Por  Marcos Venício de Mesquita – Advogado

Um breve olhar pelas ruas e logo constatamos a agressividade no transito. Cada vez mais os motoristas agem impulsivamente e tem dificuldades de controlar a raiva. O que nos torna tão agressivos ?

O transito é um espaço coletivo, onde o exercício de tolerância, o seguimento das regras e os interesses pessoais devem estar em equilíbrio. Nesta balança, a prudência deve ser perene, pois ela ressalta a prioridade ao bem comum. Todavia, os interesses alheios e variáveis imprevisíveis como acidentes e mudanças climáticas influenciam a fluidez do trafico.  Nos desafios de viver em sociedade estão inclusos como fenômenos mundiais a agressividade no transito e suas implicações, suscitando discussões interessantes.

Um estudo sobre agressividade, raiva e transito (Monteiro e Gunther- 2006) trouxe contribuições interessantes acerca das emoções e manejo delas no transito. Os resultados do estudo apontam que o quantomenor o conjunto dos índices de raiva na direção, menores os de erros e violações de motoristas, ademais baixos índices de raiva na direção relacionam-se com baixos índices de agressividade. Finalmente, baixos índices de agressividade são relacionados com baixos índices de erros e violação de motoristas.

Esses dados assinalam que, para termos uma boa convivência, é necessário o equilíbrio e o autocontrole emocional na condução dos veículos. O transito é um local em que concentração, atenção e cautela devem reger as decisões e interações, sendo fundamental o controle dos nossos impulsos. Ao dirigir, devemos resguardar nossas fragilidades pessoais, emoções disfuncionais e sentimentos negativos. Antes das satisfações pessoais, o respeito pelos direitose deveres coletivos é reflexo da boa utilização do espaço publico.

A psicologia do transito é uma área recente dentro da psicologia. Esse ramo se dedica a estudar o comportamento de pedestres, condutores, ciclistas e demais participantes dos sistemas de transportes. O psicólogo do transito elabora mecanismos de apropriação do condutor, auxiliando-o a corrigir seus comportamentos através e técnicas psicoterápicas.

A psicologia do transito também auxilia nas diretrizes educacionais com o objetivo de diminuir as consequências da violência e agressividade no transito.

Além da psicologia, para coibir tais comportamentos são necessários programas de educação, em especial voltados a crianças, já que é na infância que os comportamentos agressivos têm maiores chances de serem corrigidos. Além disso, os centros de condutores devem se preparar de forma adequada para lidar com as questões psicológicas do transito. Atualmente, um condutor com carteira provisória tem um ano de direção para comprovar que possui condições de dirigir sem qualquer problema relacionado ao seu comportamento.

É preciso aprofundar a questão da agressividade no transito no Brasil. Embora o Código de Transito mencione acerca da obrigatoriedade de programas de educação no transito infelizmente tais programas não se aprofundam nas questões psicológicas que também merece atenção.

Marcos Venício de Mesquita- Advogado

Rua Prefeito Olinto Reis Campos- 104- Centro – Três Pontas- MG

Fonte: Celso Alves Mariano – Especialista em trânsito- Diretor do Portal do Trânsito

www.valordoconhecimento.com.br / blog/agressividade no transito.

Vivyanne Farias- Psicologia Clinica –[email protected]

 

 

 

 

 

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