Por Loui Jordan

Qual a sua definição de clássico? No dicionário do futebol, o clássico nada mais é que o confronto entre duas equipes de grande rivalidade. A 6° rodada do Campeonato Brasileiro, reuniu alguns jogos desse gênero, foram três para ser mais preciso. Todos eles valiam mais do que os três pontos.

A responsabilidade foi dada aos dois

Em Belo Horizonte, Atlético e Cruzeiro se enfrentaram no Independência, onde o galo levou a melhor pelo placar mínimo de 1 a 0. O jogo no primeiro tempo ficou devendo muito, o Atlético tinha um Ricardo Oliveira finalizando mais do que de costume e o Cruzeiro tendo um pouco mais de dificuldade em criar jogadas rápidas.

Já no segundo tempo ambas equipes tiveram mais intensidade, principalmente os donos da casa. Bom dizer que o time celeste perdeu o meia Mancuello expulso aos 2 minutos da etapa final, com isso o alvinegro teve mais espaço e chegou ao gol com Roger Guedes aos 15 minutos. O atacante contou com a sorte, o zagueiro Manoel tentou tirar e chutou a bola na direção de Roger que sem querer empurrou para as redes de Fábio. 

O Cruzeiro teve uma bela falta cobrada no final do primeiro tempo por Rafael Sóbis, teve um chute de Bruno Silva que obrigou Victor a fazer uma bela defesa e contou com o dinamismo de Arrascaeta quando entrou na etapa complementar. O técnico Mano Menezes colocou o time reserva para o duelo e mesmo assim dificultou muito a vida do Atlético, que continua pressionado, agora por ser líder depois de 3 anos, disputar apenas o Brasileiro e por não ganhar esse título há 46 anos.

A raposa vendeu o sábado ou melhor, trocou o clássico pelo primeiro lugar de seu grupo na Libertadores e entrará em campo com esse peso, agora é vencer o Racing no Mineirão pela Competição continental, na próxima terça-feira (22), já o galo só entra em campo sábado (26) quando recebe o Flamengo pelo Brasileirão.

Polêmicas, expulsões e mais um clássico fraco

No Rio de Janeiro, Flamengo e Vasco fizeram o clássico das multidões no Maracanã. O jogo poderia confirmar o bom momento do time rubro-negro, mas foi diferente. O time de São Januário começou até melhor que o rival, mas foi o flamengo que abriu o placar, aos 13 minutos Vinícius Junior aproveitou rebote do goleiro e fez 1 a 0.Quatro minutos depois, Wagner de cabeça fez o gol de empate quando o cronômetro marcava 17 minutos.

Ainda no primeiro tempo, Réver quase fez contra o patrimônio e ainda saiu machucado, em seu lugar entrou Rhodolfo. No segundo tempo o jogo continuou o mesmo, parecia que o empate era o resultado mais justo, Dourado até balançou as redes, mas estava impedido. No apagar das luzes, os dois times perderam jogadores por expulsões, Rhodolfo e Cuellar pelo flamengo e Riascos e Breno pelo Vasco, o resultado de 1 a 1 fez justiça ao pobre futebol apresentado.

O duelo deixou as seguintes perguntas, será o Flamengo esse time todo? De onde o Vasco tira forças para fazer um bom campeonato? O Cruzmaltino faz uma temporada fraca, porém o time que toma muitos gols, tem feito um campeonato bom nesse início, por outro lado é um elenco limitado. O Vasco ainda reclama que o primeiro gol foi irregular pelo fato de Diego que participou da jogada, estar impedido na origem do lance.

O time da gávea vive do céu ao inferno, o Flamengo poucas vezes convence, embora vença com regularidade, falta ao time uma sincronia maior. Os rivais históricos entram em campo essa semana pela Libertadores, o Vasco visita a Universidad de chile na terça (22), o Flamengo vai até a Argentina enfrentar o River Plate na quarta-feira (23).

A vitória que explica algumas coisas

Na capital paulista, São Paulo e Santos jogaram no Morumbi e o cenário foi favorável ao tricolor. Foi de longe o clássico com mais volume e intensidade, muito por responsabilidade do bom futebol jogado pelo São Paulo. O Santos que tinha o técnico Jair Ventura na corda bamba, não criou quase nada no primeiro tempo, enquanto Nenê, Diego Souza e Reinaldo levaram perigo para os donos da casa.

O segundo tempo começou com o time santista mais acordado, mas foi Diego Souza que fez o único gol do jogo, aos 10 do segundo tempo em um lance de oportunismo. O time do Morumbi teve boas trocas de passes e belas interceptações, o peixe conseguiu um melhor desempenho na etapa complementar, mas não foi suficiente para impedir a derrota.

Antes da partida, tanto tricolores quanto santistas sabiam da importância do jogo para tirar de um, os empates que faziam o torcedor olhar com desconfiança e dar ao outro, um crédito pelos resultados e performances irregulares. O São Paulo ganhou um tempero de garra uruguaia que merece ser observada, hoje é um time de mais sangue e coração, talvez tecnicamente não seja o melhor dos conjuntos, mas os jogadores têm suado mais a camisa.

Por fim, o Santos até agora não mostrou a que veio, não ganhou uma cara, precisa de melhores partidas para ganhar confiança. Assim como alguns clubes, o peixe é o time que não encanta e oscila em propostas de jogo, mas permanece nas competições que disputa, apesar de aparentar vida breve nelas. O próximo adversário do São Paulo será o América em Minas no domingo (27), o Santos recebe o Real Garcilaso pela Libertadores nessa semana na quinta-feira (24).

 

 

 

 

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