falta de planejamento e de compromisso com a aplicação correta dos recursos públicos. A população é a principal prejudicada com as obras inacabadas e abandonadas. Sobretudo as comunidades carentes deixam de usufruir de serviços e benefícios que o empreendimento deveria oferecer. A Lei de Responsabilidade Fiscal é o principal instrumento para encontrar os culpados.

Qual a análise você faz dos dois grupos políticos de Três Pontas hoje?

Três Pontas é um município em que a base da economia é a agricultura. A eleição é polarizada entre dois grupos políticos, que se enfrentam de forma bastante acirrada. As eleições sempre foram polarizadas. Quando não havia dois únicos candidatos, um terceiro não exercia nenhuma relevância em relação aos dois principais. Nota-se que ainda há muito jogo, os times estão em campo. O gestor concentra suas energias nas obras que arranja para o município, e faz deste seu maior argumento para conquistar a empatia do eleitorado. Do outro lado a grande incógnita está no nome do candidato á sua sucessão nas próximas eleições. Ao que tudo indica, muitos do grupo esperam ser o candidato escolhido. Dizem que não se aponta pré-candidato, mas ressalta os interesses de todo o grupo, e diz que o candidato sairá do resultado de pesquisas. O que temos feito é visitar as comunidades, no que popularmente chamamos de comer pelas beiradas.  Não vejo possibilidade de aliança com os outros dois grupos, porque percebo que eles têm um dono, as vontades de seus líderes se sobrepõem às vontades do resto de seus grupos. E eu não acredito mais nesse jeito de fazer política. Tenho a visão de pensamento e decisões tomadas em grupo. Para nós, ganhar as eleições, representa ver o município com alternativas, justiça social, com qualidade de vida e valorização das competências dos filhos da terra. Acredito que chegará o dia em que o eleitorado trespontano votará conscientemente. Mesmo sabendo que há quem diga que não acredita que a disposição da terceira via vá até o fim, que faltará recursos para enfrentar uma campanha para prefeito e que será possível uma aliança com um dos dois grupos nós não vamos desistir. É preciso esquecer os interesses individualistas e se começar a pensar em Três Pontas. A população tá insatisfeita, descrente da política. Existe uma parcela que está em standby, aguardando o cenário ficar mais definido para se posicionar. Especialmente os jovens, querem sentir algo mais concreto para se apoiarem. É preciso sim um despertar de consciência para que não se deixe levar por promessas que se repetem sem terem sido cumpridas. O processo é lento, mas estamos caminhando para uma conscientização política mais relevante. O interesse é maior em ter o poder do que o que fazer com esse poder.

Como seria formada a sua equipe de governo para administrar?

Com apoio de uma equipe, a partir da prefeitura de Três Pontas e dos diversos órgãos públicos municipais, que tem de atender programas e ações, com responsabilidade sobre as contas públicas e transparência sobre seus atos, visando o desenvolvimento social, econômico, ambiental, entre outros.

Qual a maior carência da cidade que você enxerga atualmente?

Hoje nossa população sofre com o desemprego. Acredito que a maior carência do município é na área da saúde onde presenciamos moradores reclamando da dificuldade em conseguir atendimento. Enquanto isso, a violência aumenta vertiginosamente em Três Pontas. A gestão da arborização urbana também é um grande desafio seguidos de educação, saneamento, infraestrutura, trânsito, lazer e esporte. Vejo hoje uma deficiência de lideranças políticas na cidade.

Você sendo prefeito, aceitaria apoio dos deputados da base de Paulo Luis e Dr. Luis Roberto?

Todos os apoios são bem vindos. Quando você está disputando uma eleição o apoio chega. Todos são bem recebidos. Nossa cidade necessita hoje da união de forças para o bem comum da cidade. E não conviver com a situação e a oposição.

Você acha que o incentivo à industrialização de Três Pontas, através de processo licitatório prejudica a geração de emprego?

O conceito de sustentabilidade tem ocupado papel relevante na sociedade atual, como forma de melhoria da qualidade de vida, considerando os aspectos sociais, econômicos e, sobretudo ambiental, sendo este último, decisivo para as gerações futuras. O aspecto social se alinha com o papel desempenhado pelas empresas perante a sociedade, como forma de garantir estabilidade econômica das famílias e a satisfação de suas necessidades. O aspecto econômico se relaciona diretamente como o desenvolvimento do país e, indiretamente com o aspecto anterior, isto posto que a empresa viável acarretará na geração de tributos para a administração pública, com consequência direta na instituição de políticas públicas. Finalmente, as boas práticas administrativas, contribuirão para a melhoria das condições de meio ambiente, refletindo na melhoria da qualidade de vida das futuras gerações. Neste sentido, quando a administração pública cria mecanismos eficientes para o incentivo à sustentabilidade das empresas, os aspectos citados acima são tidos como consequências naturais de tal política. É preciso administrar respeitando as leis porque se não depois teremos que responder por atitudes impensadas.

Você assinaria este TAC?

Sim.

Você acredita que a diminuição do tempo de campanha prejudica a sua candidatura?

Sim. Com a redução do tempo de campanha de 90 para 45 dias e as mudanças com relação a transmissão do horário eleitoral gratuito no rádio. É preciso correr contra o tempo.

O que você achou das mudanças para a Eleição?

As eleições municipais serão um grande teste para as novas regras impostas pela minireforma política que vetou a doação de pessoas jurídicas a candidatos. Com isso, vai obrigar os candidatos a suar mais a camisa, retomando o velho corpo a corpo com o eleitor. Como disse a presidente estadual do nosso partido Sara Azevedo, fica mais justo e equaciona um pouco as candidaturas.

O que você espera da campanha?

Essas eleições serão diferentes das outras porque o eleitor está mais crítico e com mais informações. As mensagens que devemos levar até o eleitor devem ser coerentes, concretas, propositivas e quando de compromisso, elas tem que poder ser realizada. Esperamos uma campanha de pé no chão, olhar olho no olho, demonstrando a população que vamos realmente contribuir para com o município. Sem utilizar de ataques e ofensas pessoais.

Qual sua mensagem.

Quero agradecer esse espaço democrático proporcionado pela Equipe Positiva. A gente sabe que vai ser uma caminhada difícil. A vida é feita de desafios. Quero dizer aos nossos amigos que coloco meu nome à disposição e vou buscar meu espaço, vou disputar dentro do meu partido, que é a forma democrática de escolher um candidato. Os convencionais do partido vão analisar, escolher o que é melhor para o partido e definir o candidato que tem condições de representar o projeto. Temos plena consciência dos desafios que haveremos de enfrentá-los frente à prefeitura de Três Pontas, mas também tenho certeza que teremos energia de sobra para superá-los. Aqui, reafirmo mais uma vez a nossa determinação em trabalhar pelo nosso povo para ver o município crescer e se desenvolver. Acredito na capacidade e no empenho de cada morador desta terra. É esperar pra ver.

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