O tempo estava diferente. Há um ano, a chuva ameaçava cair em Três Pontas. Dizem até que ela veio com intensidade em vários pontos do Município, mas não no Aeroporto Municipal Leda Mello Rezende onde se realizava a cerimônia histórica de beatificação do Venerável Padre Victor.

Neste 14 de novembro, segunda-feira, véspera de feriado, o tempo estava chuvoso, mas não foi empecilho para que a Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda ficasse completamente lotada por devotos e inclusive alguns romeiros que vieram para celebrar o primeiro aniversário da beatificação. A missa solene celebrada nesta tarde foi presidida pelo pároco padre Ednaldo Barbosa, concelebrada pelo vigário paroquial D’Ajuda André Luiz da Cruz, Rogério Augusto da Silva (da Paróquia Cristo Redentor), Roberto Donizetti Carvalho (da Paróquia de Santa Rita em Boa Esperança) e o Cônego Luzair Coelho de Abreu, Chanceler da Diocese e Pároco da Paróquia Santo Antônio em Campanha. Ao lado direito do altar, permaneceu o Bispo Emérito da Diocese da Campanha, Dom Diamantino Prata de Carvalho, que há um ano celebrou a cerimônia de beatificação, com o Cardeal Ângelo Amato, representante do Papa Francisco.

Na procissão de entrada, o relicário foi levado ao altar pelo presidente da Associação Padre Victor Airton Barros de Andrade e colocado a frente da imagem em local de destaque.

Logo no início padre Ednaldo lembrou da junção de esforços para a realização da celebração e agradeceu em especial o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS). O Chefe do Executivo também participou da missa comemorativa.

dsc01973Em seguida ao ato penitencial, Padre Roberto (foto) lembrou o pedido feito ao Papa, de inscrição do Venerável Servo de Deus Francisco de Paula Victor, no número de beatos da Santa Igreja. A resposta positiva do Papa que os católicos ouviram na cerimônia foi uma recordação agradável de ser ouvida novamente um ano depois.

Lida as letras apostólicas do Papa, há uma saudação especial ao “irmão Diamantino Prata”, assim se referiu o Santo Padre Francisco. Enquanto isto, os “novos” sinos da Matriz soavam da torre da Matriz pela cidade. Este é assunto importante que também marcada esta data, mas que só no final foi contado por padre Ednaldo.

São tantos motivos que tornam o 14 de novembro especial, que também se celebra a morte da Madre Tereza Margarida do Coração de Maria, a Nossa Mãe, que morreu neste desta data no ano de 2005 e se tornou exemplo pela sua vida dedica à fé, à Igreja e ao próximo. O processo de beatificação da fundadora do Carmelo São José já está em andamento em Roma.

O evangelho foi proclamado pelo Cônego Luzair que assim que se formou sacerdote trabalhou em Três Pontas. A homília foi feita por padre Rogério Augusto, que destacou o Beato Padre Victor como um modelo de vida, homem simples adorado pela Igreja do mundo inteiro, mas apelidado com um nome até pejorativo, de pai dos pobres, afirmou o pároco da Cristo Redentor. “Ninguém quer ser chamado assim, de pai dos pequenos, porque não dá projeção ou status, porém, ele viveu a luz da fé e da palavra de Deus.

Dom Diamantino não queria falar, mas atendeu a um pedido de padre Ednaldo e lembrou de quando assumiu a Diocese da Campanha e resolveu dar andamento no processo de beatificação. Ouviu que seria demorado, mas não desanimou e sempre acreditou que tudo que é bom é demorado e teve esperança de que tudo daria certo. Teve a grata satisfação de ter o apoio da Associação Padre Victor. Dom Diamantino no fim parabenizou a todos.

Sinos de Padre Victor estão restaurados e automatizados

Há seis anos quando chegava para assumir a Paróquia, padre Ednaldo Barbosa teve entre tantas missões a de restaurar os sinos que foram colocados por Padre Victor. Sabia que não seria fácil e muito menos barato, depois de fazer um levantamento dos custos que isto teria. Nesta semana, a empresa Sinos Piracicaba esteve fazendo o serviço e no domingo a missão foi concluída.

Os sinos, um é de 310 quilos, o outro 210 e o terceiro 60 quilos. Os três já existem na torre desde a época de Padre Victor e ficavam na torre da igreja antiga, construída pelo sacerdote que aqui permaneceu durante 53 anos. Com a restauração o sistema foi automatizado. “Conseguimos fazer essa restauração graças ao dinamismo que vocês vêm dando à Paróquia”, revelou. Mas para completar o carrilhão e ter uma nota mais grave, é necessário adquirir um sino maior, de 500 quilos.

Padre Ednaldo afirmou ainda que “se Padre Victor há tantos anos atrás colocou esses sinos nas torres da igreja antiga e hoje voltam a tocar convocando o povo para louvar a Deus, é a vida e o exemplo de Padre Victor. Essa majestosa Igreja merece e esse sino não poderá ter outro nome a não ser Sino Beato Padre Victor”.

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