Professores, funcionários e alunos estão inconformados com o incêndio criminoso registrado na madrugada desta quarta-feira (01), na Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira. O estabelecimento educacional tem 64 anos e é a escola mais antiga do Município.

A notícia do crime já correu pela internet logo nas primeiras horas do dia, mesmo assim, muitos alunos foram para a porta da escola em busca de informações.

Até as 9:30 da manhã, equipes do Corpo de Bombeiros de Varginha que chegaram de madrugada, ainda faziam o trabalho de rescaldo. Da sala da vice diretora que fica ao lado do hall de entrada não sobrou nada. Na Sala do Arquivo, onde estão dados fundamentais de alunos, como histórico e caderneta de pontos de estudantes e informações de funcionários e professores foram perdidos. A Escola já tem um arquivo digital, mas não foram transferidos todos os dados. Neste local os Bombeiros precisaram abrir um enorme buraco, arrancando a janela para fazer a ventilação forçada, para retirar a fumaça.

Sala de arquivo foi toda consumida pelo fogo. Bombeiros precisaram arrancar a janela e abrir um buraco para conseguir trabalhar
Sala de arquivo foi toda consumida pelo fogo. Bombeiros precisaram arrancar a janela e abrir um buraco para conseguir trabalhar

20160601_075828O Tenente Ilenildo Prata de Paula (foto) que está a frente dos trabalhos disse que os locais escolhidos pelos criminosos foram estratégicos e ao que tudo indica quiseram acabar com os dados da escola. A Perícia da Polícia Civil vai fazer os primeiros levantamentos para identificar se houve o uso de algum produto químico para provocar o incêndio. Ainda havia muita fumaça saindo pelas janelas e telhado.

A Prefeitura disponibilizou funcionários da Secretaria Municipal de Transportes e Obras para ajudar a organizar o prédio. A superintendente e o inspetor da Superintendência Regional de Ensino de Varginha, Arlete Ribeiro Ramos Gomes e Paulo Leandro de Carvalho acompanham os trabalhos na escola. Eles anunciaram que o as aulas estão suspensas até a próxima sexta-feira (03). Um engenheiro deve avaliar os estragos para ver se houve danos estruturais no prédio que teve grande parte destruída. De acordo com Arlete Ribeiro, a Superintendência já está fazendo contatos para transferir os estudantes para outro local. Ela não consegue entender o que teria motivado o crime, ainda mais se tratando de uma escola.

A Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira atende a cerca de 1,8 mil alunos em três turnos. O prédio já sofreu depredações e furtos, mas nada se comparado a este incêndio de grandes proporções. O diretor da escola Bruno Miari Prósperi está em estado de choque e não conseguiu falar com a imprensa. Ele está desde a madrugada acompanhando o trabalho da PM.

A Polícia Militar já está em poder do circuito interno de segurança e está analisando as imagens para tentar identificar os suspeitos.

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