VALOR EXATO É DE R$5.382,84 QUE OS VEREADORES PASSARÃO A RECEBER A PARTIR DO FIM DO MÊS. SÃO R$315,66 A MAIS

Durante a sessão extraordinária realizada pela Câmara de Três Pontas, na noite desta quinta-feira (22), os vereadores votaram entre os 13 itens que constavam na pauta de votações, o Projeto de Resolução nº 001, de 15 de janeiro de 2015, que trata da revisão geral anual dos subsídios dos legisladores. O projeto como é de praxe, é assinado pela Mesa Diretora e todos os anos, em janeiro ele é votado, e claro, sempre gera repercussão na cidade e também entre os servidores municipais que buscam receber a mesma porcentagem, se fazendo justiça.

Em 2011, a Lei Municipal nº 3.225, que fixou os salários, chamados de subsídios nos casos de agentes políticos, para o quadriênio 2013 a 2016, determinou que os valores anualmente são reajustados, tomando-se por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses, que soma 6,23%. Para se ter uma ideia o valor atual dos subsídios dos vereadores é de R$5.066,88. Com o reajuste que eles passaram a receber no fim do mês, R$5.382,54, ou seja, R$315,66 a mais. O projeto sempre causa silêncio no Plenário Presidente Tancredo Neves. Ninguém nunca quer se expor quando o assunto é mexer nos salários dos políticos.

Quem sempre não teme em falar é o vereador Luis Carlos da Silva (PPS), atual presidente da Câmara.  Como sempre alguém tem que se manifestar, Luisinho acreditou que caberia a ele se posicionar em nome do Poder Legislativo.

Presidente pela segunda vez, ele recorda que na sua primeira gestão, em 2008, houve uma revisão com mais de 100% no valor em determinados cargos. Inclusive para presidente, que chegou a 117%. Segundo ele, para se comparar e chegar dos valores pagos na região. Isto porque, a revisão anual não era feita. “Realmente a alteração na época foi grande e deu repercussão estadual veiculação da imprensa televisiva. Para que isto não ocorresse mais, resolveu-se colocar na lei do subsídio, a partir daquele ano que a revisão seria feita anualmente, assim como é feita para os servidores”, explicou. Ainda usando a Tribuna, Luisinho detalhou aos colegas que o valor tem que ser corrigido, todo janeiro de cada ano e que a lei determina isto. Na visão do Chefe do Legislativo, deveria ser automático, para não precisar passar pelo constrangimento, se referindo a necessidade de ter que expor isto, através de um Projeto de Resolução, todos os anos. Alertando os demais e pedindo que votem favorável, Luis Carlos, em defesa da classe, ainda acrescentou que caso o projeto não fosse aprovado, todos já estariam convocados para uma nova reunião extra na manhã desta sexta-feira (23), para votar um índice menor do que os 6,23%.

O projeto foi aprovado, com os votos contrários dos vereadores Francisco Fabiano Diniz, o professor Popó e José Henrique Portugal.

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