* Muitos moradores estão economizando. Rede social está sendo bastante utilizada na campanha encabeçada pelo SAAE pelo não esperdício 

Denis Pereira – A Voz da Notícia

Na semana em que o prefeito Paulo Luiz Rabello (PPS), decretou Situação de Emergência por causa da escassez de água, por conta da longa estiagem, moradores de alguns bairros tiveram problemas com o abastecimento. Aristides Vieira, Ponte Alta, Santa Margarida e Philadélfia são localidades que Dona de Casa 1faltaram água.

Percorremos algumas residências no bairro Aristides Vieira e vimos a dificuldade que é ter água apenas em alguns momentos do dia. Dona Maria Helena de Paula (foto) disse que na última semana, um dia tinha no outro não. Em alguns, a água só chegava a noite e era hora de aproveitar para arrumar a casa, guardar na caixa e tomar banho.

A dona de casa Roziene da Paixão Silva (a direita), contou que outro dia foi tomar banho e quando ligou o chuveiroDona de casa 2 está sem água e passou a noite inteira sem e quando amanheceu, ficou indignada com a falta de consciência de uma vizinha que estavava lavando a calçada. Ela já adotou medidas para economizar. Assim, como as donas de casa mais conscientes, Roziene reaproveita toda água que é possível. Lavar o quintal com a mangueira, já faz parte do passado. “Todos precisam colaborar. Não basta a gente fazer a nossa parte se o outro não colabora”, disse.

Na Elevatória de Água do Custodinho, no bairro Santa Edwirges, que abastece boa parte da cidade, a situação é de alerta total. A chuva rápida que caiu ajuda, mas de longe é o suficiente para amenizar o problema. Ela ajuda durante dois ou três dias no máximo, o que reforça à população que a economia é o melhor remédio preventivo para um racionamento.

Uma foto retirada pelo SAAE, mostra em 10 de outubro, o Córrego Custodinho todo vazio. A imagem da seca é triste e desoladora, se imaginarmos que a junção dele com outros é que garante água para boa parte da população trespontana.

unnamed
No dia 10 de outubro, a foto mostra a situação do Custodinho, totalmente seco incapaz. Bombas foram desligadas até a situação se normalizar

De acordo com a diretora do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Marisa Cainelli Basílio de Brito, desde agosto a autarquia já está pedindo uma economia, tentando evitar que a situação chegue a um ponto crítico e medidas mais severas sejam adotadas.

DSC03573
As diretoras do SAAE, Marla de Aquino e Marisa Basílio

Ainda segundo ela, a vazão do Custodinho caiu no final de agosto, de 100 litros por segundo, para apenas 45. Quando o nível abaixo muito é preciso desligar as bombas por cerca de 4 a 5 horas, até que a situação se normaliza, o que neste período dificulta a água chegar em pontos mais altos do Município.  Em 46 anos que o SAAE é o responsável pelo tratamento e abastecimento da água e esgoto, isto nunca aconteceu.

Durante a vigência do Estado de Emergência, está proibido, lavar calçadas, veículos, frente de imóveis ou vias públicas, abastecer piscinas ou outras medidas que caracterize desperdício. Para quem desobedecer e for denunciado ao SAAE, pagará multa no valor de R$90,53. O valor é dobrado em caso de reincidência e pode chegar até a suspensão do fornecimento, após a terceira vez. A denúncia precisa ser formalizada através do 0800 035 2444, ou do site www.saaetpo.mg.gov.br/atendimento e, não pode ser no anonimato.

Após o anúncio, o assunto é um dos mais comentados nas redes sociais. Fotos de gente esperdiçando água tomaram conta das postagens dos trespontanos.

 

VEJA A GALERIA DE IMAGENS DA SECA NO CUSTODINHO

[ot-gallery url=”https://www.equipepositiva.com/gallery/escassez-de-agua-muda-a-rotina-de-moradores-e-poe-saae-em-alerta-2/”]

HOJE – Situação é pouco melhor, mas ainda preocupante, exigindo economia extrema

Na região

Em Passos a prefeitura criou um projeto de lei que trata da aplicação de multa de R$ 120 para quem não fizer uso racional da água. Já em Poços de Caldas, a estiagem começou a ter impacto sobre a procura por água mineral, que em alguns lugares cresceu quase 50%.  Em Senador José Bento, desde agosto, os moradores podem receber uma multa por desperdiçar água. Outra cidade que enfrenta problemas é Campos Gerais.

Em Minas Gerais, a Copasa, que abastece 600 municípios, informou que a crise hídrica é a pior dos últimos cem anos. A empresa diz que, em média, a vazão dos rios do Estado caiu 40%, mas há casos mais críticos e, em algumas cidades, a falta de água já é uma realidade.

COMPARTILHAR

Comentários