Autoridades políticas abriram no fim da manhã desta quarta-feira (1º), na Fazenda Experimental da Epamig em Três Pontas, a 18ª edição da Expocafé, que reúne integrantes de todos os elos da cadeia produtiva, do plantio à colheita.

Membros do Governo Estadual, instituições e setores que organizam o encontro apresentam até a próxima sexta-feira (3), as mais recentes tecnologias para a produção cafeeira.

Na solenidade que declarou aberta a exposição que chega a sua maioridade, demonstraram a importância do evento para o agronegócio café. Todos também lamentaram a morte de Ronaldo Nogueira de Medeiros. Ele tinha 62 anos de idade e morreu em maio deste ano, depois de passar mal em São João Del Rey, durante uma viagem de trabalho. Ele era um dos coordenadores da exposição e gerente geral da Fazenda da Epamig onde trabalhou por 42 anos. Uma praça, projetada por ele recebeu o seu nome.

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Para o presidente da Cocatrel Francisco Miranda de Figueiredo Filho, (foto abaixo) que organiza a Expocafé, ela mudou a realidade da cafeicultura, a deixando mais moderna e mecanizada, única saída encontrada para enfrentar os desafios e obstáculos de se manter no setor. “A Cocatrel fica muito feliz e honrada em manter juntos aos nossos parceiros aqui a Expocafé”.

Já o presidente da Epamig Rui da Silva Verneque ressalta que o agronegócio café representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e por isto precisa ser valorizado. Acrescentou que ao longo dos anos, o café evoluiu, graças as tecnologias desenvolvidas no Brasil, pelos mais diversos segmentos que estão cada vez mais presentes no campo e nas lavouras. Ao visitar a Capital Mundial do Café pela primeira vez, Verneque se diz impressionado com o volume e a qualidade que do grão que a Cidade produz.

O prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), afirmou que é preciso trabalhar muito para a valorização desta atividade, pois os números mostram a importância da participação do agronegócio na economia. O mercado está cada vez mais à cafeicultura, mesmo a economia se destacando no setor agrário, a situação está desgastante, com uma falsa ilusão de melhora. “Que a Expocafé esteja sempre acima dos números negociados e que a feira propriamente dita seja parte importante do evento, mas não assuma o protagonismo absoluto do que pretendemos e que seja complementar ao sucesso e os seus produtos sejam acessíveis aos produtores”, discursou o Chefe do Executivo.

SAMSUNG CAMERA PICTURESO deputado federal e presidente do Conselho Nacional do Café (CNC) Silas Brasileiro (foto), participa do evento há 15 anos e reconhece que ano a ano a Expocafé cresce. Brasileiro elogiou a nova ministra da Agricultura Kátia Abreu que está há apenas seis meses no cargo a chamando de empreendedora. Eles fizeram juntos uma viagem aos Estados Unidos para buscar renda aos produtores, única iniciativa capaz de resolver os problemas.

Representando a Secretaria de Estado de Agricultura, o secretário adjunto da pasta, Cléber Vilela também mostrou os números da cafeicultura e o que ela representa. São mais de 1 milhão de hectares de café em Minas, sendo mais 100 mil produtores, que produzem 25 milhões de sacas, a metade de todo Brasil. É o segundo produto mais exportado no Estado, perdendo apenas para o minério.

Representando o governador Pimentel, Caixa falou do seu projeto que trata da rotulagem do café e da MG 167

O deputado estadual licenciado trespontano Mário Henrique “Caixa”, representou o governador Fernando Pimentel, falou das dificuldades que o novo governo está enfrentando, a crise e as mudanças que acontecem rotineiramente a cada nova gestão. O secretário de Estado de Turismo não ficou estritamente ao café. Primeiro falou que o projeto de lei que ele criou sobre a rotulagem do café vai precisa de ajustes, mas que está caminhando, sendo analisado pelas Comissões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Depois, contou que esteve com o ministro do Turismo Henrique Alves em Brasília nesta terça-feira (30), onde tratou sobre a necessidade da mudança no traçado da rodovia MG 167. Para o secretário, o trecho que liga Três Pontas a Varginha, por onde se transporta o café e milhares de vidas diariamente é uma carnificina, o que é para ele é inadmissível.

EXPOCAFÉ 2015 chega com novidades

Maior feira da cafeicultura nacional segue até sexta-feira na Fazenda da EPAMIG na MG 167, entre TP e Santana da Vargem
Maior feira da cafeicultura nacional segue até sexta-feira na Fazenda da EPAMIG na MG 167, entre TP e Santana da Vargem

A expectativa é que mais de 20 mil pessoas passem pelos três dias de feira, gerando negócios acima de R$ 200 milhões. Nesta edição, serão 150 expositores em 12 mil metros quadrados de área vendida.

A programação inclui feira com exposição de produtos e serviços focados no agronegócio café (maquinário em geral, secadores, tratores, guinchos hidráulicos, roçadeiras, adubadeiras, plantadeiras, podadeiras, motoserras, sopradores, pulverizadores, lavadores e derriçadeiras, entre outros); dinâmicas de campo coordenadas pela equipe técnica da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – EPAMIG – que oferecem aos visitantes a oportunidade de acompanhar o funcionamento de máquinas e implementos; e cursos e palestras gratuitos para o público.

A novidade deste ano é que será oferecido aos visitantes uma extensa programação de cursos e palestras gratuitos sobre o café e também sobre outros produtos, como vinhos e azeites.

No estande da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), por exemplo, durante os três dias do evento haverá demonstrações de métodos de extração e degustação de cafés. A iniciativa é fruto de parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). “A programação é gratuita e permitirá que os visitantes do estande aprendam métodos de preparo e a diferença de sabores entre os vários tipos de café”, conta o presidente da Cocatrel, Francisco Miranda.

No estande da Cocatrel haverá demonstrações de métodos de extração e degustação de cafés
No estande da Cocatrel haverá demonstrações de métodos de extração e degustação de cafés

Já o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Marcelo Malta, está apresentando, novas cultivares para produção de cafés especiais. O curso mostra aos participantes as características agronômicas de algumas cultivares de café lançadas pela EPAMIG, como a Catiguás MG 1 e MG2, a Araponga e a Paraíso 2. O curso é na Tenda de Eventos da Expocafé, de 15h às 16h, nesta quarta e quinta-feira com vagas limitadas.

No estande da EPAMIG, nesta quinta-feira (02), haverá duas turmas, às 10h e às 16h, do curso de degustação comentada de vinhos. A enóloga Isabela Peregrino vai falar aos participantes sobre os diferentes tipos de vinhos finos e as características e técnicas que possibilitam a produção em regiões tradicionalmente cafeeiras. O curso é gratuito, aberto apenas a maiores de 18 anos, e as vagas são limitadas. Ainda no estande da EPAMIG, na sexta-feira (03), haverá duas turmas, às 10h e às 14h, do curso de degustação comentada de azeites. O pesquisador Luiz Fernando de Oliveira mostrará aos participantes azeites com características sensoriais distintas e como identificar um bom azeite.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER-MG) também vai levar cursos e palestras para o evento. Nesta quinta-feira (02), às 10h, na Tenda de Eventos da Expocafé, o extensionista Sebastião Homero Vieira e Luiz Fernando Ribeiro de Lima, da Fazenda Movimento, de Areado, vão falar sobre manejo sustentável da cafeicultura em consórcio com Braquiária. As inscrições são gratuitas. Na sexta-feira (03), também na Tenda de Eventos da Expocafé, às 10h, o extensionista Donizetti Couto; José Claudio Baldin, da Fazenda da Pedcra de Monsenhor Paulo; e Renato Luciano da Silva, do Sítio Andaime de Monsenhor Paulo, vão apresentar o case de monitoramento nutricional do cafeeiro através da análise foliar. As inscrições são gratuitas.

Já no estande da Emater, com inscrições gratuitas, há demonstrações todos os dias sobre desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. São abordados os seguintes temas: tipos de terreiro para café; coletores de energia solar e aquecedores solares; fossas ecológicas; cercas ecológicas; coletor de água de chuva; tecnologias de irrigação para agricultura; e tecnologia para outras atividades agrícolas.

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