A Prefeitura tomou uma iniciativa enérgica, em uma situação que se arrastava há muito tempo, que causava revolta em quem via, incomodava consumidores e comerciantes e deixava uma má impressão em que passava pelo centro de Três Pontas.

O problema era propriamente os moradores “em situação de rua” que ocupavam a Praça Cláudio Manoel e que depois se transferiram para a Avenida Oswaldo Cruz, no cruzamento com a Avenida Ipiranga, onde ocupavam até a tarde desta segunda-feira (06).

Quantidade enorme de papelão, peças de roupas,entre outros materiais foram retirados da Avenida

A Guarda Civil Municipal (GCM), montou uma Operação denominada “Cidadania” para retirar dois homens que insistiam em viver ao relento. Eles já foram mais, mas com a chegada do inverno, dos dias mais frios e madrugadas geladas, muitos voltaram para casa. Contando com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência, a operação comandada pelo comandante da GCM Sargento Edward Naves contou com testemunhas, que viram que as equipes conseguiram convencer os rapazes a morarem de forma digna. Eles enfim aceitaram ajuda e agora tem uma casa, disponibilizada pela Prefeitura, com estrutura e tudo aquilo que todo mundo precisa para viver, debaixo de um teto.

Do local, os funcionários retiraram colchões molhados, cobertores, muito papelão, garrafas, materiais recicláveis, restos de comida e roupas velhas. A Operação transcorreu de forma tranquila e a expectativa é que eles permaneçam no local disponibilizado. Eles trocaram o relento por uma casa, onde vão poder se alimentar, tomar banho, dormir com mais conforto e segurança, o que era impossível fazer onde estavam.

Insistência já não é de hoje

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Foto: Arquivo

A questão das pessoas em situação de rua, ou os pedintes que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, próximo do semáforo e do cruzamento com a Avenida Ipiranga, já rendeu muito, incluindo debate na Câmara Municipal de Vereadores durante uma sessão ordinária. A oposição criticou e chamou o Executivo de inerte, porém os servidores demonstraram em reportagem publicada pela Equipe Positiva, que os profissionais de vários setores há um bom tempo já tentavam resolver o caso. A presença deles naquela redondeza já era registrada antes de 2013. As equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), demonstraram com registros, quantas vezes tentaram mudar a realidade destas pessoas. Muitos desfechos com finais felizes aconteceram, de um casal por exemplo, que vivia ao lado do Pronto Atendimento Municipal e depois em um jardim em frente ao Conselho Tutelar na Rua Barão da Boa Esperança.

Além de serem trespontanos, a maioria, em maio era de gente que tem família, que não aceitou tratamento e atendimento psicológico, clínico e psiquiátrico, incluindo avaliação, exames e até tratamento odontológico. Sabendo que não estavam cometendo crimes vivendo na Avenida, eles insistiam nos seus direitos, negavam qualquer tipo de tratamento ou qualquer ajuda que a Secretaria de Assistência pudesse oferecer. O próprio Ministério Público, já solicitou informações e esclarecimentos por parte dos órgãos, onde foi encaminhado relatórios com todas as ações realizadas e também solicitado apoio do MP, diante das limitações do poder público municipal não pode agir ao arrepio da lei, retirando estas pessoas a força.

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