A Câmara Municipal de Três Pontas antecipou também esta semana o horário da sessão ordinária desta segunda-feira (15), para as 18 horas. O motivo foi mais uma vez as homenagens entregues pelo Poder Legislativo às Mães e um Título de Cidadania Honorária. Por causa disso, o Grande Expediente foi suprimido.

O primeiro a falar nos seus primeiros cinco minutos no Pequeno Expediente, foi o vereador Luiz Flávio Floriano (PSL). Bastante brincalhão, Flavão cumprimentou familiares e depois disse que a Polícia Militar que está ganhando um reforço em seu efetivo, deveria colocar policiais militares a pé no Centro da cidade. “As vezes a gente vê um grupo de três quatro PM’s, juntos em um local só, mas eles deveriam andar pelas praças, sugeriu. Ele também quer saber da Prefeitura porque o semáforo do bairro Peret só está ligado o sinal de alerta.

O líder do prefeito na Câmara, Antônio Carlos de Lima (PSD), (foto) antecipou os questionamentos que surgiriam quanto a interdição da Balsa do Pontalete neste domingo (14) e voltou a culpar o ex-prefeito Paulo Luis Rabello (PPS). Segundo ele, o motivo da paralisação é por problemas estruturais, como um buraco que está no “casco”, sem extintores e caixas de ferramentas que foram furtadas. “Quando a balsa foi embora, no mandato do ex-prefeito foi toda depenada”, justificou. Ainda de acordo com Antônio do Lázaro, na terça-feira (09) da semana passada um responsável por Furnas estava para ser recebido em Três Pontas, para resolver as dependências.

Para terminar, misturou um problema que seu filho teve com a Polícia Militar, com a insegurança no Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário. Ele revelou que o filho dele que é menor de idade tem uma moto de trilha e teria vindo na Cidade abastecer e não teria obedecido a ordem de parada dos militares, que correram atrás dele. O caso gerou reportagem publicada pela Equipe Positiva e Antônio não concorda de ter sido citado apenas seu nome e não de seu filho, porém, ele é menor de idade. Enquanto isto, os moradores, de acordo com o vereador estão morrendo de medo no Quilombo, com o avanço da criminalidade, troca de tiros, tráfico de drogas e visitas indesejáveis de criminosos de outras localidades que estão tocando o terror.

Já Geraldo José Prado (PSD) “Coelho do Bar” pediu na Tribuna que as pessoas precisam deixar de lado as rixas. Isto porque, Coelho soube que diversas denúncias estão sendo feitas ao Ministério Público contra o prefeito Dr. Luiz Roberto e prejudicando a população. “As pessoas precisam entender que perderam a Eleição e que ela só acontece a nível municipal daqui a quatro anos. Três Pontas já mudou e evoluiu muito e temos um prefeito de bom coração”, desabafou Coelho.

Érik dos Reis Roberto (PSDB), respondeu que não faz denúncia anônima, não usa rede social para criticar, mas afirmou que isto não é de agora e não acontece somente em Três Pontas. Quando foi vice prefeito entre 2013/2016, a Administração era denunciada pelo menos três vezes por semana e todas elas eram respondidas, por saberem que não procediam.

O secretário da Mesa Diretora Maycon Machado (PSDB), revelou que está feliz por ter sido indicado junto com a vereadora Marlene Oliveira (PDT), para compor o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher. Eles já tomaram posse e estão com vontade de trabalhar e cumprir o papel do Conselho.

Maycon também agradeceu as pessoas envolvidas na organização da Audiência Pública na Câmara Municipal na última quinta-feira (11), que debateu a PEC 287 que trata da Reforma da Previdência Social. “Foi um momento importante para todos que estavam presentes que entendemos as mudanças das regras que estão em tramitação na Câmara dos Deputados.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), também respondeu ao colega Coelho. O pensamento de denúncias deve partir de todos, que denunciam casos evasivos, que não vão dar em nada, como a feita nos últimos dias contra Érik dos Reis, quando era vice prefeito. Sobre as reclamações informou que os próprios vereadores da base são os que mais “batem”.

Sobre a Balsa do Pontalete, respondeu que quem cuida da embarcação é a Capitania dos Portos, e não o prefeito que não tem culpa do que lá acontece.

Serjão concluiu seu tempo na Tribuna falando de um “zum zum zum”, que está correndo de que a Administração quer leiloar a área onde está o Matadouro Municipal, que está fechado. Ele antecipou que não concorda, pois a área pode ter uma grande utilidade ao Município. Alertou que as pessoas precisam acompanhar, pois o projeto pedindo autorização legislativa pode chegar a qualquer momento e ser inserida nas reuniões no Plenário, deixando assim de fazer uma consulta pública, o que na visão dele é o mais indicado.

Projetos passam, mesmo com críticas aos vereadores

Vereadores chegaram até a pedir a inserção de mais dois projetos que não estavam na Ordem do Dia. O Plenário aprovou, mas depois de um tempo eles mesmo concordaram em discutir mais e protelar a votação.

Assim, a pauta seguiu a ordem da sessão e três projetos todos do Poder Executivo foram aprovados.

O primeiro abrindo crédito especial no Orçamento no valor de R$ 39.220,00 para aquisição de nova viatura para a Guarda Civil Municipal (GCM) e ainda a anulação de dotação no valor de R$ 4.220, à contrapartida Municipal.

A outra abertura, já de R$ 9.631,68 para viabilizar ações adotadas pela Secretaria Municipal de Educação, o mesmo procedimento na ordem de R$ 83.700,00 para ações da Secretaria Municipal de Transportes e Obras. O Poder Executivo, mandou no corpo do projeto críticas de que o Orçamento teria sido mal elaborado, por isto, a necessidade das mudanças.

Érik alfinetou o que considerou falta de respeito as criticar à Administração anterior e os vereadores que também votaram ano passado, o Orçamento de 2017. Sérgio Silva seguiu a mesma linha e afirmou que as anulações são de praxe. Avisou que tem muita coisa sendo modificada, inclusive uma “janela” de recursos disponível para ser instalada uma antena de celular no bairro Cidade Jardim. Roberto Donizetti Cardoso (PPS), lembrou que as críticas da Administração estão sendo constantes e que em um evento realizado na Praça Cônego Victor na semana passada, a Orquestra teve que parar para ser feito provocações. O próprio vereador Coelho que havia defendido o Executivo concordou com os colegas taxados oposicionistas.

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