Se depender da Câmara Municipal de Vereadores, o Natal dos trespontanos será sem festa. Nem fogos de artifícios, ou mesmo a decoração que dá luz, cor e brilho à data mais importante do calendário está comprometida. É que os legisladores rejeitaram na pauta de votação na sessão desta segunda-feira (21), um Projeto de Lei que abre crédito adicional suplementar no valor de R$45 mil na Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo. Aprovaram em um outro pedido do Poder Executivo, recursos de R$2,5 mil, valor insuficiente para realizar o Natal. A verba rejeitada, provavelmente seria aplicada na contratação de alguma apresentação artística, na compra de fogos de artifícios e de materiais utilizados na decoração, que nos últimos anos tem atraído os olhares dos trespontanos na região central da Cidade. Sem falar na triunfal chegada do Papai Noel na Praça Cônego Victor. Tudo isto está comprometido se depender da Câmara.

As discussões inflamaram a oposição que foi ao extremo. Ainda mais que manifestantes dos movimentos “Baixar Salário de Vereadores de Três Pontas” e “Por Uma Três Pontas Melhor”, batiam ponto na reunião para cobrar a redução do número de vereadores de 15 para 11, votada e aprovada em segundo turno. Alguns compararam investimentos na cultura aos gastos com a saúde, como se todo o dinheiro do Município tivesse que ser aplicado na pasta.

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O mais teimoso foi o vereador José Henrique Portugal (PMDB). Para ele, não se pode gastar com festa se não tem remédio na Farmácia da Prefeitura, porém, o dinheiro é da própria Cultura. Outro que fez duras críticas foi Itamar Antônio Diniz (PRTB), falou da crise e disse que não se pode ouvir o barulho dos foguetes se a barriga está doendo de fome. Paulo Vitor da Silva (PP), não tem a mesma opinião dos colegas de oposição, apenas alfinetou a equipe de Governo por mandar dois projetos com um só objetivo.

Câmara e Paulo LuisA base tentou defender e explicar que a Prefeitura é cobrada para não deixar passar em branco, datas comemorativas, assim como justamente fez o vereador José Henrique durante o Pequeno Expediente. Ainda mais quando se trata do Natal, comemoração que envolve fé e o comércio, que tem na data a consagração de boas vendas. Vitor Bárbara (PDT) lembra que para fazer as comemorações é preciso dinheiro e que nenhum vereador é capaz de tirar o dinheiro do seu bolso para custear o festejo dos cidadãos. “Podem votar contrário, mas o povo vai saber que foi a Câmara que rejeitou e disse “não” ao Natal de milhares de famílias que gostam dos enfeites”, acrescentou.

Para o líder do prefeito na Câmara, o vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), é preciso pensar naqueles que não tem condições de fazer banquetes, pagar R$300, R$500 em clubes no Reveillon. “São poucos aqueles que se misturam aos mais humildes na Avenida e vão passar com eles a virada do ano”, tripudiou Serjão, ao pedir que os vereadores votassem favoráveis.

Na hora da votação, arrumaram uma confusão que nem mesmo todos que queriam votar favorável entenderam. Aprovaram num primeiro momento, o vereador Sérgio Silva. Depois Valéria Evangelista (PPS) se levantou. O presidente Luis Carlos da Silva (PPS) considerou ainda os votos do vice Geraldo Messias Cabral (PDT) e Francisco Cougo (PT). Mesmo assim, não foi o suficiente para aprovar o projeto e a situação acabou sofrendo uma derrota. O vereador Vitor Bárbara teve que deixar as pressas a sessão por problemas pessoais e não teve tempo de votar. Alessandra Sudério (PPS) está de licença e não compareceu.

Paulo Luis vai encontrar outra forma para atender o povo

O prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), se lembra bem da alegria que a Administração proporcionou no ano passado com a chegada do Papai Noel no início do mês de dezembro. A presença do Bom Velhinho marcou a inauguração da decoração nas praças centrais com muitas atrações musicais e culturais e artísticas. Os louros foram dados às Secretarias de Cultura e de Assistência Social.

A intenção é de fazer o mesmo, ainda mais bonita para o Natal de 2015. Os planos já começaram a ser elaborados, mas de acordo com Paulo Luis, a rejeição do projeto pode prejudicar um pouco. Mas ele garante, “mesmo a maioria dos vereadores não querendo que a gente leve uma celebração bonita no Natal, vamos fazer de todas as formas para atender o povo e encontrar uma solução para resolver esta situação”, adianta o Chefe do Executivo.

Uma das justificativas é que muita gente neste período natalino saem de suas cidades para visitar Três Pontas, outros trespontanos aportam por aqui simplesmente para verificar como está sendo comemorado a passagem do renascimento de Jesus Cristo. O gestor lembra aos “representantes do povo” que decorar as praças de jardins da Cidade, fazer a chegada do Papai Noel é uma ação que pensa nos mais humildes, que não tem condições de enfeitar com luzes suas residências. “O Poder Público pensa e faz é para estas pessoas, levando para a estes lares o espírito natalino”.

Sobre as explicações para rejeitar o projeto que destina os recursos para a Festa, Paulo Luis não tem dúvidas de que os vereadores aproveitaram a Casa cheia para fazer discursos populistas, se autopromoverem, ainda mais vindo daqueles que são conhecedores de leis. Exemplo disso, é que eles sabem ou devem saber como é administrada a Saúde no Município. “Todos os vereadores tem conhecimento de que não falta os medicamentos da “cesta básica” na Farmácia da Prefeitura. “Os que podem estar em falta é por questão de licitação, por conta de prazo que venceu ou o laboratório que fornece à Prefeitura está com problemas. Como tivemos recentemente um problema com a empresa que fornece a Ritalina. Não estávamos encontrando no mercado em nenhum laboratório”, orientou. Paulo Luis terminou reforçando que “não existe falta de medicamentos em Três Pontas”, repetiu.

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