A Câmara dos Deputados votou neste domingo (17), o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Os 513 deputados foram chamados pelos nomes para votarem, se autorizam ou não o prosseguimento do processo de impeachment no Senado.

Os deputados federais de Minas Gerais começaram a expor seus votos as 21h34, quando a distância entre o SIM e o NÃO já era grande. E depois do veredito dos mineiros, a situação piorou ainda a situação da presidente Dilma. Nós registramos o voto de deputados, que mais tiveram votos em Três Pontas nas eleições de 2014, ou que são mais conhecidos do eleitorado trespontano.

Assim como na votação de todos os outros estados, os parlamentares que votaram contra, ouviram vaias vindas do Plenário. Em ordem alfabética, o segundo a ir ao microfone foi deputado federal Aelton Freitas (PR-MG). Ele justificou que todos são considerados inocentes, até que se apresente provas de um crime. E ouviu vaias do Plenário quando disse que votaria contrário e concluiu que “a presidente Dilma é uma mulher honesta”.

Já Bilac Pinto (PR-MG) votou com a maioria e defendeu que seria por Minas Gerais e pelo Brasil para o reencontro da esperança.

O democrata Carlos Melles (DEM-MG), que tem forte ligação política com as lideranças do café, atribuiu a sua decisão as crianças, famílias, agricultores, Sul de Minas e a cidade de São Sebastião do Paraíso e citou a Constituição da República.

O deputado federal majoritário em Três Pontas Diego Andrade (PSD-MG), citou o Município em seu discurso. Ofereceu o voto a Minas Gerais, aos transportadores, agricultores, profissionais da saúde, aos filhos Isabel e Leo e ao avô Oscar. Ao falar de Três Pontas, chamou a cidade de querida e concluiu votado sim pelo impeachment.

Em seguida a Diego, votou Dimas Fabiano do PP que também votou de acordo com o relatório que pede o processo. Opinou que este domingo era o dia certo, de fazer a coisa certa, da maneira correta. Fez como a maioria, dedicou o voto à esposa Juliana, aos filhos Leonardo e Lucas, as cidades de Varginha, Bocaina de Minas e Itajubá.

O tucano Domingos Sávio do PSDB, lembrou dos valores da família, dos homens livres e dos bons costumes. Criticou duramente o governo do PT, afirmando que os brasileiros não aguentam mais tanta corrupção, por isto, sim ao impeachment e não há golpe.

O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que tem sempre boa votação em Três Pontas por ser o presidente da Federação Nacional das Apaes, confirmou que votaria pelo envio do processo ao Senado, por causa da presidente ter cometido um crime de responsabilidade. Ao longo de seus seis mandatos, como Eduardo citou, tem presenciado a incoerência de um discurso humanista, com uma prática inconsequente e mentirosa.

Votaram também favoráveis Dâmina Pereira de Lavras (PSL-MG), Saraiva Felipe (PMDB-MG) e Zé Silva (SD).

No time dos contrários ao impeachment está Brunny Gomes do PR que justificou no Plenário que vota com o partido e não é covarde, Gabriel Guimarães (PT-MG), que tratou o caso como golpe a democracia e Reginaldo Lopes também do PT que não economizou na defesa a Dilma.

Os 53 mineiros gastaram 43 minutos para votarem e todos estavam presentes. Naquele momento, quando os parlamentares da Bahia começaram a ser anunciados, eram 313 votos a favor e faltavam 29 votos para o sim  e 65 para o não.

A ordem de chamada no plenário da Câmara foi estabelecida pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O VEREDITO

O voto que decidiu foi dado mais de nove horas depois de iniciada a sessão deste domingo e cinco horas e meia após o início da votação. No momento em que o placar alcançou os 342 pró-impeachment, havia 127 votos contra o impeachment e seis abstenções. Foi o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que deu o último voto necessário, quando já era 23h08.

Assim que foi anunciada a decisão, muitos fogos de artifícios foram soltos em Três Pontas e alguns carros fizeram um buzinaço rápido no Centro.

VOTAÇÃO

A sessão que decidiu pela continuidade do processo de impeachment começou às 14h deste domingo com tumulto, resultado de uma discussão entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e deputados governistas que pressionavam para que oposicionistas saíssem detrás da mesa que dirige os trabalhos. Deputados pró e contra impeachment chegaram a trocar empurrões.

Enquanto transcorria a sessão, o Supremo Tribunal Federal divulgou decisão do ministro Marco Aurélio Melo que negava pedido do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para suspender a votação.

Os senadores podem agora manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigações, sem analisar o mérito das denúncias.

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