*Oposição cobrou ações imediatas da Assistência Social. Situação reconhece problemas, mas afirma que é preciso apoio dos órgãos para resolver

O Pequeno Expediente da sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (18), teve como ponto crucial a questão de homens e mulheres que ficam pedindo dinheiro para beber, até usar drogas no cruzamento da Avenida Oswaldo Cruz com a Rua Frei Caneca, bem no centro de Três Pontas. Alguns já estão lá a tanto tempo que dormem e ficam expostos ao sol e a chuva, diariamente.

Quem mais uma vez puxou o assunto, foi o peemedebista José Henrique Portugal. Dizendo estar inconformado com a situação deplorável, ele buscou ajuda, com o médico psiquiatra Dr. Marco Túlio Silva Neves, que se dispôs a atender e tratar daquelas pessoas. Portugal afirma que reconhece que elas tem o livre arbítrio, mas neste caso não é bem assim, já que na visão do parlamentar, elas estão se matando. Ele prometeu levar o problema ao conhecimento do Ministério Público (MP), incentivando a criação de uma Ação Civil Pública, para resolver o problema caso o Município não consiga solucionar. “São pessoas doentes, que precisam de cuidados”, justifica José Henrique.

Câmara 1 18-05-15

Quem também concordou foi o vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), que ironizou que a situação daqui a pouco pode virar uma epidemia, como a Dengue. Isto porque, a presença destas pessoas agora está também na Rua Barão da Boa Esperança e na Praça Prefeito Paulo de Paiva Loures, a Praça do Centenário. Para Antônio do Lázaro, não tem como não haver meio jurídico para retirar aquelas pessoas próximas ao semáforo.

Para Paulo Vitor da Silva (PP), é triste ver as condições que aquelas pessoas vivem, pior então é ver a omissão do Poder Público. A consequência é tão grande que as pessoas estão impedidas de passar por aquele trecho da Avenida, com a presença deles dia e noite.

Geraldo Messias (PDT), registrou o trabalho que é feito pela Secretaria de Assistência Social, mas reconhece que medidas precisam ser adotadas. Adicionou nas explanações que o Município tem sofrido com a falta de repasses do Governo Federal aos diversos programas sociais.

A vereadora Alessandra Sudério (PPS), partiu para o lado sentimental, opinou que a situação é de dar dó e as cenas protagonizadas por aqueles homens e mulheres são de machucar o coração. Ainda mais que a maioria tem família, casa própria, são de Três Pontas mas preferem viver na rua, por opção e se recusam a ser ajudados.

Sérgio Eugênio Silva (PPS), disse que é necessário apoio e porque não consultar a justiça. Reinterou que a Secretaria de Assistência Social, não tem sido omissa e cobrou que até agora, ninguém havia sugerido uma Audiência Pública, convocando autoridades para encontrar uma alternativa para ajudar os pedintes que tem se sustentado com a ajuda de alguns que passam por lá e acabando dando esmolas. Aliás, é assim que eles tem vivido.

Mesmo oposição, Itamar Antônio Diniz (PRTB), diz ser testemunho das ações desempenhadas pela Assistência e que foi ele o primeiro a trazer o tema a tona na Câmara. Por diversas vezes, Diniz diz ter visto os esforços de pastores, de igrejas que tem ajudando a tentar junto com a Prefeitura, encaminhar aquelas pessoas, mas terminou cobrando que é imprescindível algo emergente. Na visão dele, é preciso realizar uma reunião com os órgãos para debater o assunto de forma integrada.

EDUCAÇÃO – O vereador petista Chico Botrel ressaltou o início do cumprimento do Governo de Minas com os profissionais da educação. O governador Fernando Pimentel enviou à Assembleia Legislativa o projeto de lei que reajuste em 31,78% o salário dos professores até 2017. Botrel afirmou que o PSDB não cumpriu a promessa feita ao longo dos anos de governo tucano. Outro governador que enfrenta problemas é Beto Richa, também do PSDB que manda bater mas não resolve a questão salarial dos servidores da educação.

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