*Efeitos da seca transforma o local, mas comércio não sentiu os efeitos, já que moradores ribeirinhas aproveitam para fazer as compras no Distrito de Três Pontas

O cenário no Lago de Furnas é novamente desolador, mudou de novo o ritmo de vida dos moradores e espantou os turistas que buscam se refrescar nas águas no Distrito do Pontalete em Três Pontas.

A falta de chuva há meses, fez ressurgir a ponte que liga o Pontalete ao município de Elói Mendes e Paraguaçu. Quando o nível do Lago de Furnas está alto ou no nível normal, a ponte não aparece. Mas agora, com a baixa, ela está evidente. As estradas voltaram a ser utilizadas e encurtaram caminhos para as cidades entorno. Elas se tornaram rota fundamental para tudo.

Moradores dizem que há pelo menos três semanas a balsa que faz a travessia teve que parar, não tem água suficiente para funcionar e transportar trabalhadores, comerciantes e turistas.

Basta andar um pouco em direção ao lago, onde havia muita água para se encontrar terra rachada e uma característica que só se vê no sertão, provocado pela falta de chuva.

No que se refere ao movimento nos estabelecimentos comerciais, a notícia não é tão ruim, confirma Manoel Renato de Oliveira. É que como a água baixou ao ponto de dar passagem aos veículos, moradores aproveitam para ir pelas estradas do Córrego do Ouro, um atalho por dentro de Varginha, pouco utilizado, e claro Três Pontas. A ponte inaugurada segundo “Mané”, pelo ex presidente do Brasil Juscelino Kubitschek no ano de 1957, possui uma importância histórica até hoje e possibilita a visita de gente de Paraguaçu e Elói Mendes. “Com a água tão baixa como está, eu recebo no meu restaurante um outro tipo de turista, de ranchos e das cidades de Paraguaçu, Elói Mendes, Fama, Machado, Varginha e de Três Pontas.

O único supermercado no Pontalete é de Antônio Carlos de Oliveira. Ele tem observado ao longo de alguns anos que a baixa da água tem duas vertentes. Se por um lado perde o atrativo turístico, por outro ganha como clientes, os moradores ribeirinhas e de Elói Mendes e Paraguaçu, que acabam gostando desta oportunidade. Isto porque, eles tem acesso livre por terra e não precisam gastar com a balsa que acaba apertando no bolso. Cada travessia custa R$15.

A exemplo dos turistas, Antônio fica chateado ao ver a grande faixa onde deveria ter água coberta por mato e terra, tornando a paisagem feia e desagradável. Apesar do cenário desolador e do grande impacto ao meio ambiente, o prejuízo financeiro é pequeno graças a presença dos moradores que passam a frequentar o Distrito, acrescentou Antônio Carlos.

Os números da seca

As rampas para barcos viraram um grande barranco. O reservatório já está no seu pior nível para o mês de setembro dos últimos 2 anos. 

De acordo com dados divulgados pelo site G 1 Sul de Minas, o nível do lago está em 756,20 metros, que representa um volume útil de 23,84%. Situação assim foi vivida por moradores em 2014, 2012 e em 2000, quando o lago ficou com apenas um metro acima do nível mínimo operacional.

O Lago de Furnas é o principal ponto turístico da região e de Três Pontas. Movimenta a economia ao receber tantos turistas, que chegavam de barcos, lanchas, casas flutuantes e jet skis.

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