Por Bruno Máximo

Hoje vamos falar um pouco sobre as relações sociais, e de como elas se permeiam, no que tange as pessoas com deficiência – tendo como ênfase, as pessoas com deficiência visual.

Sabemos que para as pessoas ditas “normais” as relações sociais, giram em torno de interesses comuns, e através da reciprocidade. Para as pessoas com deficiência isso não difere tanto, porém as relações podem se tornarem mais profundas, dependendo da proximidade que se estabelecer com a pessoa ou pessoas.

Algumas pessoas com deficiência visual são eloqüentes, e outras são mais tímidas. As formas se intercalam na escala evolutiva da pessoa, e também se esbarra no contexto social no qual ela vive. ou seja: As realidades em nada se diferem, porém o ter uma deficiência se faz real. Certas pessoas acham que as pessoas ou pessoa são revoltadas, mas existem inúmeras teorias que nos levariam a uma boa reflexão sobre o tema.

Algumas pessoas com deficiência viveram ou vivem experiências traumáticas em sua juventude ou infância, experiências que causaram medos, traumas que perduraram ou perduram até nos dias de hoje. Pessoas com deficiência em grande maioria são desprovidas de recursos financeiros capazes de suprirem as suas necessidades. No Brasil, cerca de 82% das pessoas com deficiência provém de famílias de baixa renda.

Desses 82%(25000000) dessas pessoas estão na região sudeste. A percentagem varia de região para região, mas o maior índice de pessoas com deficiência está concentrado nas regiões sul e sudeste do Brasil. Poucas tiveram acesso a tecnologias assistivas, e poucas concluíram o ensino fundamental e médio. As relações sociais desses grupos são relações estabelecidas através de convívios sociais, seja no ambiente familiar, seja no contexto comunitário. Algumas possuem dificuldades de interação, e talvez por não serem estimuladas a uma interação maior com o mundo do lado de fora, acabam por se tornarem pessoas com relações sociais restritas. que se resumem a basicamente a grupos limitados de amigos e família. Precisamos estimular essas pessoas o tempo todo para que elas tenham inclusão plena? Você pode estar se perguntando. A resposta é que sim e não: é que parte depende da sociedade, e parte dependerá da própria pessoa. Da percepção da realidade que ela tem de dentro pra fora. Porém tenho uma boa notícia: as pessoas com deficiência querem somente, uma oportunidade. em muitos casos o preconceito começa pela gente, e ele também existe entre alguns grupos de pessoas com deficiência.

Existem certas divisões também, entre os grupos de pessoas com deficiência visual. O baixa visão, que não é considerado uma pessoa cega(o) e existe o grupo dos cegos(ver tabela específica). As pessoas consideradas baixa visão, são pessoas que não leem com o auxílio do sistema braille, dependendo apenas de letras aumentadas ou ampliadas, respeitando cada especificidade.

É preciso salientar que a convivência com uma pessoa om deficiência, não quer dizer que elas requerem cuidados muito especiais. Já estive em lugares onde eu fui tratado como um bebê, absurdo! eu saía frustrado, até que optei por combater esse tipo de atitude. Para terminar, digo que nós pessoas com deficiência, se deixados a vontade responderíamos a qualquer pergunta. Porém existe uma tênue linha que separa até onde podemos ir, e ai de nós se não tivéssemos essa linha? Sim, essa regra também se aplica a nós pessoas com deficiência! (Porque não?) o fato de termos limitações, não quer dizer que somos diferentes.

Não quer dizer que nós vamos nos acomodar nessa condição. Um abraço a todos e até a próxima semana!

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