Em comemoração aos 80 anos da Fábrica de Brinquedos Estrela, a empresa está relançando brinquedos clássicos. A maioria, se não todos eles, marcaram a infância de muita gente. Muitos que hoje são avós e pais guardam ainda estas lembranças, unidades e coleções que os alegraram em um passado e que eles tem a oportunidade de adquirir para seus filhos e netos e talvez que eles tenham.

Os cerca de 500 colaboradores que trabalham atualmente na fábrica de Três Pontas, estão produzindo 200 lançamentos de 2017 e cerca de 20 relançamentos como Moranguinho, Falcon e outros brinquedos tradicionais para as vendas do Dia das Crianças e Natal. A personagem Moranguinho conquista meninas de todo o mundo desde os anos 70. Hoje, a linha de bonecas conta com um visual atualizado e repleto de acessórios e companheiros de aventuras. Já o boneco Falcon, tem 14 articulações um cabelo que parece de verdade.

A unidade fabrica 23 mil peças por dia. São cerca de 18 mil bonecas e 5 mil brinquedos e jogos por dia. São 1,2 mil carretas por ano. O ritmo acelerado vem desde março. O estoque não fica no galpão mais do que três dias e é levado para o Centro de Distribuição que fica na unidade de Itapira (SP). Lá é que é feita a logística de distribuição aos lojistas.

A indústria atendeu aos pedidos e a procura que sempre foi grande, está superando as expectativas e a quantidade planejada talvez não seja suficiente para atender toda a demanda, já que há picos de vendas. As compras podem ser feitas pela internet e diretamente para lojistas, supermercados e grandes redes.

De acordo com o gerente industrial da Estrela em Três Pontas José Antônio de Almeida (foto), estes são produtos de qualidade que agradaram muito. “É um pouco da história da Estrela nestes 80 anos. Para quem tem hoje 80 anos, já brincou ou já deu de presente algum brinquedo nosso, ou já ganhou um brinquedo Estrela”, afirma.

Apesar do ano atípico, provocado por um modelo macro econômico político que vive o País, a Estrela ainda trabalha com a possibilidade de crescimento, mesmo que seja pequeno, é algo a ser comemorado diante de um cenário complicado. A fábrica já superou a contratação de mil pessoas empregadas. Como fez parcerias, como por exemplo, com a China por, componentes importados, eletrônicos e conjuntos, acabou-se diminuindo o número de empregados gerados.

Nestes 16 anos em que aportou na “Capital Mundial do Café”, instalada em 13,2 mil metros quadrados, a unidade tem sido fundamental na produção e chegava em um momento em que a industrialização ganhava grande investimento e fazia crescer as exportações e ampliava as vendas ao mercado interno. “Esta fábrica é muito importante para o grupo, que está também em Itapira (SP), Ribeirópolis (SE) e no Paraguai”, diz José Antônio.

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