*Profissionais entraram em acordo e vão assinar um TAC junto com a direção do Hospital

Os médicos decidiram em assembleia realizada na Casa Unimed na noite desta segunda-feira (31), a voltar a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis de Três Pontas. O retorno dos serviços deve ocorrer nesta quarta-feira (1º), no período da tarde.

Os serviços ficaram suspensos durante duas semanas e apenas os casos de urgência e emergência foram mantidos durante este período. O motivo foi a falta de pagamento de cinco meses de salários atrasados.

Os profissionais entraram em acordo com a Provedoria que administra a entidade e assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), intermediado pela Promotoria de Justiça, com a participação também do Sindicato dos Médicos, Associação Médica e a direção clinica do Hospital.

De acordo com o médico ortopedista Dr. Gilberto Ximenes Abreu, os atendimentos voltam ao normal assim que a decisão for formalizada.

A nova proposta que foi feita e aceita pela direção da entidade não foi divulgada. Ela foi intermediada pelo promotor Dr. Artur Forster Giovaninni em uma reunião realizada na sede do Ministério Público. “As coisas estão caminhando novamente e quem ganha com isto é a população”, comemorou Gilberto Ximenes.

O diretor clínico do Hospital Dr. Eduardo de Vasconcelos Camargo trabalha agora para refazer a escala dos profissionais, que deve ser normalizada nos próximos dias.

O obstetra Dr. Paulo Sérgio Diniz mencionou que a preocupação da classe é atender a população trespontana e de todos os municípios que fazem parte da microrregião. “O acordo foi feito em benefício do povo, que não pode ficar sem atendimento”, disse Paulo Sérgio.

O Hospital de Três Pontas pode não ser o ideal, mas é o melhor da região, avalia Dr. Gilberto, que cobrou sensibilidade dos prefeitos e gestores da cidade e da região que fazem parte da microrregião. A justifica pela cobrança é porque os trespontanos já demonstraram apoio, mas compete as autoridades ter bom senso e oferecer uma contrapartida.

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A suspensão dos atendimentos foi informada após assembleia no dia 10 de junho. Oficialmente, os médicos passaram a receber apenas os casos de urgência e emergência no sábado (15), com amparo do Conselho Regional de Medicina (CRM). O delegado do Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (Sinmed) Dr. Adrian Nogueira Bueno trouxe para a reunião, ofícios que foram encaminhados aos órgãos e autoridades que foram entregues no dia seguinte. Foram comunicados a Provedoria da Santa Casa, a Prefeitura de Três Pontas, a Promotoria de Justiça e a Câmara Municipal de Vereadores. A partir daí, a categoria deu 72 horas para que fosse feito o pagamento.
Uma proposta feita foi de se pagar mais um mês de salário, parcelar os outros quatro meses em 15 parcelas e reter a partir de agosto, 30% dos vencimentos e quitá-los assim que o Governo do Estado fazer o repasse do que deve ao Hospital. Os médicos queriam receber um mês, parcelar o restante em seis ou sete vezes e reter apenas 10%. Mas a direção alegou que não teria condições de honrar com o compromisso caso aceitasse. Com isto, a suspensão dos atendimentos foi mantida até agora.

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