A Equipe Positiva teve acesso ao boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que traz informações das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti de forma unificada. Por isto, não é possível informar quantos são os casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (16), que compreende o mês de janeiro há 54 casos “prováveis” (suspeitos) de Dengue e Zika Vírus em Três Pontas, que estão sendo investigados, mas não há nenhum de Chikungunya, de acordo com a Gerência Regional de Saúde (GRS).

Também não há nenhuma morte em 2016, que esteja sendo investigada em Três Pontas provocada pelo mosquito transmissor das doenças.

Nova forma de contabilizar

A partir de 2016, o novo Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus trará as informações das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti de forma unificada.

Em relação à Dengue, no intuito alinhar à contagem de casos do Ministério da Saúde, a SES-MG agora adota a nomenclatura “casos prováveis”, que é a soma dos casos suspeitos com os confirmados no Estado.

Apesar da intensificação dos esforços no combate aos focos do mosquito, a cada dia, os casos de Dengue e Zika aumentam rapidamente em Minas Gerais, elevando também a preocupação da população com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Apenas nos últimos 10 dias, o número de casos prováveis de Dengue cresceu 985% e os registros de Zika em investigação subiram 277%.

Em 2016, Minas Gerais registrou (até o dia 16/02) 62.271 casos prováveis de Dengue e 2 óbitos. Em relação à Febre Chikungunya, 260 casos foram notificados neste ano: 132 desses já foram descartados e 128 seguem em investigação. Ainda não existem casos autóctones (com transmissão dentro do estado) confirmados da doença em Minas Gerais. Já em relação ao Zika Vírus, todos os 166 casos notificados em 2016 seguem sob investigação.

A SES-MG divulgou, no dia 14 de janeiro de 2016, resultado laboratorial confirmando um caso de Zika Vírus com suspeita de microcefalia em recém-nascido residente no município de Curvelo. Considerando que a mãe não apresentou intercorrências no pré-natal e o recém-nascido vinha apresentando crescimento e desenvolvimento dentro dos padrões de normalidade, a SES-MG e a Secretaria Municipal de Saúde de Curvelo informaram à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e solicitaram uma revisão no diagnóstico laboratorial.

A Fiocruz realizou um exame mais específico e informou ao Ministério da Saúde, que retirou do boletim o caso de Minas Gerais. Na sequência, a SES-MG foi informada, por meio do exame laboratorial, que o novo resultado era negativo para a presença do Zika Vírus.

Diante disso, a SES-MG altera o caso para descartado. A SMS de Curvelo, com apoio da SES-MG, adotou todas as medidas previstas nos Protocolos do Ministério da Saúde, realizando exames clínicos e de imagem, acompanhando e monitorando o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido. Os procedimentos realizados demonstram padrões normais.

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