O Dia das Mães está entre as datas comemorativas que mais movimentam o comércio, atrás apenas do Natal, e a expectativa da maioria dos lojistas para este ano é positiva. A previsão é de que as vendas em Três Pontas cresçam 7% em relação a 2017. A explicação é simples. Além de presentear essa pessoa essencial nas nossas vidas, a data é sinônimo de afeto, carinho, consideração e sobretudo reforça os vínculos familiares.

De acordo com o presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas, Bruno Dixini Carvalho, a projeção de aumento nas vendas não é grande, já que no mesmo período em 2017 a economia já estava fragilizada, diferente do cenário atual, quando há um ritmo de recuperação e a inflação controlada. “Acreditamos que vamos superar as expectativas da média nacional, que está sendo apontada entre 4,3% a 5%”. O Natal do primeiro semestre, como costumam dizer alguns empresários, movimenta vários setores do comércio, principalmente o de presentes, eletrodomésticos e vestuário. São estes os que mais vendem e o setor de confecção pode comemorar, já que durante um período turbulento os comerciantes foram obrigados a reduzir a margem de lucro para manter o volume de negócios, não perder competitividade e manter suas lojas ativas. O setor de alimentação ganha um impulso e não é para menos. Todo mundo quer fazer uma comemoração em casa, em família.

A expectativa do setor de calçados também é de aumento nas vendas e ela cresce 30% em relação aos outros meses do ano, como revelou o sócio proprietário da loja Sô Chico Calçados, Daniel Carvalho de Miranda. Os estoques dos três estabelecimentos estão reforçados há cerca de dois meses focando no Dia das Mães. A sapatilha – que oferece muito conforto aos pés – e a bota – por causa do frio – são os mais procurados. “O frio tem impacto direto nas vendas”, diz Daniel. Na loja de esportes os tradicionais tênis são os mais vendidos.

A Toque Tropical, que trabalha com confecção, presentes e decoração, também ampliou seu estoque para oferecer grande variedade em todos os setores da loja. O diferencial do Dia das Mães, revela a sócia proprietária Patrícia Tiso Vinhas, é que ao invés das

Elza Helena, Elza Tiso Vinhas e Patrícia Tiso Vinhas e Ana Paula Tiso

lembrancinhas para o Dia dos Pais e outras datas comemorativas, as mamães recebem é presente mesmo, de verdade. “No caso das mães, os filhos querem, mesmo na crise, agradá-las, demonstrando amor e carinho”, adianta Patrícia. A procura nestes dias é grande por roupas, blusas, pijamas, aproveitando a coleção outono inverno e alguns utensílios vem chamando a atenção, caso de canecas e almofadas personalizadas.

Já a venda de flores é triplicada no Dia das Mães, é a melhor data do ano para a Floricultura Amor Perfeito, superando até o Dia de Finados. A proprietária do estabelecimento Betina Duarte Sousa conta que flor é um presente que representa muito, não sai de moda e por isto nunca perdeu mercado para outros presentes. Quando a situação econômica está boa, as pessoas querem dar um presente melhor e levam flor acompanhando. Se a situação não está lá estas coisas, não há presente melhor e mais

Os funcionários da floricultura Murilo Henrique e Lais Andrade e no centro a proprietária Betina Duarte

barato, além do significado especial, porque é um presente carregado de sentimentos. E não é por causa de preço que os filhos vão ficar sem dar uma flor. As mais baratas são as violetas e calanchoe que são bastante procuradas. Custam R$7, o vaso médio, e as miniaturas entre R$5 e R$6. Nas opções mais caras estão os buquês de flores que recebem arranjos deslumbrantes e as orquídeas que vem dominando o mercado. Apesar de que, pela experiência, Betina acredita que as rosas saem na frente. O mercado de flores não é como outros, não se arrisca ampliando o estoque, tanto que a quantidade adquirida é a mesma do ano passado e não há como fazer uma previsão. As vendas para o Dia das Mães acontecem apenas com dois ou três dias de antecedência. E como a tendência, segundo ela, é economizar, as vendas devem manter o mesmo ritmo do ano passado, que foi bom.

Violetas, calanchoe e orquídeas estão entre as preferidas para presentear as mães

Associação lança app para criar laços entre comércio e consumidor

A Associação Comercial e Agroindustrial está lançando, neste mês de maio, o seu aplicativo de celular chamado “Compre em Três Pontas”. Esta é uma ferramenta fundamental e moderna, que está sendo colocada a disposição dos associados e da comunidade, criando acima de tudo laços entre os estabelecimentos comerciais e o consumidor. Nele, os associados poderão expor seus produtos e serviços e também fazer vendas. São duas possibilidades em um único lugar. É possível verificar o site da loja, ter acesso aos links nas redes sociais. Quem preferir pode divulgar um número de whatsapp para interagir ainda mais com sua clientela. “A intenção é aproximar as empresas dos consumidores”, garante Bruno Carvalho.

A novidade já foi implantada em duas associações comerciais, criando um espaço virtual que trará notícias da cidade em parceria com os portais, novidades em datas comemorativas e informações importantes para o associado, que passará a contar não apenas na esfera física, mas também virtual, podendo receber pedidos e fazer vendas sem precisar ter seu próprio aplicativo. Bruno Carvalho acaba de voltar de um congresso no Rio de Janeiro (RJ), onde soube que o varejo perdeu 10% da circulação de clientes nas lojas. Destes, 30% está comprando pela internet. É muita gente comprando pela internet e o comerciante não pode deixar isto mais de lado, pois é uma tendência que só cresce. Ele reconhece que é preciso ter o físico que dá ao cliente a confiabilidade ao consumidor, mas o virtual se tornou essencial devido a facilidade. As pessoas procuram por facilidade de comprar sem sair de casa, sem gastar combustível, ficar procurando vaga para estacionar, até mesmo em Três Pontas que não é de grande porte existe este problema e a internet oferece tudo isso, sem gastar muito tempo, que é cada vez mais precioso.

Os clientes poderão comprar e pagar no ato da entrega da mercadoria.  “Não apenas os jovens. Pessoas de todas as idades estão lidando muito bem no seu dia a dia com os apps em smartphones. É a linguagem da atualidade”, comenta o presidente da Acai-TP. O aplicativo terá um custo baixíssimo na mensalidade dos associados e estará disponível para ser baixado nos aparelhos a partir de quarta-feira (09). Na Associação Comercial já é possível obter todas as informações.

Colheita do café tem novo perfil

Mais rápida e mais curta. A colheita do café não tem o mesmo perfil de 10 anos atrás. Isto é fruto da mecanização, que se tornou crucial para o agricultor na tentativa de baixar os custos de produção e se manter na atividade. Com isto, a colheita está durando muito menos tempo. O presidente da Associação Comercial, Bruno Dixini Carvalho, admite que a colheita provoca um grande impacto na cidade, mas o comércio e a indústria merecem um destaque muito grande. São os dois setores que sustentam a empregabilidade durante o ano inteiro, principalmente na entressafra. O PIB de Três Pontas é muito grande por causa da colheita do café, aliado ao PIB do país que está em 13%, mas no município Bruno considera que o conjunto – comércio, indústria e agricultura – é que garante a economia.

Ele diz que Três Pontas é privilegiada, a safra salva a economia. Vendo a situação de outros municípios que tem supermercados da Rede Giro Forte, o impacto da crise é mais forte. “Nossa cidade tem um conjunto diferenciado e precisamos de um todo saudável”, refletiu.

 

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