O bate rebate entre o Poder Executivo e a oposição continua e parece estar longe do fim. Nos últimos dias, declarações em entrevistas vem mexendo com o meio político, após a visita do deputado federal Diego Andrade (PSD-MG). O assunto deixou a sessão desta segunda-feira (22), tensa do começo ao fim, do Pequeno ao Grande Expediente.

Na sua última entrevista o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), ele não perdoou os dois vereadores oposicionistas que mais batem no Governo, Antônio Carlos de Lima (PSD) e Paulo Vitor da Silva (PP). Muitas vezes, a posição de Antônio do Lázaro sai do campo político e vai para o pessoal.

Antônio respondeu usando a Tribuna no Pequeno Expediente, que Paulo Luis falou um monte de bobagens, principalmente quando se referiu que o vereador precisa passar óleo de peroba na cara, o chamando de cara de pau.

Ele comentou os temas abordados, começando pelos gastos de diárias do legislador, Antônio disse que os valores são as mesmas do gabinete do Prefeito e que elas são autorizadas inclusive por vereadores da base e que se houvessem irregularidades nisso, os próprios denunciariam.

Saindo do campo político, ele afirmou que Paulo Luis recorreu mas está perdendo o Cartório por questão de irregularidades e seus direitos políticos por três anos. Ele voltou a bater na questão do carro que transportava a filha do prefeito no seu primeiro mandato que se envolveu em um acidente, na presença dele em evento político, usando carro oficial, a antena desligada no Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, não é coisa de gente honesta, como fala tanto o gestor. Para Antônio, Paulo Luis vive perseguindo servidores e repetiu que é o responsável por perder mais de R$21 milhões.

Sobre a alegação de que não traz ou faz nada para o Quilombo, Antônio atribuiu a si próprio, os méritos das obras realizadas no Distrito que somam segundo ele, mais de R$1 milhão, mais R$2 milhões no Pontalete, a ligação de água na Comunidade da Marmelada, R$110 mil que o prefeito não aceitou para a instalação de duas Academias ao ar livre, no bairro São Judas Tadeu e no Quilombo.

Paulo Vitor da Silva (PP), lamentou ter que gastar tempo para rebater as ‘asneiras’ ditas por Paulo Luis, classificou Paulinho, que afirmou que se baixou o nível. Sobre o que ele foi acusado, de que queria gastar os R$50 mil que conseguiu para a Secretaria Municipal de Esportes, lembrou que não tem autonomia e que o recurso isto só pode ser feito via Prefeitura.

Na visão dele, a entrevista foi de uma infelicidade enorme. Reforçando sua posição contrária a Administração, Paulinho desconhece que 70% das propostas feitas no Plano de Governo estejam cumpridas, como foi divulgado a poucos dias. Citou como exemplo, a construção de uma piscina térmica no Centro de Convivência dos Idosos, medicamentos anunciados que seriam entregues em casa e consultas marcadas por telefone ou via internet. “Alguém pode me dizer o contrário, mas eu não me lembro ter visto isto sendo cumprido”, acrescentou Paulo Vitor.

Já Alessandra Vitar Sudério (PPS), não citou nomes e não entrou em detalhes, mais se mostrou chateada com coisas que não precisava acontecer. A socialista advertiu que quem fala o que quer, tem que estar pronto para ouvir o que não quer. Por isto, é preciso se darem o respeito, independente do posicionamento político. “A gente precisa respeitar uns aos outros, hierarquia e tomar cuidado com o que se fala”.

Sérgio Eugênio Silva (PPS), disse que respeita as opiniões das pessoas, o que para ele é uma questão de educação, mas se o problema for pessoal, é necessário resolver via judicial.“Se bate, bate e quando vem a resposta que acho que até demorou para acontecer, se assusta”, declarou. Quando ouviu burburinho vindo da bancada, falou que, a quem a carapuça serviu podem vestir a vontade. Sobre o cumprimento das propostas de campanha, Serjão recordou da promessa da gestão anterior de treinar a Guarda Civil Municipal (GCM) pela SUATI e nem por isto ficou batendo.

No Grande Expediente, Antônio do Lázaro revelou que através de seus meios, consegue realizar mais exames do que a própria Secretaria Municipal de Saúde. Ele deu a entender que com jeitinho e usando a amizade com alguns servidores, que ele não quis dizer os nomes, consegue benefícios na Secretaria, sem o prefeito saber. No meio da fala, soltou um palavrão e o presidente Luis Carlos da Silva (PPS), depois do espanto de algumas pessoas que assistiam a sessão, teve que contê-lo.

Sérgio Silva voltou calmamente à Tribuna, cobrou respeito e quis saber sobre o enriquecimento ilícito que Antônio se referiu quando tratou do Prefeito. Ele quis intervir, Sérgio e Antônio bateram boca e o tempo fechou.

Paulinho também retornou, falou que não se pode colocar uma ‘pá de cal’ nestes assuntos da perda de recursos e que ele vai continuar cobrando, pois não enxerga os avanços que a Administração diz estar acontecendo. Fez um longo discurso, lamentou sobre o possível fechamento da ABRAÇO e também não se intimidou para criticar o Poder Executivo.

O petista Chico Botrel anunciou que soube de um recurso disponibilizado pelo deputado federal licenciado Odair Cunha, atual secretário de Estado de Governo, no valor de R$130 mil para a Secretaria Municipal de Educação.

COMPARTILHAR

Comentários