Denis Pereira – A Voz da Notícia 

Os vereadores que compõem a Câmara Municipal de Três Pontas se reuniram na sessão desta segunda-feira (24) para votar a pauta divulgada pela Assessoria Legislativa. Como é previsto, ela foi alterada, com a retirada de um projeto e a inserção de um veto do Poder Executivo a uma proposta da maioria dos vereadores. A ‘bola da vez’ é o Programa do Governo do Estado, “Ver Minas” que oferece consultas, exames e cirurgias oftalmológicas, como a Catarata para pacientes a partir de 50 anos. Já sobre o assunto, a secretária da Mesa Diretora vereadora Alessandra Vitar Sudério Penha (PPS), leu ofício enviado pelo prefeito Paulo Luis Rabello (PPS), sobre a carreta que estava garantida para Três Pontas. Tanto é que foi solicitado da Fateps, o pátio da instituição para abrigar toda estrutura exigida e a faculdade já havia disponibilizado o espaço.

A própria Alessandra no Pequeno Expediente, falou entre linhas que o povo estava agradecido, mas houve vaidade e capricho, quando o foco principal deveria ser o povo. A perda da carreta do programa da Secretaria de Estado da Saúde foi o foco da reunião. Valeria Evangelista (PPS), lamentou que o programa não virá mais. Por outro lado, as pessoas estão sendo levadas para Campos Gerais. “Quero parabenizar as pessoas que tentaram manter a carreta aqui na nossa cidade. Como tiveram outras que lutaram para retirar de nós estes atendimentos. Estou dividida entre tristeza e alegria”, diz Valéria.

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD), atacou de novo o Executivo e acusou o prefeito Paulo Luis de por questões políticas ter perdido a vinda da carreta para a cidade. Tanto que ele e Paulinho estiveram com o secretário de Estado de Saúde pedindo com o deputado federal Diego Andrade para que ela atendesse Três Pontas e não Campos Gerais. “Só foi para lá porque o prefeito não aceitou”, desabafou Antônio.

Paulo Vitor da Silva (PP), começou agradecendo o presidente Sérgio Eugênio Silva (PPS) por ter disponibilizado a Câmara Municipal para que fazer o cadastro das pessoas que estão sendo levadas para Campos Gerais. Paulinho foi até a cidade de manhã para conferir de perto o serviço prestado pelos profissionais na unidade móvel de atendimento. “É com tristeza que me deparo com algumas situações. Estou me referindo a ofício que o prefeito envia afirmando que não tem estrutura para receber o Ver Minas, quando em Campos Gerais os atendimentos estão sendo feitos em tendas montadas na praça central. Podemos lembrar aqui do Estádio Ítalo Tomagnini, o próprio Sest/Senat. Paulinho também comentou na Tribuna que ele e Antônio estavam acompanhados do deputado estadual Dilzon Melo quando foi dito que havia a intervenção do deputado Diego Andrade para que a unidade viesse para atender os trespontanos. Ainda segundo o vereador, nesta segunda-feira foram levadas 50 pessoas e nesta terça mais 100.

O vereador Geraldo Messias Cabral (PDT), disse que no Brasil quando se tratam de política, as pessoas estão preocupadas com si próprias e manipulando as mais carentes, mal informadas, como é o caso do Ver Minas. “Ao ouvir uma notícia procure saber se aquilo é realmente verdade. Esta é uma questão vergonhosa, pois não existe o gestor que não queira o benefício, só se for em caso de loucura”, avalia Geraldo.

Luis Carlos da Silva (PPS), pregou união em favor de melhorias para a cidade, independente de onde ou através de quem vir. Ele acha que falta humildade nos colegas, já que quando o filho é feio ninguém quer, mas quando é bonito tem muitas paternidades. A intenção de Luisinho é que todos se unam para conseguir novamente a carreta para Três Pontas, já que não serão todos levados desta vez para a cidade que está recebendo o Programa.

O presidente Sérgio Silva fez primeiro um marketing da Administração, a chegada de máquinas e caminhões que já estão no Município. Mas, o sobre o caso em foco, sabe que foi politicagem que a carreta foi transferida o que causou indignação no Chefe do Executivo. “Estive em Belo Horizonte e sei que até o dia 13 estava tudo garantido”, discursou. Para ele, a preocupação agora não é mais o Ver Minas e sim os projetos que estão protocolados na SES-MG, o da Hemodiálise e da UTI Neo Natal, já que houve a troca de secretários, saindo um do PPS e entrando agora um do PSD.

Pauta alterada

O primeiro projeto em pauta foi discutido, mas os vereadores Paulo Vitor e Antônio Carlos pediram vistas acatado pelo Plenário. A proposta é realizar licitação para o uso do Parque Municipal Vale do Sol, para um prazo de 10 anos ininterruptos. A área total é de 72.100,00 m² e a vencedora deverá cumprir uma série de encargos e obedecer as restrições.

Os vereadores Paulinho e Antônio questionaram sobre a série de encargos que quem vencer a licitação terá que cumprir. A intenção é que o procedimento seja feito e a Casa Pietá vença e se mantenha no local onde eles já trabalham com recuperação de dependentes químicos. Alguns tentaram fazer emendas aditivas e suprimir alguns artigos, mas o projeto foi retirado. Sérgio Silva alertou que o Ministério Público já tem cobrado providências quanto ao uso do imóvel, solicitando inclusive que a prefeitura deve tomar dentro de um prazo apertado.

O projeto 032 está estabelecendo que a Serra de Três Pontas seja estabelecida como área de proteção ambiental, com a finalidade de proteger, ordenar, garantir e disciplinar o uso racional dos recursos ambientais, inclusive suas nascentes de água, ordenando o turismo recreativo, as atividades de pesquisa, promovendo o desenvolvimento sustentável daquela região, criando a APA da Serra do Município.

Outro projeto simples votado pelos vereadores, é a alteração na Lei Municipal número 3.472 que autorizou o Poder Executivo a conceder subvenções e contribuições às entidades e instituições em 2014, acrescentando o Caixa Escolar Edna de Abreu da Escola “Professor Manoel Jacinto de Abreu”, cuja transferência é de até R$1,2 mil, para cobrir os gastos com pequenas despesas.

Por iniciativa dos vereadores José Henrique Portugal e Luis Carlos da Silva, os empresários Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues, donos da Organização de Luto Cônego Victor, serão homenageados com uma Moção de Aplausos. A honraria é pelos 15 anos de serviços prestados à comunidade trespontana. Não é de praxe autor da proposta conferir os votos, já que eles são secretos, mas José Henrique já aposto ao lado da Mesa da Presidência foi até a urna acompanhar a apuração.

Não estava na pauta, mas o vereador Joy Alberto solicitou do Plenário Presidente Tancredo Neves a inclusão na pauta o veto do Executivo. Acatado, a maioria dos vereadores mantiveram a decisão do Executivo de não autorizar que os proprietários de lotes com um sem residências, com área individual de terreno igual ou superior a 125 metros quatros e com frente mínima de cinco metros possam fazer o desmembramento com a regularização perante o Cadastro Imobiliário e o Serviço Registral de Três Pontas. Não adiantou as alfinetadas que José Henrique deu quando questionou se as escondidas, no anonimato, ou por trás das cortinas, os colegas iriam votar a favor dos pobres. Para ele, o projeto não tem nada de inconstitucional, mas sim um alto cunho social.

O projeto de iniciativa do vereador Paulo Vitor, com apoio dos vereadores Luis Carlos, José Henrique, Antônio Carlos, Edson Vitor, Chico Botrel, Professor Popó, Chico Cougo, Geraldo Messias, Itamar Diniz, Joy Alberto e Vitor Bárbara, é do dia 06 de março e havia sido aprovado por unanimidade. Houve confusão na hora da votação. Tinha voto da Moção de Aplausos na urna quando foram votar o veto. O vereador Paulinho contestou e quis que a votação fosse anulada, mas isto não aconteceu. O presidente Sérgio Silva disse que o voto não influenciou no resultado e ele foi anulado.

DSC00333-001

COMPARTILHAR

Comentários