*Família está triste por causa do falecimento, mas satisfeita por ter oferecido um velório digno a Paulo Roberto

Assim que a Equipe Positiva divulgou que o Serviço Social de Abordagem de Rua de São Paulo, que um trespontano que morava na rua, morreu na capital paulista, pessoas se mobilizaram para encontrar seus familiares.

Paulo Roberto de Sousa tinha 36 anos e sua família não tinha notícias dele. A busca era para que o rapaz tivesse um velório digno. Inicialmente procuramos por pessoas que pudessem conhecer sua mãe, Valdelícia Conceição de Sousa, na Rua Elói Mendes no bairro Botafogo. Lá, ninguém a conhecia.

Um trespontano que trabalha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Varginha, fez contato com nossa reportagem dizendo que se recordava de ter entregue um exame a mãe do rapaz, Dona Valdelícia. A notícia foi divulgada também pelo locutor Edson Vitor na Rádio Sentinela FM.

No dia seguinte, familiares já se mobilizaram, contrataram uma funerária da cidade e buscou o corpo que foi velado e sepultado no mesmo dia.

Esta semana, Dona Maria Aparecida Rios e sua irmã Ângela Maria Rios, que são tias de Paulo Roberto falaram sobre o drama que viveram. Uma prima dele de Três Pontas e a irmã mais velha delas em Varginha ficaram sabendo praticamente juntas.

Paulo foi para São Paulo ficar junto com a mãe, quando ainda era adolescente. Ela retornou para Varginha e ele resolveu ficar lá para trabalhar. Paulo até chegou a ficar um tempo em Varginha, teve um relacionamento com uma moça e tiveram três filhas, mas a relação não deu certo. Paulo era uma preocupação para Dona Valdelícia, ele bebia demais e a procura por ele durou seis anos. Eles sabiam que ele estava morando na rua, mas não sabiam a localidade e encontrar Paulo era difícil. O pai dele morreu há 5 anos e o rapaz não soube, já que a seis anos, não se tinha informações dele. Sua “casa” era o Viaduto Jaceguai no bairro Bela Vista.

O corpo dele foi trazido para Três Pontas, onde foi preparado para o velório e o sepultamento aconteceu no mesmo dia, no sábado (29).

Agradecidas, Maria e Ângela fizeram questão de agradecer a divulgação que foi feita do caso. Caso contrário, certamente eles não saberiam da morte do rapaz.

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