Os comerciários levantaram os braços, quando o delegado sindical do Sindicato dos Comércios de Varginha e Região (SINDECOM), Rodinei Reufrer Balbino “Dinei” perguntou quem seria contra a estender definitivamente o horário de funcionamento do comércio aos sábados até as 15 horas. A proposta é que com duas horas a mais, os pedidos para que as lojas fiquem abertas até as 17 horas nas datas comemorativas não aconteçam mais.

Atendendo até as 13 horas, desde novembro de 2013, os trabalhadores do comércio atenderam o chamado do sindicato da classe e compareceram no Plenário da Câmara Municipal Presidente Tancredo Neves, para demonstrar que a população está adaptada a fazer suas compras mais cedo e que as dificuldades foram superadas.

Dinei explicou que as associações comerciais da região, estão buscando alinhar um único horário de funcionamento aos sábados em todos os municípios. Por isto, o presidente da Associação Comercial e Agro Industrial Michel Renan Simão Castro teria levado ao Sindicato o pedido que uma consulta fosse feita aos comerciários.

Funcionários não querem trabalhar até mais tarde aos sábados e reafirmaram decisão tomada em 2013

O encontro foi rápido, não houve muitas discussões, apenas algumas reclamações de que mesmo tendo que fechar as portas as 13 horas, alguns estabelecimentos comerciais estão funcionando até as 14 horas, sem intervalo de almoço e se quer tomarem um café oferecido pelos lojistas. Eles pediram que a Prefeitura faça uma fiscalização e faça valer a lei aprovada pela Câmara Municipal em 2010, mas que saiu do papel apenas no final de 2013. Alguns propuseram formar uma Comissão para fiscalizar os comerciantes que não estão obedecendo o horário.

Alguns empresários passaram pela assembleia, mas José Adenil Donizeti Lopes (foto) preferiu ficar até o final e ouviu a reclamação quanto aos sábados que as lojas ficaram abertas até mais tarde, durante o período da colheita do café. Donizeti disse que estava indignado com as mudanças que foram feitas, decididas segundo ele, entre poucos e pela minoria. Os proprietários de estabelecimentos não foram chamados para nenhuma reunião na Associação Comercial e não souberam quando decidiram estender o horário para o período da colheita do café, o que na avaliação dele é desnecessário. “As pessoas já se acostumaram com o horário de fazer as compras. Ficar aberto até mais tarde só trás prejuízo ao invés de vantagens. A gente tem que pagar horas extras e não vende nada”, opinou.

Desde quando a polêmica para colocar a lei em prática, Donizeti sempre se posicionou favorável ao horário das 13 horas. Isto em respeito aos seus colaboradores que precisam ter vida social. “Nas minhas empresas tenho colaboradores e não funcionários”, defendeu.

“Horário é opcional e não obrigatório, diz Michel Renan

O presidente da Associação Comercial e Agro Industrial de Três Pontas, Michel Renan Simão Castro, disse por telefone que não fez nenhum pedido ao Sindicato dos Comerciários para estender o horário aos sábados até as 15 horas. Ele contou que esteve reunido na Associação Comercial com o Sindicato para tratar e elaborar o calendário das datas comemorativas, quando as lojas costumam funcionar até 17 horas, como foi em 2016. Lá, foi comentado sobre a iniciativa das associações comerciais de alinhar um único horário para ser exercido na região e a sugestão de se ouvir os comerciários. Mas não há nenhum ofício pedindo mudança. Michel reafirma que o calendário de horário estendido não é obrigatório e sim facultativo. Funciona até mais tarde quem achar que é viável. “A gente apenas dá a oportunidade de quem quiser encerrar suas atividades mais tarde”, respondeu.

Michel enalteceu que não toma determinações sozinho na Associação Comercial e todas as reivindicações levadas até a entidade são alvo de reuniões entre todos os associados e a decisão nunca é dele, é de todos e não de um pequeno grupo, mesmo porque, não existe “panela” na ACAI.

A declaração de Donizeti, Michel não vê como crítica e sim sugestão. Por isto, vai se reunir na próxima semana com os associados para saber se eles querem o horário estendido. “Se a maioria achar que não é viável, nós vamos acatar. E espero que ele [Donizeti] e todos os interessados estejam lá”, antecipou. A sugestão de Michel é que as pessoas estejam mais presentes na ACAI e participe das discussões e também coloquem seus nomes a disposição para trabalhar. “Denegrir é fácil, colocar o nome e trabalhar é difícil”.

O presidente da ACAI, concorda que todas as empresas tem sim são colaboradores, pois os empresários precisam ter um bom relacionamento com eles. Para se alcançar o êxito, Michel menciona que é preciso as duas partes estar satisfeitas. “Não existe sucesso em uma empresa se os colaboradores não estão satisfeitos”, conclui.

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