Por Loui Jordan

A segunda fase da Copa do Mundo FIFA 2018 teve grandes confrontos e o duelo entre brasileiros e mexicanos foi mais um. Em jogo válido pelas oitavas de final, o Brasil venceu por 2 a 0 e acabou praticando um futebol de vencedor. É claro, não foi um show ou um espetáculo, mas os comandos de Tite souberam jogar o jogo, foram objetivos em vários lances. O México até jogou no primeiro tempo, porém com o decorrer da partida se apequenou diante da forte seleção brasileira.

Resumo do Jogo

No primeiro tempo o jogo foi equilibrado. O técnico Osorio colocou seu time para jogar com dois atacantes abertos, Vela e Lozano deram trabalho. Mesmo com os mexicanos jogando de forma ofensiva no início, o Brasil pouco conseguiu contra-atacar. Por falar em Brasil, a equipe contou com lances individuais para tentar resolver na primeira etapa e não conseguiu. O goleiro Ochoa fez boas defesas e sempre que o México chegava com perigo, era interceptado pela defesa brasileira.

O segundo tempo começou muito diferente, se no primeiro o México avançou suas linhas e jogou no campo do Brasil por 25 minutos, o que se viu na segunda parte foi o Brasil controlando mais. A seleção comandada por Tite, teve em William o grande motorzinho do time na segunda etapa, deixou de ficar refém atuando apenas na ponta-direita, passando a flutuar e ter mais espaço por dentro. Desta forma saiu o primeiro gol da partida, Neymar foi para cima da marcação e tocou com classe para William que infiltrou em diagonal rente a grande área e chutou cruzado, Ochoa defendeu cedendo o rebote e Neymar que havia iniciado a trama concluiu para o fundo das redes, aos 5 minutos do relógio, Brasil 1 a 0 em cima do México.

Com isso, o México teve que partir para o empate. Era visível o domínio do Brasil, pois ter a bola significa ter o controle dela e não do jogo em si. Por mais que os mexicanos tentassem furar o bom sistema de marcação adversário, não dava tantos sustos assim. A tônica da partida levava a crer que o Brasil estava mais próximo da vitória, do que o México do empate, isso foi carimbado com o segundo gol. Fernandinho que entrou no lugar de Coutinho, roubou a bola e acionou Neymar na meia-esquerda, o camisa 10 que estava fazendo outra destacada atuação, prosseguiu e finalizou. Ochoa chegou a resvalar na bola e desviar da trajetória do gol o chute fraco de Neymar, mas Firmino não desperdiçou, atento ele só empurrou para o gol, aos 42, Brasil classificado as quartas 2 x 0 México.

O Juiz deu 6 minutos de acréscimo, no entanto não bastou de nada. O jogo ainda teve faltas sem necessidade em Neymar e mais uma vez algumas críticas a Jesus que passou em branco, o lado bom é que foi importante e voluntarioso na marcação. Thiago Silva foi um monstro mais uma vez, o México foi bem na etapa inicial e abafou o Brasil, precisava do gol para fazer o jogo que eles queriam, não conseguiram e agora voltam para casa com o velho discurso que dão trabalho para a camisa pentacampeã mundial, só que desta vez não.

Atuações de gala

Neymar e William foram os destaques do time brasileiro. O craque que já evoluiu contra os sérvios, fez uma partida que o consolida como o fator diferencial da seleção. William que sempre foi e será cobrado pelo seu potencial, mostrou sua melhor versão nessa Copa, principalmente no segundo tempo. Coutinho fez um jogo comum, ele vinha bem e oscilar é normal. Paulinho ajudou na marcação após o momento de domínio mexicano e Jesus que ainda não fez gol, colaborou também na ajuda coletiva e tornou-se auxiliar de lateral esquerdo na etapa complementar. Talvez o Brasil mude o sistema, Casemiro não entrará em campo no próximo duelo devido ao cartão amarelo que recebeu. Fernandinho é o substituto natural. Tite conhece seus jogadores e se cada um aplicar em campo o que tiver de melhor, o Brasil é o grande candidato a título ao lado dos Franceses.

Os reparos para as quartas

A seleção deve ter o mesmo empenho tanto na parte física, técnica e tática. Não deixar o psicológico ditar as ações em momentos de conflito é essencial. Na parte tática, Paulinho deve ter como função primária a marcação, muitas vezes o volante deixa Casemiro sobrecarregado. Fagner e Filipe Luís não comprometeram, o lateral esquerdo gosta muito de jogar por dentro, deve saber auxiliar Neymar mais pela beirada e deixar Coutinho flutuar com mais espaço. É bem verdade que Filipe tende a ir para o centro mais em jogadas que se iniciam, entretanto é necessário ter a percepção que o time as vezes precisa de mais amplitude em alguns casos.

Já o lateral direito, precisa ser melhor orientado e auxiliado na bola aérea, ele fez uma bela jogada que resultou na finalização de Paulinho aos 13 minutos do segundo tempo. Gabriel Jesus deve ter um poder de conclusão mais rápido e cirúrgico, muitas vezes o atacante tentava limpar melhor a jogada para a finalização e na sequência falhava ouera interceptado. No mais, o time permite muitas finalizações de fora da área, é verdade que existe um equilíbrio no balanço defensivo e ofensivo, falta a alguns jogadores participarem mais e melhor.

Próximo desafio

O Brasil volta a campo sexta-feira (6) às 15 horas pelo horário de Brasília para enfrentar a Bélgica nas quartas de final em Kazan. Os belgas eliminaram o Japão, a partida terminou 3 a 2 em favor dos europeus, a ótima geração belga é um grande time que possui excelentes peças. Pelo que vimos até aqui, o Brasil larga na frente com um leve favoritismo, os últimos jogos mostram isso, fora que a Bélgica sofreu demais contra os japoneses. Tudo pode acontecer nesse duelo, os belgas estarão diante de um grande adversário pela frente e precisam provar seu valor, já o Brasil conta com o conjunto de jogadores também excepcionais e uma camisa pesada.

 

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