(Fonte: Jornal O Tempo)

*A acusação é referente ao desvio de R$ 3,5 milhões de estatais do governo de Minas para financiar a campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo, em 1998

O ex-senador e presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade (PMDB), prestou depoimento nesta quarta-feira (2) no processo em que é réu no caso que ficou conhecido como Mensalão Mineiro. A acusação é referente ao desvio de R$ 3,5 milhões de estatais do governo de Minas para financiar a campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo, em 1998.

Clésio Andrade era o candidato a vice-governador na chapa e até o início da campanha era sócio de SMP&B, empresa de publicidade de Marcos Valério que seria responsável por fazer os desvios por meio de contratos de publicidade com a Copasa e Comig.

Em sua defesa ele disse que fez sua  campanha de forma separada da campanha de Azeredo, com comitês e verbas distintas. Ele afirmou ainda que se desligou da SMP&B e demais empresas que era sócio de Marcos Valério, em julho de 1998, antes do início da campanha.

“Eu preferi deixar as empresas porque elas tinham contratos com o governo é como eu seria candidato, achei melhor vender a minha parte. Mas não foi só por isso, minha relação com Marcos Valério não estava boa. Ele era muito ambicioso em um sentido ruim da palavra”, afirmou Clésio Andrade

Apesar de dizer que fez a campanha de forma separada, quando foi questionado pela acusação se havia declarado os gastos da sua campanha ao Tribunal Regional Eleitoral, (TRE), Andrade disse que não fez a declaração.

Agora, a promotoria terá 30 dias para fazer suas alegações finais. Depois a defesa terá mais 30 dias para se posicionar e por fim a juíza apresentará a decisão.

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