A Associação Padre Victor de Três Pontas certamente ainda fará um balanço das festividades que beatificou o Servo de Deus, Padre Francisco de Paula Victor, o primeiro ex-escravo do Brasil a ser tornar beato. O evento realizado no Aeródromo Municipal Leda Mello na tarde de sábado (14), era o sonho de tempos antigos que se realizava.

A preocupação da organização que envolveu a Diocese da Campanha, Prefeitura e Governo do Estado de Minas Gerais, foi em receber bem e com segurança, os fiéis e devotos, vindos de várias formas de tudo quanto é lugar do Brasil. Por isto, uma estrutura gigantesca foi montada em todos os quesitos. Esquema especial no trânsito, desde as rodovias com restrições e fechamento de várias vias no Centro e em torno do local do evento. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Brigadistas, equipes médicas e de enfermagem não faltaram e, pelo que se viu no número de gente que foi à cerimônia, a precaução das instituições e corporações foi um destaque que chamou a atenção. A expectativa divulgada era de que 100 mil pessoas participassem, mas os números ficaram muito aquém disso. No Aeroporto participaram cerca de 25 mil pessoas, número que é contestado por algumas lideranças da organização, mas somente os primeiros bolsões ficaram lotados.

O secretário de Governo Odair Cunha, prestigiou o ato representando o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que viajou para Governador Valadares. Também acompanharam a cerimônia os secretários de Estado de Turismo, Mário Henrique Caixa, e de Cultura, Ângelo Oswaldo, além do prefeito Paulo Luis Rabello, do presidente da Câmara Luis Carlos da Silva, lideranças políticas e religiosas da região.

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A primeira procissão luminosa com a nova imagem do Beato, no começo da noite de domingo, levou uma multidão a acompanhar todo o trajeto. Segundo cálculos da PM eram cerca de 5 mil pessoas. Do Carmelo São José até a Matriz Nossa Senhora D’Ajuda, moradores e fiéis admiravam o andor que estava todo iluminado. Quando a imagem chegou na Praça Cônego Victor já tinha muita gente aguardando dentro e fora da Igreja.

Dom Diamantino esclareceu no fim da celebração que as despesas foram altas, mas que os parceiros – Prefeitura e Governo de Minas foram fundamentais. Elogiou a atuação da comunidade que contribuiu financeiramente ou com orações, os padres, os responsáveis pela Causa de Beatificação em Roma na Itália e os membros da Associação Padre Victor que gerem voluntariamente ao longo de tantos anos esta causa tão nobre.

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