EXCLUSIVO * Perícia encaminhou o material para Belo Horizonte.  

Uma ossada encontrada na estrada que dá acesso ao Distrito do Pontalete, chama a atenção e remonta a história de Três Pontas a séculos.

01Funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), trabalhavam a cerca de três quilômetros do Distrito. Eles faziam uma ligação da água do Pontalete a Comunidade da Marmelada e cavavam a  estrada usando uma retroescavadeira na manhã desta segunda-feira (27). De repente, a cerca de um metro de profundidade a máquina quebrou um pote grande, cheio de ossos dentro. Eles pararam o serviço e acionaram a direção da autarquia, que imediatamente chamou a Polícia Civil. No início da tarde, a Perícia de Varginha esteve recolhendo o material. O pote feito todo de barro preto, tinha vários desenhos feitos manualmente e uma pequena quantidade de ossos, bastante pequenos, aparentando ser dos membros inferiores e de um crânio. Os funcionários não esperaram e cobriram o local com terra novamente, já que atrapalharia a passagem de veículos.

O encanador Francisco da Silva Munhoz foi quem trabalhava no local, ao lado de uma lavoura de café e ficou satisfeito com uma possível descoberta arqueológica, já que isto pode fazer parte da história da Cidade, quando na verdade, Três Pontas nem era Município.

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Há muitas suspeitas e só mesmo exames detalhados é que vão indicar se a ossada é humana ou de animal. Se for de gente, pelo tamanho dos ossos pode ser de criança. O material foi recolhido e será encaminhado para o Instituto de Criminalista de Belo Horizonte. Não há previsão de quando saia o resultado dos exames.

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“Caso merece estudo”, diz historiador

O historiador Paulo Costa Campos foi consultado pela Equipe Positiva e ficou surpreso com a notícia, que considera ser um achado histórico. Disse que o caso precisa ser investigado por um paleontólogo e que não é caso de polícia, já que o local pode ter abrigado um Cemitério ou mesmo outras ossadas pode estar por perto. Ele descarta que seja escravos e afirma que naquela região, índios de Paraguaçu que viviam da pesca atravessavam o rio e quilombolas viviam na redondeza. Os índios tinham como ritual enterrar as ossadas em potes. Para Paulo Costa, um paleontólogo pode decifrar o mistério e incluir este achado na história da Cidade.

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