O helicóptero do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais de Varginha, o Arcanjo 03, sofreu danos em uma das suas pás, na tarde desta terça-feira (19). O incidente foi quando a equipe voltava de uma missão na rodovia Fernão Dias e ao fazer o pouso no heliponto na base no 9º Batalhão de Varginha, uma pipa entrou contra  o rotor principal da aeronave.

O incidente não teve grandes proporções, mas casos assim, podem levar a queda das aeronaves ou causar danos irreversíveis, ferindo inclusive os tripulantes operacionais que executam atividades externas a aeronave para resgate de vítimas.

No momento, o mecânico da aeronave em Varginha está fazendo uma avaliação nos danos causados na pá atingida e após isso liberar a mesma para a continuidade do serviço da Companhia de Operações Aéreas ou a

Capitão Fábio mostra a linha que ficou enroscada em uma das pás do helicóptero
Capitão Fábio mostra a linha que ficou enroscada em uma das pás do helicóptero

parada do equipamento para troca.  “Fica nosso apelo à toda população para que oriente seus filhos a não empinar pipas, próximo aos pontos de pouso e decolagem de helicópteros, tanto na cidade Varginha como nas cidades do Sul de Minas”, solicitou o Capitão Fábio Dias, comandante da Companhia de Operações Aéreas dos Bombeiros de Varginha.

Por causa de uma pipa e linhas, o equipamento pode ficar indisponível para atendimento às pessoas de todo o estado por tempo indeterminado, até a manutenção.

397781f2-b5b1-4aab-a5ca-9a5ac94457a6Na segurança pública também já aconteceram acidentes fatais por causa de linha de pipa. Elas cortaram as cordas enquanto tripulantes operacionais realizavam o mcguire. Essa técnica é utilizada para extração de vítimas de lugares inacessíveis, onde a vítima e o tripulante operacional ficam penduradas por cordas presas no helicóptero.

Um acidente aconteceu em 1997 com um helicóptero Bell 412 da Policia Federal. A equipe realizava um treinamento para demonstração, utilizando-se da técnica do mcguire. Nesse acidente 3 tripulantes operacionais faleceram. Outro acidente foi registrado em 1998 com um helicóptero AS350BA – Esquilo da Polícia Militar de São Paulo. A equipe também realizava uma demonstração, utilizando da mesma técnica e que terminou com dois tripulantes operacionais mortos.

Guarda Civil já começou a Operação em Três Pontas

Dezenas de linhas foram apreendidas em 2015. Atuação da GCM já começou e moradores podem fazer denúncias
Dezenas de linhas foram apreendidas em 2015. Atuação da GCM já começou e moradores podem fazer denúncias (foto: arquivo)

A Guarda Civil Municipal (GCM) de Três Pontas iniciou nesta terça-feira (19), a “Operação Brincadeira Sim, Cerol Não”. Todas as viaturas estão empenhadas em fiscalizar e apreender linhas cortantes e chilenas. É nesta época do ano que a garotada e os adultos aproveitam a pausa das aulas para se divertir, empinando pipas e a probabilidade de acidentes aumenta. Por isto, a atenção deve ser redobrada para ciclistas, motociclistas e aeronavegantes.

Em 2015, um comerciante e um monitor da Apae sofreram ferimentos no pescoço provocados por linha com cerol. O caso repercutiu tanto que além da Guarda Municipal atuar, a Polícia Militar também apreendeu diversas linhas com crianças, adolescentes e adultos. Estabelecimentos comerciais que estariam comercializando linha chilena, que é capaz de cortar ainda mais do que o cerol, também foram fiscalizados. Dezenas de linhas foram apreendidas em poucos dias.

De acordo com o comandante da Guarda Civil Sargento Edward Naves, a operação vai durar todo o período de férias e as pessoas podem fazer denúncias, através do 153 da Guarda Municipal. “Apreendemos muito material ano passado. As pessoas parecem que estão mais conscientes, mas no primeiro dia de fiscalização, já encontramos linhas com cerol e chilenas que foram recolhidas e Bo’s foram registrados”, informou.

Para os ciclistas e motociclistas a solução é usar antenas próprias para segurar a linha de pipa. Trata-se de uma antena comum, como as de rádio que se usavam antigamente nos carros, porém, com um pequeno “gancho” na ponta, justamente para segurar a linha de pipa. Mas e no helicóptero?

Hoje os helicópteros utilizam o corta-fio, mas ele não é eficiente para as linhas de pipa.

Quando o helicóptero estiver voando baixo e a equipe não perceber pipas na área, suas linhas serão atingidas pelo rotor principal e pelo rotor de cauda e se enrolarão no mastro e poderão fazer cortes nos links de comando. Em alguns casos eles terão que ser substituídos. E para cortar não precisa ter cerol, a fricção da linha nas superfícies das aeronaves são suficientes pra cortar ou riscar.

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