Uma reunião de amigos foi realizada neste fim de semana em Três Pontas. Encabeçado pelo restaurador de veículos Túlio Figueiredo Veloso, o encontro reuniu gente de vários lugares que tem em comum o que era mimo de criança e hoje faz parte da vida de muitos marmanjos que tem juntos a paixão por carros. Neste caso específico, pelo Karmann Ghia, fabricado no Brasil entre 1962 e 1972. Nesta década, muitos modelos foram confeccionados, desde o fechado com capota de aço até o conversível.

Mesmo com o passar do tempo, os carros que marcaram época ainda hoje ocupam um lugar especial no coração de alguns aficionados por veículos. A tecnologia e a obsessão das montadoras para desenvolver produtos cada vez mais inovadores não apagam as lembranças de automóveis com histórias interessantes e que despertam o sentimento de nostalgia.

Quem passou pela Avenida Oswaldo Cruz, de sexta-feira (22), até o fim da tarde deste domingo (24), não teve não parar para observar os modelos, dos sonhos de consumo da época. O olhar dos curiosos era inevitável aos 17 estacionados em frente a um hotel e ao carinho com que seus donos cuidavam.

O empresário e restaurador Túlio Veloso organizador da exposição em Três Pontas
O empresário e restaurador Túlio Veloso organizador da exposição em Três Pontas

Os mais novos podem estranhar e perguntar aos pais e avós qual é o nome do carro e qual montadora foi responsável pela sua produção. A indagação certamente virá acompanhada de uma resposta com uma dose de saudosismo. E quem guarda na garagem um automóvel como esse, preserva com muito carinho e dedicação para mantê-lo em bom estado, explica Veloso.

De acordo com o empresário, a paixão das pessoas pelo automóvel que marcou uma era, é de gente na faixa etária de 50 a 60 anos, que quando eram jovens, viam estes carros, mas não tinham poder aquisitivo para tê-lo. Depois da vida estabilizada, conseguiram comprar para relembrar os bons tempos que em que ‘namoravam’ o automóvel.

Alguns usam no dia a dia, outros apenas para passear e fazer pequenas viagens. Na exposição em Três Pontas, passaram o fim de semana, gente do Paraná, de São Paulo e de várias cidades do interior paulista, Belo Horizonte, Andrelândia e várias localidades de Minas Gerais.

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O restaurador conta que o encontro de Karmann Ghia, começou em Belo Horizonte, que foi sucesso desde o primeiro e ele só vem crescendo. Primeiro a ideia era realizar bianualmente e Três Pontas entrou na rota. Depois, ano passado já foram 21 antigomobilistas que aportaram na cidade. Naquela oportunidade foi decidido que era necessário encurtar este prazo, se encontrar todo ano e, o reencontro dos amigos que se falam pelas redes sociais, passou a ser todo ano e eles voltarem a Três Pontas. No sábado quando fizemos a reportagem ainda havia muita gente chegando e no fim da manhã já eram 17, todos enfileirados. A tarde eles foram em carreata para Boa Esperança, onde almoçaram e voltaram para a exposição, que terminou no início da noite deste domingo (24).

Falar em negócio ou perguntar quanto cada carro vender é expressamente proibido. Tentamos conseguir uma resposta de Túlio Veloso de quanto vale em média um automóvel desses, mas ele insistiu que não se falava nisso naquele local, pois o valor é sentimental e estas máquinas não tem preço. Mas revelou, que existem carros anunciados que dependendo do modelo, do ano, se é conversível ou não, anunciados por R$140 mil. Comprar um em péssimo estado para restauração, pode custar R$15 mil.

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