Animais tem trazidos transtornos em missas, casamentos e celebrações e mudado a rotina da Igreja

 

Denis Pereira – A Voz da Notícia

Alguns líderes de pastorais e movimentos que pertencem a Paróquia Nossa Senhora D’Ajuda foram à Câmara Municipal na sessão desta segunda-feira (08), pedir solução para um problema que algum tempo a Igreja está enfrentando. A grande quantidade de cães que ficam na Praça Cônego Victor e, principalmente dentro da Matriz Nossa Senhora D’Ajuda está causando indignação dos fieis, que procuram o templo para orações durante o dia, ou participam das missas e outras celebrações realizadas.

Dona Mariângela Azevedo Cougo e Sebastião Lúcio de Mesquita (foto) se inscreveram e usaram a Tribuna Livre para tentar ter dos vereadores uma solução imediata para o problema. As reclamações são das mais variadas. Os cães uivam durante as missas e muitas vezes elas precisam ser interrompidas. Amedrontam e causam medo em crianças em adultos. Sem falar que alguns chegam a atacar as pessoas. O tapete não está sendo mais usado nos casamentos e mesmo assim a passarela muitas vezes está suja, onde eles fazem necessidades. Alguns chegam a morar dentro da Matriz.

Lideres da igrejaA exemplo de São Francisco de Assis, protetor dos animais, ninguém quer prejudicar ou maltratar os cães, muito menos os padres, porém, a situação está insustentável e a praça está se tornando um Canil. Os maus tratos que um ou outro comete, não pode ser atribuído ao pároco padre Ednaldo Barbosa. “As pessoas vêem a gente tocando o cachorro e outras pessoas jogando água, falam e postam no facebook que é o padre quem mandou e isto não é verdade. É uma iniciativa nossa, de cada um, que não aguenta mais esta situação”, afirmou Sebastião Lúcio.

Quem mais opinou sobre o caso é o vereador Francisco Fabiano Diniz, o Professor Popó (SD). Defensor dos animais, é levado a ele todos os problemas causados pela população canina. Porém, ele explicou desde o início a sua luta para tentar diminuir o número os cães de rua. Críticas à política adotada nas castrações, o descaso que a Administração vem adotando para resolver o problema que é de saúde pública segundo Popó, foram pontos que chamaram a atenção na sua fala. O Canil onde os cães são recolhidos está super lotado e a população continua colocando para fora de casa os animais, deixando a situação sem controle. Para ele, não adianta tirar os que estão na Igreja que outros vão chegar.

Para o vereador Paulo Vitor da Silva (PP), não há outra solução a não ser recolher os animais. Reforçando o discurso que fez há algumas semanas, Velório Municipal, Pronto Atendimento e Igreja não é lugar de cachorro e em todos estes locais está cheio. Na avaliação dele, prendendo os animais os donos terão mais cuidado e vão evitar de deixar os seus nas ruas.

O que eles concluíram é que será preciso oficiar o Poder Executivo, urgente, para tomada de providências imediatas. O documento deve ser assinado pelos 15 vereadores, que demonstraram estar solidários com a dificuldade que os cães estão provocando. Para José Henrique, o ofício deve ser endereçado também ao Ministério Público, já que este é mais um caso de saúde pública e, diante de uma inércia da Prefeitura, o órgão possa cobrar, mesmo que na justiça providências quanto ao caso.

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