Não passou despercebido na sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (15), a briga criada pela entrevista concedida à imprensa pelo deputado federal Diego Andrade (PSD-MG). A acusação que ele fez de que encontra resistência da Administração para atuar a favor dos trespontanos, recebeu imediata resposta do prefeito Paulo Luis Rabello (PPS) e as redes sociais foi mais uma vez utilizada. O gestor declarou que o parlamentar está em débito com os eleitores, que garantiram a Diego Andrade ser majoritário em Três Pontas com 16 mil votos em 2014.

No Pequeno Expediente, foi a vez dos embates entre os vereadores da oposição e situação. Da oposição, Antônio Carlos de Lima (PSD) e Paulo Vitor da Silva (PP). Da situação, Sérgio Eugênio Silva (PPS), foi mais uma vez o único a defender com unhas e dentes a atual Administração.

Antônio do Lázaro se referiu a entrevista do Prefeito à Equipe Positiva, foi o que o motivou a usar seus 5 minutos iniciais. Se dizendo envergonhado, o vereador não entende se o prefeito é um tremendo mentiroso ou está meio caduco. Sobre os débitos da Administração, listou os R$16 milhões da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), R$2 milhões da Praça da Juventude, R$2 milhões do Conservatório Municipal, R$250 mil para a Educação, R$110 mil para duas Academias ao ar livre (uma para o Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário e outra para o bairro São Judas Tadeu). Ao todo contabiliza R$21 milhões segundo a oposição perdidos. “Ainda se tem a cara de pau de dizer que o deputado está em débito com os trespontanos, se ele nunca recebeu nenhuma demanda ou projeto do Executivo?”, questionou. Antônio afirmou que a Cidade tem sim um deputado federal, mas falta prefeito, em um Município que não tem democracia, desabafou. Ele lembrou das denúncias que sempre faz, com provas e fotos, inclusive na Tribuna da Câmara, mas que nunca deu em nada.

Se dirigindo ao secretário de Educação Érik dos Reis Roberto (PSDB), alertou que os ônibus da Secretaria que estão com o slogan “Caminhos da Escola”, só podem transportar alunos, mas vem sendo usados indevidamente.

Sessão terminou pontualmente as 22 horas

Paulinho Leiteiro também pegou o gancho sobre a entrevista de Paulo Luis e também não escondeu sua insatisfação. Para o legislador, o pensamento do prefeito é mesquinho ao fazer tais afirmações e que os próprios vereadores são testemunhas de que recursos estão sendo perdidos. Toda vez que lembra, o causa tristeza. Citou como exemplo, uma verba de R$50 mil que ele teria conseguido com o deputado estadual Duarte Bechir (PSD), para a Secretaria de Esportes e não foi aceito por causa de uma assinatura que faltou do Executivo. “Talvez seja por conta disso, é que não se faz nenhum campeonato e a Copa Futsal do Trabalhador é uma incerteza”. Terminando sua explanação, lastimou que a Administração deixa as vaidades, ambições e arrogância falar mais alto ao invés de fazer em favor do povo.

O líder do Executivo na Câmara Sérgio Eugênio Silva (PPS), rasgou o verbo. Disse que todos ficam pregando união, mas que vê uma posição inversa dos próprios vereadores. Acrescentou que os membros dos grupos políticos é que não querem a aproximação de Paulo Luis com Diego Andrade. Sobre as manifestações feitas pela internet , principalmente do ex vereador João Victor Mendes de Gomes e Mendonça, opinou que querem dar poder a quem está de fora.

Sobre a questão polêmica questão da perda de verbas e recursos, Serjão abriu o baú da gestão da ex-prefeita Luciana Mendonça (2009/2012) e trouxe a tona que a obra do Centro de Eventos Wagner Tiso e a reforma da Unidade Básica de Saúde do bairro Vila Marilena, poderiam estar prontas não fosse também a perda de dinheiro, que os deputados federais petistas Virgílio Guimarães e Odair Cunha garantiram no fim do primeiro mandato de Paulo Luis.

Já especificamente sobre a atuação de Andrade em favor ao Hospital São Francisco de Assis, com o documento fornecido pela Santa Casa em mãos, inclusive usado pelo prefeito na entrevista, o socialista mencionou que houveram três indicações, dos deputados Carlos Melles (DEM-MG), Diego Andrade (PSD-MG) e Domingos Sávio (PSDB-MG). Os valores são R$200 mil R$716 mil e R$200 mil, mas não passou de indicação, pois nada disso chegou nas contas da entidade. Sérgio Silva chamou a atenção para uma verba do deputado, de R$110 mil que foi para uma Van para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), cadastrado no SICOMV e desconhece verbas para Academias. Porém, o trabalho político para que isto se concluísse não foi feito.

Itamar Diniz (PRTB), trouxe um pedido dos moradores que usam o ônibus que faz o transporte coletivo, de uma linha centenária, que liga os municípios de Três Pontas a Nepomuceno, Coqueiral e Varginha que não está cumprimento o percurso nos dias e horários, por conta de dificuldade financeira. Por entender e receber reclamações de que a falta do ônibus tem influenciado na vida dos moradores, que tem tido gastos exorbitantes com táxi, pede uma intervenção do Município. “A demanda é municipal e as pessoas que podiam vir à Cidade todos os dias e voltar as 15 horas, não tem mais esta possibilidade”, esclarece. Pelo menos três vezes por semana, segunda, quarta e sábados o serviço precisa funcionar, mas a empresa Silveiratur tem assumido o prejuízo, necessita de uma ajuda, como a isenção de impostos ou até o custeio de combustível.

O Professor Popó (SD) pediu paciência, cautela e muito estudo no projeto que trata novamente da redução no número de vereadores, dos atuais 15 para 13 cadeiras. Popó anunciou que fez um abaixo assinado na internet e quer saber a opinião dos trespontanos, através desta consulta popular. O Projeto de Resolução é do vereador Sérgio Silva e já recebeu o apoio dos colegas Edson Vitor, Chico Botrel, Alessandra Sudério e Luis Carlos da Silva.

A sessão foi longa e terminou pontualmente as 22 horas.

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